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Tecnoplast ganha corpo e gera faturamento de R$ 150 milhões
Finalmente, a cadeia petroquímica do Rio Grande do Sul passa a contar com um evento setorial à altura da indústria da região formada por 976 empresas na última contagem da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). Em quatro dias, de 26 a 29 de julho, a terceira edição da Feira de Tecnologia para a Indústria do Plástico, Borracha, Moldes e Matrizes (Tecnoplast), de acordo com as estatísticas oficiais de seus organizadores, reuniu 250 empresas em 220 estandes, proporcionou negócios em torno dos R$150 milhões e recebeu 25 mil visitantes, nos 18 mil m² dos pavilhões da festa da Uva, em Caxias do Sul.
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Segundo Pompeo Madeira, presidente da Fcem, empresa promotora do evento, a Tecnoplast se consolida como maior evento do Sul do Brasil em número de razões sociais presentes, ao perfazer o dobro de expositores da Interplast de Joinville, embora para alguns presentes, o evento de Santa Catarina, impulsione com mais vigor as operações de compra e venda, em particular de bens de capital.
Para Enrico Miotto, um dos mais tradicionais fabricantes de linhas completas de extrusoras do País, a feira em Caxias do Sul é essencial. |
| Miotto: feira serve como alavanca para novos
negócios |
Segundo ele, só uma empresa da cidade já opera 21 linhas completas de máquinas e periféricos da Miotto, adquiridos nos últimos anos. Para Miotto, a Tecnoplast tem servido como alavanca para os negócios. “Em 15 dias eu fecho a venda de cinco linhas completas, como ocorreu nas duas primeiras edições”, apostou.
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Mas as percepções não são unânimes. Para Giordano Romi Junior, da fabricante de injetoras Romi, a Tecnoplast é um evento voltado para fazer contatos. Em termos de negócios ele prefere o de Joinville. De qualquer forma, o empresário tem de se fazer presente pela importância do Rio Grande do Sul, opinou Romi. “É uma oportunidade para visitar os clientes”. Além disso, acrescentou, o evento foi muito divulgado em Santa Catarina e vieram muitos transformadores de lá. “Nesse aspecto, o evento ficou interessante porque foi possível atingir públicos de dois estados ao mesmo tempo”, avaliou Romi. |
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| Romi: clientes de Santa Catarina compareceram à
feira |
Novidades da feira – Alheio às diferenças de pontos de vistas de empresários e lideranças sindicais, o público pôde conferir de perto as novidades do mercado. Para quem não consegue viajar até São Paulo e apreciar os lançamentos em máquinas e equipamentos oferecidos pela Brasilplast, foi a oportunidade de conhecer tecnologias de ponta como a Eletramax, a primeira injetora produzida no Brasil com acionamento 100% elétrico e com aceitação no mercado assinada pela marca Romi. Ao todo são quatro servo-motores elétricos, um para a abertura e fechamento das paredes de molde, outro para extração da peça, um terceiro para a plastificação e o quarto para a injeção da peça.
A Eletramax reúne 15 patentes das quais seis já foram requeridas. Dentre algumas vantagens as injetoras elétricas podem reduzir em até 60% o consumo de energia. Em outras palavras, três injetoras elétricas em funcionamento equivalem a apenas uma convencional, sem falar na limpeza total das peças transformadas, já que não existe presença de óleo no processo. Por isso, são indicadas, sobretudo, para injeção de produtos utilizados na medicina como cortadores de cordões umbilicais e seringas de injeção. A versão de 100 toneladas de força de fechamento custa R$ 350 mil. Há modelos de 150 e 270 toneladas. De acordo com o chefe da engenharia e marketing Antonio Dottori, ainda em 2005 a Eletramax terá uma versão com 300 toneladas de força fechamento.
De acordo com o fabricante, apesar de mais cara, a injetora elétrica acaba se pagando pela economia de infra-estrutura, pois não exige a mesma parafernália da hidráulica, como reservatórios de óleo para acionamento da bomba, sistema de circulação de água, controladores de temperatura, trocadores de calor, e resfriamento por chiller.
