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SUZANO COMPRA PARTE DA BASELL NA POLIBRASIL

A Suzano Petroquímica comprou a participação da Basell na Polibrasil por US$ 240 milhões. O acordo, anunciado no dia 20 de junho em São Paulo, muda a posição do grupo no setor petroquímico, que passa a ter o controle integral de um dos maiores produtores de polipropileno (PP) da América Latina, líder do mercado brasileiro com 47% da capacidade instalada. “A Suzano deixa de ser apenas co-gestora para se transformar numa empresa com gestão estratégica e operacional integrada”, anunciou o diretor presidente da companhia David Feffer.

A negociação incluiu a venda simultânea à Basell da totalidade dos negócios de compostos de polipropileno e contrato para fornecimento exclusivo da resina para aquela unidade durante cinco anos. A conclusão do acordo está prevista para o terceiro trimestre de 2005. Segundo o diretor financeiro e de relações com os investidores da Suzano Petroquímica João Pinheiro Nogueira Batista, 65% do valor da transação será quitado com recursos próprios.

A Polibrasil possui três plantas localizadas em Mauá-SP, Duque de Caxias-RJ e Camaçari-BA, com capacidade total para produzir 625 mil toneladas de PP e 25 mil t de compostos. Feffer confirmou também os projetos de expansão de 40% da capacidade instalada. “Serão mais 250 mil t até 2007 que sustentarão a liderança em polipropileno.”

A planta de Mauá, inaugurada em 2003, passará de 300 mil t/ano para 450 t/a até 2007, cuja expansão ocorrerá em dois estágios. A unidade opera com tecnologia Spheripol, da Basell. Segundo o presidente da Polibrasil José Ricardo Roriz Coelho, que permanece no cargo, o acordo para o uso da tecnologia não muda com o fim da sociedade entre Basell e Suzano. “Trata-se de um contrato firmado em 1998 com duração de 15 anos.”
Roriz: mudança não afeta acordo tecnológico

O projeto de expansão em Duque de Caxias agregará 100 mil t/a às 200 atuais. Todas as ações reforçam a estratégia da companhia de consolidar sua atuação no setor petroquímico da região Sudeste. A Suzano detém o controle compartilhado da Rio Polímeros, Petroflex e Politeno. “A compra das ações da Polibrasil representa mais do que transformar a Suzano Petroquímica em uma empresa operacional, mas a oportunidade de exercer sua competência nesse setor a exemplo de outros mercados em que o grupo atua, como o de papel e celulose”, diz Feffer.

Dentre as estratégias, citou ainda a consolidação da companhia como um grande player do setor no Brasil e América Latina. Nas estimativas da empresa, o mercado de PP deve continuar a crescer em torno de 10% ao ano e superar 1,7 milhão de t em 2009. Em 2006, a capacidade instalada da Polibrasil deverá alcançar 685 mil t. Até 2007 será de 875 mil t.

A Suzano Petroquímica apro­veitou o encontro com a imprensa para desmentir os rumores de que a negociação com a Basell garantia à companhia o direito de preferência na compra da Petroken. Comunicado enviado pela assessoria de imprensa afirmava que as informações veiculadas por alguns meios de comunicação foram “extraídas de documento arquivado no Bovespa, contendo dados errados que foram prontamente corrigidos pela Suzano”. 

S. F.


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