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NOTÍCIAS
ITALIANOS INVESTEM EM CÂMARA QUENTE
As indústrias de transformação ganham nova opção em sistemas de câmaras quentes graças à decisão da Thermoplay de instalar a primeira filial no País, em Itatiba-SP. A decisão foi anunciada pelo vice-presidente da companhia italiana Roberto Enrietti, durante recente visita ao Brasil, oportunidade na qual revelou investimentos locais no valor de 600 mil euros e possibilidade de iniciar processo de nacionalização de componentes no prazo de dois anos.
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Com mais de 40 escritórios de vendas estruturados em grandes mercados do setor plástico no mundo, e faturamento global de 20 milhões de euros ao ano, a empresa deu prioridade ao Brasil motivada pelos bons resultados de vendas colhidos nos últimos anos. |
Cuca Jorge |
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| Enrietti (dir.) anuncia nova filial, dirigida por
Cavini (esq.) |
Parceira no fornecimento de sistemas avançados de câmaras quentes para empresas de grande porte instaladas no País, a Thermoplay, hoje, tem em sua carteira de clientes empresas de renome internacional, como a francesa Faurecia, a portuguesa Simoldes, ou a alemã Volkswagen, destacando-se ainda nesse rol fabricantes de eletrodomésticos como Electrolux e Arno, também grandes usuários de sistemas de câmaras quentes.
Outro fator preponderante para a escolha do Brasil para abrigar a filial é a potencialidade existente junto aos transformadores locais de introduzir câmaras quentes em seus processos produtivos. Enquanto na Europa, mais de 90% das indústrias do setor plástico já utilizam câmaras quentes para otimizar a produção, no Brasil, estima-se que apenas 35% das indústrias façam uso desses sistemas.
Para gerenciar as atividades da filial brasileira, foi nomeado Valdinei S.Cavini. Veterano no ramo, ele acredita que a filial terá papel importante não só em expandir vendas, como também oferecer maior suporte técnico e apoio comercial aos transformadores, inclusive com a oferta de estoques locais de peças para reposição.
Embora os sistemas de câmaras quentes ainda não participem de todas as áreas de produção do setor plástico, alguns setores por imposição do próprio mercado evoluíram mais rápido em desempenho e passaram a utilizar câmaras quentes para otimizar a produção e oferecer maior qualidade aos transformados. Nesse caso se enquadram as empresas focadas na produção de componentes automotivos que, há anos, fazem uso de sistemas valvulados de acionamento hidráulico e pneumático para produzir peças com altos requisitos de acabamento, como lanternas e faróis, e também as empresas especializadas na injeção de pára-choques, laterais de portas, painéis de instrumentos e injeção sobre tecidos, que aderiram ao uso de sistemas valvulados seqüenciais em benefício da produção. Outro setor usuário de câmaras quentes é o das indústrias de tampas para embalagens, que conseguiram agilizar a produção recorrendo a esses sistemas.
“A depender da quantidade de canais e do projeto do molde, um sistema de câmara quente pode promover reduções nos ciclos de injeção na faixa de 15% até 50%, propiciando economia de matérias-primas, aumento de produtividade e melhor qualidade aos produtos finais”, informou Cavini. Para se alcançar tais níveis de redução de ciclo é preciso adotar uma regra básica, projetando-se adequadamente quantos canais quentes serão necessários a cada tipo de produção, recomenda o especialista. “O volume de canais quentes tem de ser três vezes superior ao volume de injeção”, ensinou.
Com 30 patentes registradas no campo de câmaras quentes, a Thermoplay com essa razão social atua há dez anos no mundo. Fundada em 1995 por Piero Enrietti, pai de Roberto Enrietti, até hoje na presidência, a empresa acumula vasta experiência no setor de câmaras quentes, desde à época em que, denominada Enrietti começou a travar a conquista de novos mercados há três décadas.
R. M.
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