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Já a principal preocupação da fabricante alemã Arburg na Tecnoplast foi mostrar a combinação do braço mecânico com o processo de injeção. A empresa levou à feira um modelo de 70 toneladas de força de fechamento versão antiga, equipado com um robô para extração de peças. |
| Schaefer exibiu máquina de 70 t com braço
mecânico |
Segundo o gerente de vendas Roberto Schaefer, a Arburg quer reafirmar no mercado conceito turn key, pacote fechado contemplando a injetora, o molde e o chiller e a robótica para o cliente a apertar o botão e sair produzindo.
No Brasil ainda há enormes carências em financiamento, opinou Schaefer. O molde importado ainda é muito caro, mas há boa qualidade nos fabricados dentro do País. “O transformador quer um produto sem rebarba, sem defeito, sem refugo e no menor tempo possível e isto a Arburg está pronta a oferecer”. Para Schaefer, a empresa mantém 400 máquinas em operação no Brasil, cerca de 30 no mercado do Rio Grande do Sul. Ele alega que o mercado brasileiro ainda define a injetora pela força de fechamento enquanto a Arburg quer mudar esse conceito a partir de seu sistema modular, onde é possível aumentar a distância entre colunas e diminuir a força de fechamento como forma de fornecer máquina de melhor qualidade com preço mais competitivo para uma peça de menor tamanho e melhor qualidade, como um cinzeiro, por exemplo.
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Hugo Camisotti, gerente comercial da Sandretto, por sua vez comemorou a venda na feira de três unidades da linha de injetoras Lógica, uma delas, a exposta no estande, com 170 toneladas de força de fechamento e 460 mm de distância entre as colunas, sistema automático para regulagem de pressão, temperatura e acionamento, a um preço de R$ 240 mil. |
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| Camisotti comemorou a venda de três injetoras na
feira |
A Lógica opera com sistema de juntas hidromecânico e conta com bomba de vazão variável, capaz de proporcionar redução de até 30% no consumo de energia.
De acordo com Camisotti, as injetoras da série Lógica são multiuso por se adequarem à indústria de embalagens, utilidades domésticas e peças técnicas. Na Tecnoplast, era operada por um robô Dal Maschio de três eixos, também vendido a uma empresa de Caxias do Sul por R$ 100 mil.
O gerente comercial da Himaco Cristian Heinen lembrou que a Serra Gaúcha é um dos mais importantes pólos de transformação de plásticos do País, e diz acreditar que a feira gere bons contatos com clientes daquela região. A empresa demonstrou uma Rapid 1500-740- LHN no seu estande, produzindo bacias em favor do Fundo de Solidariedade do Estado de São Paulo, coordenado pela primeira dama Maria Lucia Alckmin (esta doação se iniciou em abril, na Brasilplast, em São Paulo). A outra máquina da Himaco, a Rapid 800-410 LHN ficou no estande da Ulbra, em uso pelos alunos do curso de Engenharia de Plásticos e manufaturou estojos escolares.
Em meio às máquinas brasileiras e de origem européias, as asiáticas também chamaram a atenção. Daniel Maia, da Haitian, lembrou que participa da Tecnoplast desde a primeira edição. A novidade, salientou, é a nova unidade de montagem em São Roque, interior de São Paulo, capaz de facilitar o atendimento do mercado do Sul. Segundo Maia, de 400 injetoras vendidas no Brasil, a Haitian já colocou 40 em Caxias do Sul, igual número em Santa Catarina, e pelo menos 200 em São Paulo. Mas o fenômeno de vendas foi a Asian Plastics, que no primeiro dia da feira já tinha vendido quatro injetoras, três modelos JN com 88 toneladas de força de fechamento e outra com 128 toneladas força de fechamento. Para fechar o negócio valia até cheque pré-datado.
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