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Pólo de Itaguaí – Com o firme propósito de manter a liderança da Polibrasil, a Suzano Petroquímica confirmou os projetos de expansão das plantas de Mauá-SP, de 300 mil t para 450 mil t; e de Duque de Caxias-RJ, de 200 mil t para 300 mil t, até 2007; além da intenção de construir nova unidade de PP em Itaguaí-RJ, onde a Petrobras tem planos de erguer uma Unidade de Petroquímicos Básicos (UPB) em parceria com o grupo Ultra.
Segundo o diretor financeiro e de relações com os investidores da Suzano Petroquímica João Pinheiro Nogueira Batista,o projeto do Pólo de Itaguaí ainda está sendo detalhado. Ele informou, no entanto, que a companhia não pretende ingressar na primeira geração.Em julho, a Suzano oficializou a intenção de participar do projeto. Porém, aguarda o detalhamento da Petrobras para avaliar a capacidade de fornecimento de insumos.
A capacidade atual da Polibrasil soma 625 mil t/a. Além das unidades de Mauá e Duque de Caxias, que juntas produzem 500 mil t/a, possui planta em Camaçari-BA para outras 125 mil t/a e unidade desativada em Mauá para mais 125 mil t/a. Em 2006, a capacidade instalada deverá alcançar 685 mil t. Até 2007, será de 875 mil t/a. “Os investimentos anunciados garantem a posição de liderança da Polibrasil”, acredita Batista.
Segundo ele, ainda não foi definido se haverá mudança na razão social da Polibrasil após a conclusão do negócio e reorganização societária da Suzano, prevista para o final de agosto. “Polibrasil é um nome forte no mercado de polipropileno”, afirma, sem descartar a possibilidade de sua manutenção apenas como marca de produto.
Insumos – O propeno adicional para a Polibrasil virá da Rio Polímeros, da expansão da Petroquímica União, da Braskem e das Refinarias São José e Paraná, segundo informações do presidente da companhia, José Ricardo Roriz Coelho, na edição nº 364, de Plástico Moderno. Já a matéria-prima utilizada no projeto da nova planta da Braskem será o propeno grau polímero fornecido pela Petrobras.
A briga pelos insumos petroquímicos inclui o terceiro fabricante de PP, a Ipiranga Petroquímica que também pretende investir na expansão e modernização de sua unidade de Triunfo-RS, cuja capacidade atual alcança 150 mil t. A companhia já anunciou investimentos da ordem de US$ 20 milhões e interesse na disputa pelo propeno da Refinaria Alberto Pasqualine (Refap).
A Braskem, que transporta 100 mil t/a de propeno de Camaçari para Triunfo, também pleiteia uma fatia das 130 mil t da expansão da Refap prevista para o final de 2005. “Pretendemos ficar com 100 mil t”, afirma Grubisich. Questionado sobre as pretensões da Ipiranga e a possível divisão do excedente, respondeu enfático: “100 mil t e 30 mil t já uma divisão”.
A questão dos insumos petroquímicos é vista com cautela e preocupação pelo setor. Os executivos são unânimes ao defender a necessidade de ampliação no fornecimento de nafta pela Petrobras, já que o abastecimento mundial do insumo tende a ficar mais restrito. Isso porque os óleos disponíveis, mais pesados, geram menos nafta, e são cada vez mais direcionados à produção de gasolina.
A obtenção de propeno a partir de subprodutos gasosos de refino é limitada em função da baixa disponibilidade nas refinarias. A expectativa gira em torno de inovações tecnológicas capazes de tornar viável o processamento de óleos pesados e, ao mesmo tempo, ofertar olefinas e aromáticos de uso petroquímico.
No primeiro semestre, a Braskem aumentou 11% a produção de propeno e 19% a de PP. O volume do petroquímico básico passou de mais de 247 mil t para quase 277 mil t no comparativo com o mesmo período de 2004. Já a resina saltou de aproximadamente 219 mil t para cerca de 260 mil t. A taxa de utilização da capacidade alcançou 97%,considerando o adicional de 100 mil t implementada em julho do ano passado. No segundo semestre de 2004, ficou em 89%.
Exportação de PEBDL dispara – Enquanto o consumo aparente de PEBDL recuou 9,1% no primeiro semestre, as exportações saltaram 83,8% em relação ao mesmo período do ano passado. As vendas externas passaram de 55,6 mil t para 102,3 mil t.
