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Mudança global – Causou grande impacto no setor da borracha a informação de que, a partir do dia 1° de julho, a joint-venture global DuPont Dow Elastomers deixaria de existir.
| Cuca Jorge |
Após nove anos de atividades conjuntas, as holdings Du Pont de Nemours e Dow Chemical, cada qual com 50% de participação nos negócios, decidiram pela separação.
Em continuidade à sua atuação no setor, a DuPont passa a exercer suas atividades sob a denominação DuPont Performance Elastomers, com Nilson Fernandes Bordin gerenciando os negócios em todos os países das Américas do Sul e Central. |
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| Bordin: automóveis puxam o crescimento neste ano |
Sob a alçada de negócios da DuPont Performance Elastomers ficarão borrachas de uso consagrado, como as que integram a linha fabricada em policloropreno (Neoprene) que, além de atender a fabricação de adesivos para os mercados calçadista e moveleiro, tem largo emprego na produção de autopeças, como correias, mangueiras, capas de juntas, entre outras.
Também se destacam sob a competência da DuPont as linhas de borrachas de polietileno cloro-sulfonado, que tem como principal aplicação a fabricação de mangueiras para combustíveis e direções hidráulicas; e os fluorelastômeros, cada vez mais empregados em componentes nacionalizados como retentores, anéis de vedação, mangueiras e peças de vedação para os sistemas combustíveis, entre outras peças para vários setores industriais.
Outra linha das mais importantes é a Kalrez. Única comercializada na forma de artefatos, atende com bastante abrangência vários mercados, sendo formada por anéis de vedação para manutenções industriais e, principalmente, selos mecânicos empregados nas indústrias químicas, petroquímicas e refinarias.
Na opinião de Bordin, a expectativa da empresa em relação ao mercado brasileiro é de as vendas crescerem em 2005 em níveis compatíveis com a expansão observada nos vários setores de sua atuação.
“Embora não esteja tão expressivo quanto em 2004, o setor automotivo continua a crescer”, opinou ele. Já quanto ao setor de adesivos, não se pode afirmar o mesmo. “É o que desperta maior preocupação, já que é mais dependente das exportações e muito sensível às desvalorizações cambiais”, considerou.
TR em dobro – Mais que dobrar a produção a partir do segundo semestre de 2005 para atender à promissora demanda de borrachas termoplásticas, passando de 6 mil t/ano, para 13 mil t/ano, e ainda promover a elevação desse volume para 25 mil t/ano até 2007, constituem pontos de destaque no plano de expansão da Petroflex para a unidade do Cabo de Santo Agostinho.
Próxima ao Recife–PE, e inaugurada em 2004, a planta multipropósito pernambucana já responde por quase 25% do faturamento total da companhia, de RS$ l,3 bilhão, ensejando a busca de novas oportunidades de negócios nos Estados Unidos e regiões da Ásia e Índia.
“Já produzimos no Cabo de Santo Agostinho nove grades de borrachas termoplásticas do tipo SBS, cinco dos quais lineares em bloco para modificar polímeros e quatro grades radiais, sendo três voltados para o mercado calçadista e um deles desenhado para modificar asfalto, mas temos novos grades já em fase de testes”, informou o coordenador de marketing e planejamento comercial da Petroflex Cassiano Moraes.
Do mix de borrachas produzidas naquela unidade constam também as borrachas de polibutadieno (BR) e os copolímeros de butadieno e estireno (SSBR), perfazendo produção total de quase 130 mil toneladas/ano, volume a ser alcançado com o novo plano de expansão.
Até o final deste ano, mais tardar no início de 2006, também deverá estar disponível para comercialização a nova família de SIS (borrachas de estireno-isopreno-estireno) para emprego em adesivos do tipo hot-melt, de uso em fraldas e absorventes descartáveis, fitas crepe, entre outros produtos.
