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PÓLO GÁS-QUÍMICO DO RIO: 540 MIL/T ANO DE RESINAS
Com atraso de oito meses foi inaugurada neste mês a fábrica da Rio Polímeros, primeiro complexo gás-químico do Brasil e o maior da América Latina. Localizada em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, a produtora de polietilenos absorveu o maior investimento privado das últimas três décadas no estado (US$ 1,08 bilhão), e produzirá cerca de 540 mil toneladas anuais de poliolefinas quando operar a plena carga, em 2006.
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A Riopol, como está sendo chamada, consumirá frações etano (391 mil t/ano) e propano (395 mil t/ano) do gás natural extraído da Bacia de Campos. Serão produzidas 520 mil t/ano de eteno por pirólise com tecnologia da ABB Lumus, além de propeno (75 mil t/ano), hidrogênio (10 mil t/ano) e gasolina (37 mil t/ano) como subprodutos. |
Divulgação |
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| Nasce a Riopol, primeiro complexo gás-químico
brasileiro |
O eteno será polimerizado em dois reatores com capacidade individual de 270 mil t/ano, utilizando a tecnologia de fase gasosa Unipol, da Univation Technologies (associação entre a Dow Chemical e a Exxon).
O portfólio da empresa englobará grades de PEAD, PELBD, PELMD e, a partir de 2006, polietilenos de catálise metalocênica. De acordo com João Brandão, diretor superintendente da empresa, a produção de metalocênicos requer a troca de catalisadores, por isso a empresa prefere acostumar-se antes à produção convencional, formar estoques e obter maior domínio dos processos de fabricação antes de iniciar a polimerização dos produtos mais sofisticados.
Quando a plena capacidade de produção for atingida, prevê-se que a Riopol faturará US$ 650 milhões por ano, e dominará entre 18% e 20% das vendas de polietilenos no Brasil. Mas a entrada no mercado nacional será “razoavelmente suave”, de acordo com Brandão, devido ao crescimento da demanda em 2004 (200 mil t adicionais). Em 2005, as projeções indicam novo crescimento de 7%. “O cenário por enquanto se mantém favorável graças ao fly up da indústria petroquímica, mas o mercado interno de polietileno esteve um pouco parado no começo do ano”, avalia o superintendente.
A empresa já nasceu com 300 clientes em carteira, em decorrência das vendas de pré-marketing desde 2003, totalizando 84 mil t. Também está garantida, nos próximos dez anos, a exportação de 1,2 bilhão de toneladas de polietilenos, mediante contrato de US$ 1 bilhão firmado com a trading norte-americana Vinmar International. A demanda interna deverá consumir 70% da produção.
O controle acionário da Riopol é dividido entre a Suzano Petroquímica (33%), o grupo Unipar (33%), a Petroquisa (16,7%) e BNDESPar (16,7%). Do montante total investido, US$ 430 milhões correspondem a capital próprio dos acionistas, e o restante foi obtido em financiamento do tipo project finance (quando o crédito está ligado à lucratividade presumida do projeto) com o BNDES (US$ 284 milhões), Exim Bank, dos EUA (US$ 198 milhões) e Sace (US$ 170 milhões).
O projeto de criação da empresa, segundo Brandão, começou a ser discutido em meados de 1986, refletindo visão antecipada de uma possível escassez de nafta e das vantagens da proximidade dos grandes centros consumidores brasileiros. Além disso, a integração da primeira e segunda gerações petroquímicas em um único empreendimento permite a apropriação das margens de comercialização do eteno e do polietileno, e também há sinergias no pagamento de impostos. A arrecadação anual da Riopol (PIS/Cofins, ICMS, IPI e IR) deve atingir US$ 160 milhões durante a operação plena.
Márcio azevedo
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