Extrusão – Na área de extrusão a Miotto apresentou linha para perfis de PVC rígido para processar forros, batentes de portas e janelas, esquadrias para janelas, canaletas, arremates para pisos, móveis, componentes automotivos e muitos outros, composta por extrusora dupla rosca contra-rotante, 65mm x25d, cabeçote de perfil, mesa da calibração a vácuo, puxador de lagartas, serra automática e calha de recolhimento. Tem ciclo produtivo de 150 kg/h. Uma das mais conceituadas empresas do setor de máquinas e equipamentos do gênero, a Miotto atua há 44 anos no mercado. Oferece assistência técnica permanente e disponibiliza aos clientes seu moderno laboratório de pesquisas, equipado com tecnologia 3D. É responsável pela maior extrusora dupla rosca contra-rotante já fabricada, a EM-2R – 140, com capacidade de 2.000 kg/h. Além de exportar para quase toda a América Latina, (Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Peru e México), a Miotto também está presente na Alemanha, Espanha, Itália, Inglaterra, Romênia, Tunísia, Índia e China.

Outro fabricante de extrusoras com passaporte carimbado desde a primeira edição da Tecnoplast foi a Perfilpolimer, de Joinville-SC, com sua tradicional mono-rosca EMR, um dos carros chefes da empresa. Em versão horizontal pode ser configurada para a obtenção de tubos, mangueiras e perfis. A Equipamentos Industriais Xaloy, unidade de negócios da Miotto, apresentou as tradicionais roscas e cilindros Universaloy. São peças bimetálicas nas melhores geometrias de roscas para os mais diversos materiais termoplásticos. 

Outras linhas interessantes de extrusão exibidas na feira foram as verticais monocamada da marca ROR, fabricadas na Argentina pela Rodofeli y Cia., fundada em 1972 e com representação no Brasil a partir de Cascavel, Paraná. A principal característica do equipamento é sua concepção compacta, pois mede 4,8 m de altura e ocupa menos de 5 m² de área.

A LGMT apresentou cinco linhas de extrusão para reciclagem de tubos rígidos de PVC, corrugados ou perfis, uma com corte úmido na cabeça, seco e convencional e coextrusão para laboratórios. Mantém ainda serviços na área de construção e recuperação de roscas com serviços e assistência técnica para todo o Brasil.

Distribuição – Na seara da distribuição de resinas, a chegada dos polietilenos derivados do pólo gás químico do Rio de Janeiro via SPP-Sul foi um dos fatos relevantes na Tecnoplast. 
Zilli e Melissa: preparo para distribuir resina da RioPol

Antonio Tadeo Zilli Junior (coordenador de vendas) e Melissa Martins (assistente de marketing) ressaltaram que a distribuidora, com oito centros de estocagem, entre os quais um em Curitiba e outro em Porto Alegre, se prepara para colocar os polietilenos da Rio Polímeros no mercado. A empresa revende as marcas Polibrasil, Innova, Cabot, Eastman, GE, Kraton e Petroflex.

Com a partida da Rio Polímeros, a oferta de 540 mil t anuais de polietileno linear e de alta densidade, Zilli crê numa pressão dos preços dos polietilenos para baixo, pois os produtos da Rio Polímeros se originarão de uma matriz de matérias-primas mais competitiva, o gás natural. Ele projeta concorrência acirrada com as resinas produzidas em Triunfo, mesmo com a logística favorável às empresas de terceira geração mais próximas ao pólo petroquímico gaúcho.

Segundo o coordenador de vendas, a empresa já testou polietilenos similares aos seus no mercado gaúcho, adquiridos em matrizes produtivas semelhantes, como o mercado americano. Diante disso, os transformadores já estão familiarizados com possíveis peculiaridades das novas resinas. “Houve uma comercialização pré-marketing desde 2004, com a venda de polietilenos provenientes de gás adquiridos pela Rio Polímeros em outros mercados, como forma de testar e introduzir a idéia do material”, reforçou Zilli. A empresa ofertará os produtos à carteira inicial de clientes gerada no pré-marketing, como forma de promover a decolagem no mercado interno. Além disso, a chegada dos polietilenos estará combinada com a sazonalidade de segundo semestre, período de crescimento natural do consumo das resinas por conta da demanda do natal e do dia da criança. “Acho que vamos criar certo ambiente de concorrência benéfica”, confia Zilli.