De acordo com Moraes, a produção na unidade do Cabo de Santo Agostinho também está focada no fornecimento de SSBR com médio teor de vinil para a fabricação de pneus especiais, com baixa resistência ao rolamento, permitindo economizar até 5% no consumo de combustíveis.
Na unidade de Triunfo–RS, a produção de borrachas nitrílicas carboxiladas cresceu tanto para atender ao mercado de luvas suportadas e não-suportadas, como para impregnar componentes automotivos utilizados nas partes internas de motores.
No segundo semestre deste ano, a empresa prevê lançar nova linha de borrachas nitrílicas, com o propósito de oferecer vantagens mais significativas para a produção de artefatos extrudados, como mangueiras e perfis, e injetados, como O’rings. “Com vários teores de acrilonitrila combinados com diferentes viscosidades Mooney, as novas nitrílicas (NBR HP) permitirão alcançar alta produtividade nos processos de injeção e baixa sujidade nos moldes”, afirmou Moraes. Em processos de extrusão, além de permitir maior estabilidade, oferecem maior qualidade aos artefatos.
Ainda neste ano, a Petroflex pretende iniciar produção pioneira no mundo de polibutadieno com catalisador de neodímio, tecnologia que permite o desenvolvimento de vários grades diferenciados e de alto desempenho de poliestireno de alto impacto (PSAI), revelou Moraes.
Em breve, a companhia também oficializará joint-venture com empresa européia, visando a instalação de nova planta de elastômeros em país do leste europeu, estratégia que prevê maior facilidade para a operação mundial da Petroflex.
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Mais nitrílicas – A demanda do setor automotivo aquece o consumo de borrachas nitrílicas, elevando em 10% as vendas deste ano da Nitriflex em relação a 2004. O gerente comercial da empresa Alexandre Vieira está satisfeito com os resultados, mas acredita poder contar em breve com projeções mais ousadas, concentrando maiores investimentos em pesquisas para o desenvolvimento de nitrílicas com maior valor agregado, capazes de resistir a temperaturas de operação de 150°C e mais resistentes a hidrocarbonetos, óleos e combustíveis.
A diversidade de nitrílicas já é bastante ampla. Só a Nitriflex fabrica 13 tipos de NBR em fardo, polimerizadas a quente e a frio, e com vários teores de acrilonitrila e viscosidade Mooney, oferecendo ainda 12 diferentes tipos de nitrílicas em pó. O próximo passo é desenvolver novas aplicações para as nitrílicas em fardo, como as borrachas da linha Nitriclean, especialidades para processos de injeção, que não deixam resíduos nos moldes.
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Cuca Jorge |
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| Vieira aposta em nitrílica de maior valor
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“A polimerização das NBR especiais Nitriclean é a frio e resulta em borrachas altamente polares, mais resistentes aos solventes não-polares, do tipo gasolina, óleos lubrificantes, diesel e hexano, e de alta processabilidade”, explicou Vieira. A oferta desse tipo de NBR abrange quatro grades. Um deles, com 50% da sua produção voltada para exportação, se aplica a baixas temperaturas. É um dos mais requisitados no exterior por resistir tanto a câmaras frigoríficas, como a invernos rigorosos.
“As nitrílicas especiais, tanto polimerizadas a frio, como a quente, esta última uma tecnologia não muito disponível no mundo, e responsável por produtos com alta resistência mecânica, sugerindo, por exemplo, aplicações em adesivos, estão sendo muito procuradas fora do País”, informou.
Outras borrachas muito demandadas no mercado internacional são as nitrílicas carboxiladas. A adição de ácido carboxílico às fórmulas faz com que essas borrachas acelerem a vulcanização, gerando artefatos mais resistentes à abrasão e com maior dureza.
Na opinião de Vieira, o interesse do mercado pelas nitrílicas carboxiladas tem aumentado bastante, com grande número de transformadores interessados em migrar das nitrílicas convencionais para as carboxiladas, de custos maiores, mas muito compensadoras devido às reduções no tempo de processamento e de gastos com energia.
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