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III Fórum Sul Brasileiro do Setor Plástico
Transformadores criticam a alta carga tributária e pedem incentivos
Rose de Moraes
As indústrias de transformação do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul repudiaram custos e carga tributária brasileira, sete vezes superior a todo o lucro alcançado no setor, durante o 3° Fórum Sul-Brasileiro do Setor Plástico, realizado em Curitiba–PR, de 21 a 22 de junho, no centro de convenções do Hotel Sheraton, integrando lideranças políticas, técnicas e empresariais. A iniciativa adotada pelo Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado do Paraná (Simpep) há três anos resulta em sucesso crescente, agremiando cada vez mais maior número de adeptos, aproximando-se neste ano de 400 participantes.
Segundo os organizadores, a grande virtude do fórum é integrar as lideranças empresariais e executivos representantes de toda a cadeia do setor plástico, visando contribuir para a melhor gestão nas indústrias. “Até agora, não conseguimos trazer representantes da Petrobras para as nossas discussões, mas vamos continuar tentando, até porque o setor petroquímico também tem grande interesse na maior união de toda a nossa cadeia”, afirmou o presidente do Simpep Dirceu Galléas.
Em defesa da competitividade, ele desabafou: “Não suportamos mais arcar com cargas tributárias que chegam a 41,6% do nosso faturamento.” Sugeriu ao setor rever todo o sistema de gestão, concentrando maiores esforços em produtos de melhor rentabilidade.
Em discurso para a platéia formada por técnicos e empresários, Galléas também afirmou: “A indústria plástica nacional precisa ter tranqüilidade para trabalhar e exportar. Em todos os países há subsídios, mas aqui temos que começar a nos mobilizar para impedir que isso se agrave e comprometa ainda mais a nossa atividade industrial”, considerou o empresário.
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Incentivos fiscais – “O Paraná está vivendo uma fase positiva de sua economia, com fortes indicações de crescimento do mercado interno e, sobretudo, com grande expansão no comércio internacional, mas tem condições de otimizar ganhos, principalmente logísticos, para o já desenvolvido parque industrial da terceira geração”, disse o secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul do Paraná Virgílio Moreira Filho. |
Rose de Moraes |
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| Moreira: o Paraná vive fase positiva de sua
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Abraçando os ideais da tranformação de abrigar no Estado indústrias de segunda geração, o secretário acenou com a possibilidade de oferecer pacote de incentivos fiscais e tributários às indústrias interessadas em se instalar no Paraná, como isenção de pagamento de ICMS durante quatro anos, dilatação do prazo de pagamento de impostos por um período de 48 meses, entre outros subsídios.
“O desempenho alcançado pelo Paraná tem muito a ver com o esforço que o governo estadual vem realizando para a aumentar a competitividade das empresas, e com as políticas de incentivos fiscais e tributários implementadas pelo governador Roberto Requião, mas precisamos adotar medidas que contribuam para estruturar uma cadeia produtiva local para o setor plástico e petroquímico, avaliando criteriosamente questões técnicas, como o aproveitamento local da nafta petroquímica, a separação do propeno e de outros insaturados contidos nas correntes de gás, bem como realizando upgrades em outras correntes intermediárias”, afirmou o secretário Moreira Filho, intencionado a solucionar gargalos tecnológicos prejudiciais ao maior desenvolvimento regional da transformação.
As taxas de crescimento no Paraná são mantidas graças ao desempenho da agropecuária, indústrias e comércio, informou. Na agropecuária, o Estado responde por 24% da produção nacional de grãos, destacando-se como maior produtor nacional de milho, feijão, trigo e frango, segundo maior produtor de soja, mandioca e cana-de-açúcar e terceiro maior produtor de suínos. No setor industrial, destacam-se os pólos automotivo, agroindustrial, eletroeletrônico, de madeira-moveleiro, papel e celulose e as tecnologias em
softwares.
Nas exportações, o Paraná já alcança a terceira posição entre os maiores exportadores do País, gerando divisas na grandeza de US$ 902 milhões, conforme resultados do mês de maio último. Em 2004, o setor da transformação paranaense consumiu 590 mil toneladas de resinas, representando mais de 14% do total transformado no País. Juntas, as indústrias de transformação do Paraná e Santa Catarina estariam respondendo por cerca de 20% da demanda nacional de moldados.
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