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Como lançamento, a Hece anuncia a máquina digital SC-700 II Digital. Inédito no mercado brasileiro, o novo sistema promove comunicação entre CNC/CLP, servomotores e inversores de freqüência via uma rede rápida, confiável e sem ruídos ou interferências eletromagnéticas, garante Sverzut. “Com a comunicação digital, a máquina passa a ter um painel mais limpo e torna-se possível fazer seu monitoramento à distância”, acrescenta. Esse tipo de desenvolvimento agrega tecnologia à indústria, assim como fez, em proporção maior, a introdução do servomotor. Para Sverzut, no prazo médio de três anos, todas as máquinas serão digitais, da mesma forma como hoje são raros os modelos dotados de componentes mecânicos. “O servomotor foi fundamental para o aumento da produtividade das máquinas e hoje está bem sedimentado”, explica Sverzut. O uso de servoacionamento foi introduzido no País pela Maqplas, em 1993 e desde então o mercado se abriu para novos desenvolvimentos tecnológicos.
No ramo desde 1990, a Maqplas possui uma extensa e variada carteira de produtos. São máquinas para saco com alça flexível, pista dupla, cônica (para embalagem de flores), valvulada, corte e solda convencional, pouch e stand-up pouch. “Somos procurados porque temos equipamentos que fazem embalagens diferenciadas”, comenta Maristela. Um dos lançamentos da empresa, o modelo CSEXTR 2800, reforça esse posicionamento. Trata-se de máquina de corte e solda em linha com a extrusora. O modelo opera por registro de impressão e é dotado de duplo cilindro sincronizado por servomotor e um balancim. O sistema oferece a possibilidade da máquina, na extrusão, operar em velocidade contínua. Maristela explica que o filme pode ser bobinado no mesmo bobinador da extrusora. “O saco sai pronto da extrusão e pode ser usado para paletes, produtos de grandes dimensões e para logística”, comenta. À máquina pode ser acoplado acessório de solda contínua tipo tambor e facas refiladoras. A idéia é proporcionar ao equipamento mais produtividade e melhorar a qualidade do filme extrudado.
No segmento de embalagens stand-up pouch, o destaque da Maqplas fica por conta da CSP UP 600. Computadorizado, o modelo possui dois servomotores capazes de conferir precisão ao posicionamento do filme, além de contar com alarme de fim de bobina, zíper e queda de pressão da rede, furador com correção automática por fotocélula e tela touch screen. A máquina possui cabeçote de solda longitudinal para zíper e fundo, cabeçote transversal e faca de corte a frio, para a fabricação de embalagens com duas ou três soldas. Como opcionais, há cabeçotes movidos por servomotor e conjunto para esmagamento de espessura do zíper por ultra-som, entre outros.
A Maqplas também oferece ao mercado máquina automática para fabricar, em um único processo, embalagem com válvula de topo e solda de fundo reta. O sistema parte de uma bobina tubular de filme de PEBDL impresso e uma bobina de filme em folha de PEBD (para a válvula). De acordo com Maristela, além da empresa, somente uma companhia austríaca tem máquina semelhante no portfólio. As embalagens produzidas por este modelo são indicadas para acondicionamento de adubo e outros tipos de grãos.
Além da produção de novas máquinas, os fabricantes usam e abusam dos acessórios, como forma de diferenciar e qualificar os modelos. “A tendência é criar, cada vez mais, acessórios para produzir embalagens sofisticadas, como as dotadas de zíper, fita dupla-face e dobras especiais, entre outros”, aponta Sverzut. Para Maristela, a demanda se volta para máquinas detentoras de acessórios e por isso, a tendência é a diminuição da procura pelo corte e solda convencional.