De acordo como os dados do Siresp, a produção da resina aumentou 15,7%, passando de 191,4 mil t para 221,4 mil t. O Brasil conta hoje com capacidade instalada de 2,3 milhões de t, entre linear e a alta densidade, incluindo a planta da Rio Polimeros, em Duque de Caxias-RJ.
No ano passado, o consumo alcançou 1,7 milhão de t. Números que garantem certa tranqüilidade, em especial após a partida da planta da RioPol, com capacidade para 540 mil t/ano de PEAD e PEBDL convencionais e metalocênicos. A produção deve começar entre o final de setembro e o início de outubro, segundo informações do diretor da Suzano Petroquímica. Já a produção de eteno começa na segunda quinzena de agosto.
Antes mesmo da partida, a RioPol já estuda a possibilidade de ampliar a capacidade para 700 mil t/ano, projeto que será apresentado ao conselho em 2006. Disputam o mercado de PEAD e PEBDL, a Solvay (82 mil t), a Politeno (210 mil t) e a Ipiranga Petroquímica (550 mil t). A Polietilenos União pretende colocar em operação, em meados de 2008, a nova planta com capacidade para 100 mil t de PEAD e 100 mil t de PEBDL, em Santo André-SP.
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A companhia licenciou a tecnologia da Chevron Philips para a nova planta. Segundo o diretor comercial Domingos A. Jafelice a flexibilidade para mudar o mix da produção (de alta para linear ou vice-versa) foi um dos fatores que mais pesaram na escolha da tecnologia, além da facilidade para ampliar a capacidade no mesmo trem, a partir da instalação de outro reator. |
| Flexibilidade pesou a favor de tecnologia Chevron,
diz Jafelice |
A Polietilenos União anunciou investimentos da ordem de US$ 160 milhões entre licenciamento, projeto, obra de engenharia e construção. Até 2006, a companhia pretende iniciar o pré-marketing. A planta vai utilizar como matéria-prima o eteno adicional da Petroquímica União.
A linha, segundo a empresa, será composta de dez tipos entre as duas resinas, com base hexeno e metaloceno. Parte da família foi apresentada na Brasilplast´2005, de 4 a 8 de abril, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo.
Mais investimentos – A Politeno também tem investimentos anunciados para 2007. O desgargalamento da planta deverá elevar a capacidade de linear de 210 mil t para 250 mil t/ano. “O projeto está atrelado à disponibilidade de matéria-prima da Braskem”, informa o diretor comercial Henrique Lewi.
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De acordo com Lewi, em virtude da parada de 35 dias para manutenção no primeiro trimestre de 2004, a Politeno reduziu as exportações naquele ano. Em 2005, ao contrário, ampliou as vendas externas, em especial para a Argentina, mantendo os níveis históricos. |
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| Levi: Desgargalamento depende da Braskem |
As vendas internas para exportação (VIPE) subiram 23%. “O resultado é fruto do esforço da Politeno e de toda a cadeia para incrementar as exportações de produtos plásticos manufaturados”, afirma, citando o programa de incentivo às exportações Export Plastic.
As vendas no mercado interno também aumentaram. No total, o volume comercializado pela Politeno ficou 12% superior no primeiro semestre de 2005 em relação ao mesmo período de 2004, quando passou de 157 mil t para 174 mil t, das quais 139 mil t ficaram no mercado interno e 35 mil t supriram as exportações, segundo informações divulgadas no balanço da Suzano Petroquímica, que detém 33,9% das ações da Politeno. Os números apresentados apontaram ainda evolução de 20,3% na produção.
Embora a capacidade some 360 mil t, incluindo as 150 mil t de PEBD e EVA, a companhia consegue atingir 380 mil t/a em virtude da flexibilidade da planta e de melhorias na produtividade. A Politeno é o único produtor nacional de linear base octeno, além dos tradicionais butenos.
De acordo com o Siresp, o consumo aparente de PEAD ficou muito próximo do volume registrado no primeiro semestre de 2004, com retração de menos de 1%. Na avaliação de Lewi, a resina começa a recuperar alguns mercados perdidos para o polipropileno, como o de tampas e potes de sorvete. “Registramos uma reação.”
Na Brasilplast, a empresa lançou a resina AC-59, um grade de alta densidade destinado aos mercados de raschel e monofilamentos. Apresentou ainda a resina SB-59 indicada para o mercado de sopro, em especial para o envase de produtos não tensoativos. “Assegura melhor acabamento dos frascos.” A Ipiranga também lançou para o segmento de sopro as variedades GD 5160 e GF 5250. (Leia mais sobre a Brasiplast na edição nº 365 de PM, pág. 44).
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