Galvanoplastia

UM MERCADO RELUZANTE

Cromação relembra tempos áureos movida por tendências da moda e troca de metais por plásticos

Domingues Zaporalli

Cuca Jorge

O mercado de cromação de plásticos passa por um verdadeiro boom. Dois fatores influenciam o aquecimento dos negócios. Primeiro, a moda determinada pelos designers industriais, principalmente os ligados ao setor automotivo. O segundo motivo é econômico. O plástico cromado está sendo utilizado em diversas aplicações como substituto do aço, que teve sua cotação bastante majorada nos últimos anos no mercado internacional.

O material ganha espaço sobre o aço nos mais diversos segmentos, como o de metais sanitários, na indústria eletroeletrônica, de material de construção e, claro, automóveis. Outro segmento que adota cada vez mais o plástico cromado é o de embalagens para cosméticos.

Para completar a injeção de dinamismo no setor, a tecnologia de cromação, que até recentemente só viabilizava sua aplicação em plásticos ABS e suas ligas, como o ABS e policarbonato, agora chega a outros materiais, como o polipropileno e as poliamidas (náilon), ampliando ainda mais o potencial de negócios.

É difícil avaliar o tamanho do mercado de cromação de plásticos. Como o serviço é realizado por inúmeras galvanoplastias independentes e outro tanto de cativas, ou seja, que pertencem às indústrias usuárias do plástico, ninguém conta com dados precisos para dimensionar o volume de negócios. Fabrício Rigitano, diretor da Superzinco, galvanoplastia campineira que é uma das maiores em atuação no país, arrisca uma projeção, mas pede ressalva diante da precariedade de dados. O setor, em sua estimativa, movimenta algo entre 3 e 4 milhões de dólares por mês.

Se não existem dados precisos do mercado, sobram indícios confiáveis que demonstram o dinamismo no setor, no momento. Um deles é o crescimento das encomendas de insumos. Segundo Airi Zanini, presidente da Associação Brasileira de Tratamento de Superfície (ABTS), as vendas de produtos químicos para tratamento de superfície em plástico, que eram pouco representativas há cinco anos, devem alcançar algo como 2,5 milhões de dólares em 2005. Cuca Jorge

Vendas de químicos de cromoção podem dobrar até 2006, diz Zanini

“E a expectativa é que este volume de vendas dobre nos próximos três anos”, afirma.

O principal motor a impulsionar esta alta nas encomendas é a indústria automobilística. Em 2000, o consumo pelo setor automotivo de plásticos cromados não chegou a movimentar R$ 700 mil mensais no País. Segundo a estimativa de alguns executivos, em 2005, o volume de negócios superou, no primeiro semestre, a casa dos R$ 3,5 milhões por mês. E a previsão é que este número poderá chegar a R$ 5 milhões mensais no final do ano, se confirmados alguns lançamentos para a linha 2006 das principais montadoras.

Roberto Motta de Sillos, coordenador de marketing da SurTec, uma das principais fornecedoras de processos químicos para cromação em plásticos no Brasil, informa que pelo menos até 2007 a procura por cromação entre as montadoras continuará aquecida. É isso o que demonstra a programação já conhecida do setor.

 

 
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