A gerente de marketing da Polimarketing Roberta Gama Duarte avaliou a Tecnoplast como uma forma muito positiva de proporcionar o contato direto com os clientes. “Esse era o nosso objetivo e nos sentimos plenamente atendidos”, afirmou. Como observou Roberta, as distribuidoras de resinas usam as feiras justamente para estreitar laços com clientes antigos e buscar novos, porque as compras são realizadas no dia a dia.

A Polimarketing anunciou a abertura de dois novos centros de distribuição de resinas, um em São José dos Pinhais, o qual entra em operação até o final de agosto, e um segundo para o Vale dos Sinos, na região Metropolitana de Porto Alegre, com inauguração prevista para 90 dias a contar do final da Tecnoplast. 

Atualmente, a Polimarketing, uma das marcas adquiridas pela Piramidal, conta com centros de distribuição em Porto Alegre, Joinville e Pinhais, também em território paranaense. “Vamos gerar novos empregos em duas regiões, aperfeiçoando o atendimento aos nossos clientes que sempre são vistos como parceiros, sem esquecer a importância de aperfeiçoar a operação e reduzir custos, para mantermos a liderança e abrirmos novos negócios”, completou Roberta.

A Activas investiu na estética do estande para anunciar ampliação do centro de distribuição de Caxias do Sul. Decoração de bom gosto, tela de plasma com exibição de vídeo e institucional foram usados como recursos tecnológicos em recepção a clientes e visitantes. Para Laércio Gonçalves, a Tecnoplast melhorou 100% em qualidade e ficou muito mais profissional. “É um evento claramente realizado por pessoas sérias”.

“Nós fazemos questão de montar um estande confortável para mostrar que uma distribuidora de resinas não é necessariamente um galpão”, alfinetou Gonçalves. A Activas acaba de inaugurar um novo prédio com 1,5 mil m² em Caxias do Sul para estocagem. A edificação conta com empilhadeira, um utilitário Sprinter e dois caminhões, um para oito toneladas e outro para 14 toneladas. O portfólio da empresa, certificada ISO 9000 desde 2000, concentra 22 resinas e 400 grades de formulações.

Um conceito interessante em matéria de distribuição apresentado pela segunda vez na Tecnoplast ficou por conta da Apta, empresa com sede em São Leopoldo, no Vale dos Sinos. A empresa atua exclusivamente com plásticos de engenharia e de alto desempenho, aqueles localizados do meio para o topo da pirâmide da segunda geração petroquímica como o ABS e suas variações, as poliamidas, os poliuretanos termoplásticos e as resinas de alto desempenho. 
Berghahn: o foco é produzir soluções para o cliente

“As visitas aqui são bem técnicas. São contatos do Vale dos Sinos e de Caxias do Sul”, explicou Marcelo Berghahn, diretor de marketing-vendas e um dos sócios da Apta. Segundo ele, o conceito montado pela empresa consiste em produzir soluções para o cliente. É rotina na Apta, promover em parceria com transformadores alguma modificação a partir de uma formulação standard, a fim de obter uma peça ou componente novo, a maioria destinados à indústria automotiva e de calçados.

Já a Dax Resinas aproveitou a Tecnoplast para lançar a segunda edição do Prêmio Sinplast/Dax Resinas, o qual oferece contrapartidas em equipamentos de informática para estudantes da área de polímeros bem como viagens a eventos setoriais para estudantes de engenharia na área de polímeros com projetos nas indústrias de segunda e terceira geração petroquímica relacionados com o aumento da produtividade e melhoria de processos. O evento conta com apoio da Ulbra, do Cefet de Sapucaia do Sul e do curso de polímeros da Universidade de Caxias do Sul, que neste ano oferece curso de mestrado na área, patrocinado também pela Copesul e pelas empresas da segunda geração. Com tudo isso, a Tecnoplast 2007, a quarta edição da feira, deve acontecer de 17 a 20 de julho, na contagem de seus organizadores, com 95% dos participantes atuais já confirmados.

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