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NOVA DIREÇÃO DA ABIEF PROMETE MAIS DIÁLOGO

O empresário Rogério Mani assumiu a presidência da Abief – Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis para o biênio 2005-2007. Empossado em junho, em São Paulo, ele revelou com entusiamo os próximos passos a serem tomados em sua gestão, congratulando-se com seu antecessor Sérgio Habberfeld, gestor da entidade durante os últimos quatro anos, reconhecido por ter implementado processo de descentralização.

Atuante no setor de embalagens flexíveis desde 1965, e ocupando cargos executivos na Abief há seis anos, como vice-presidente inclusive durante as duas últimas gestões, Mani pretende promover uma gestão ainda mais participativa, com a entidade mais aberta aos associados. Cuca Jorge
Sérgio Habberfeld (esq.) transfere o comando a Rogério Mani

Também planeja concretizar diálogos mais constantes com as petroquímicas a fim de promover o crescimento setorial de maneira sustentada e contínua.

“Se não houver alianças entre todos os elos da cadeia do setor plástico, a sobrevivência dos nossos negócios será mais difícil”, afirmou Mani. O novo presidente da Abief também se comprometeu a criar diretorias regionais nos estados de Pernambuco, Bahia, Goiás, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, unindo forças com os sindicatos patronais. “Temos de buscar nossos interesses de forma conjunta, apresentando projetos que onerem menos o nosso setor, além de trabalhar para incrementar nossas exportações. À exceção das embalagens para produtos alimentícios, que contam com isenção, só o IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados incidente sobre as embalagens é de 15%”, disse.

Segundo estimativas, existem hoje 750 empresas atuantes no setor de embalagens flexíveis no Brasil, metade das quais no setor de embalagens para alimentos. Desse total, 190 associadas à Abief responderam em 2004 por um faturamento de US$ 2,9 bilhões e uma produção de 635 mil toneladas. Em 2005, as perspectivas apontam crescimento de 10% no faturamento e de 5% na produção.

O setor já exporta em torno de 20% dos volumes produzidos em sacolas plásticas e filmes, inclusive dos tipos esticáveis e encolhíveis, informa Mani. “Nossa meta é aumentar o percentual das exportações para 30%, buscando firmar parcerias estratégicas para o maior desenvolvimento dos transformados e que assegurem fornecimentos contínuos da nossa produção.”

Segundo acredita Mani, o caminho em busca do maior crescimento tornará as empresas menos vulneráveis e deve assentar-se em parcerias. As empresas do grupo Sol, do qual Mani é também presidente, já colocam essa tese em prática, exportando mais de 400 toneladas de sacolas plásticas ao mês, graças a acordos firmados com parceiros no Brasil e exterior.

Visando incrementar as exportações, a Abief mantém programa de incentivo, prevendo preços diferenciados de matérias-primas para os associados exportadores.

A administração da Abief para 2005/2007 ainda conta com Dirceu Antônio Galléas, 1º vice-presidente; Melito Schlickmann, 2º vice-presidente; Hermes E. Moura, 3º vice-presidente; e Beni Adler, 4º vice-presidente; além de Eduardo Baracat e Luiz Carlos G. Costa como secretários; Ronaldo Lopes Canteiro e Teddy Djmal, tesoureiros; e os diretores adjuntos Alberto Dayan, Alberto Geronimi, Andrés Navarro Sanchez, Jorge Luiz M. Biasuz, José Guilherme Fichtner e José Carlos Foresti.

Rose de Moraes

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