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Galvanoplastia UM MERCADO RELUZANTE
O mercado de cromação de plásticos passa por um
verdadeiro boom. Dois fatores influenciam o aquecimento dos negócios.
Primeiro, a moda determinada pelos designers industriais, principalmente
os ligados ao setor automotivo. O segundo motivo é econômico.
O plástico cromado está sendo utilizado em diversas aplicações
como substituto do aço, que teve sua cotação bastante
majorada nos últimos anos no mercado internacional. O material ganha espaço sobre o aço nos mais diversos segmentos,
como o de metais sanitários, na indústria eletroeletrônica,
de material de construção e, claro, automóveis. Outro
segmento que adota cada vez mais o plástico cromado é o
de embalagens para cosméticos. Para completar a injeção de dinamismo no setor, a tecnologia
de cromação, que até recentemente só viabilizava
sua aplicação em plásticos ABS e suas ligas, como
o ABS e policarbonato, agora chega a outros materiais, como o polipropileno
e as poliamidas (náilon), ampliando ainda mais o potencial de negócios. É difícil avaliar o tamanho do mercado de cromação
de plásticos. Como o serviço é realizado por inúmeras
galvanoplastias independentes e outro tanto de cativas, ou seja, que pertencem
às indústrias usuárias do plástico, ninguém
conta com dados precisos para dimensionar o volume de negócios.
Fabrício Rigitano, diretor da Superzinco, galvanoplastia campineira
que é uma das maiores em atuação no país,
arrisca uma projeção, mas pede ressalva diante da precariedade
de dados. O setor, em sua estimativa, movimenta algo entre 3 e 4 milhões
de dólares por mês.
“E a expectativa é que este volume de vendas dobre nos próximos
três anos”, afirma. O principal motor a impulsionar esta alta nas encomendas é a indústria
automobilística. Em 2000, o consumo pelo setor automotivo de plásticos
cromados não chegou a movimentar R$ 700 mil mensais no País.
Segundo a estimativa de alguns executivos, em 2005, o volume de negócios
superou, no primeiro semestre, a casa dos R$ 3,5 milhões por mês.
E a previsão é que este número poderá chegar
a R$ 5 milhões mensais no final do ano, se confirmados alguns lançamentos
para a linha 2006 das principais montadoras. Roberto Motta de Sillos, coordenador de marketing da SurTec, uma das principais fornecedoras de processos químicos para cromação em plásticos no Brasil, informa que pelo menos até 2007 a procura por cromação entre as montadoras continuará aquecida. É isso o que demonstra a programação já conhecida do setor.
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