| Cuca Jorge |
Na opinião de Sverzut, as máquinas para produzir sacolas tipo camiseta foram as que mais evoluíram em automação e produtividade, sobretudo porque este tipo de embalagem atua com grandes volumes e ao longo dos últimos anos apresentou diversas melhorias. “Em quantidade, as sacolas são grandes consumidores de corte e solda”, acrescenta Mani, da Abief. Em função da sua abrangência e do aperfeiçoamento pelo qual passou nos últimos anos, o segmento de sacos convencionais, como os de lixo, também garantem boas vendas para o corte e solda. Para Sverzut, os fabricantes de saco de lixo constituíam um mercado prostituído, composto por máquinas e resinas ruins, porém hoje o segmento detém alta qualificação, reforçando a atuação do corte e solda. |
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| Mani estima crescimento do mercado de
flexíveis |
No setor de corte e solda desde 1975, a Cael Indústria e Comércio de Máquinas, de São Paulo-SP, aposta nos sacos convencionais e nas embalagens tipo sacola. Para o sócio-diretor Carlos Reis Brito, as máquinas mais vendidas ainda são as chamadas “tipo universal”, apesar da tendência de crescimento das vendas de modelos destinados à fabricação de embalagens diferenciadas. “No Brasil ainda há um nicho pequeno do mercado de stand-up pouch”, exemplifica. Em função dessa postura, a Cael se especializou nos equipamentos de corte e solda convencional, como prova seu modelo mais vendido: a máquina 550 mm. Mas nem por isso, a empresa estagnou. Estão em intenso processo de modernização tanto a fábrica quanto as máquinas. “Estamos numa fase de total reestruturação da fábrica, modificação nos processos de fabricação e melhoramentos nos equipamentos”, anuncia Brito.
Na Brademaq, de Santo André-SP, os modelos de máquinas de corte e solda convencionais também respondem pelo maior volume de vendas.
| A assistente comercial da Brademaq Sueli Sabino, no entanto, percebe crescente procura por embalagens do tipo pouch, nos últimos três anos, sobretudo no ramo alimentício. Nos últimos seis meses, 40% das vendas foram de modelos de máquina pouch, para fabricação de embalagens chevron (de uso hospitalar), pouch e SUP, destaca Sueli. |
Divulgação |
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| Aumenta procura por máquina da Brademaq
destinada à fabricação de embalagem chevron |
Esse movimento se reflete no balanço da Brademaq. Neste primeiro trimestre, a empresa registrou aumento nas vendas da ordem de 40%, em relação ao mesmo período do ano passado. “Atribuímos esse crescimento ao desenvolvimento de embalagens no ramo alimentício, pois as indústrias estão dispostas a investir em máquinas e equipamentos para suprir esse nicho”, aponta. Vale destacar que a máquina pouch tem preço, em média, 25% acima da convencional.
A Brademaq apresentou em abril rotuladora de 500 mm, para ser utilizada tanto para rótulo como para corte e solda. Esse desenvolvimento foi idealizado pelo diretor da empresa José Luiz Bramante. “A máquina garante maior flexibilidade aos clientes”, ressalta Sueli. Para junho a Brademaq promete lançar o modelo de 600 mm.
| Cuca Jorge |
Forte no segmento de corte e solda convencional, sobretudo na área de embalagens com solda lateral, a Magmar, de São Paulo-SP, atua há 25 anos no mercado de máquinas para embalagens plásticas e conta com cerca de 550 máquinas instaladas no Brasil e no Exterior. Um dos seus sócios, o engenheiro Magno Reis, estima que a empresa passe a atuar no mercado de máquinas para embalagens pouch em curto prazo. “O consumo desse tipo de embalagem já está crescendo e a tendência é avançar ainda mais”, afirma.
Entre as novidades da empresa está o modelo M-550, que opera com velocidade de 420 cortes por minuto. A máquina possui robô (opcional) para troca rápida e transporte automático de pacotes de embalagens de pequenas dimensões, de no mínimo 35 mm, e de grandes comprimentos. |
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| Reis: Magmar deve atuar no ramo de embalagem pouch |
A Magmar também aposta no crescimento do mercado. Hoje produz cerca de cinco máquinas ao mês, mas prevê dobrar sua produção, em 2006, após mudar de endereço, para uma área maior.
Ascensão do mercado - Cada fabricante tem contribuído à sua maneira com o crescimento do setor de corte e solda. No ano passado, a Hece cresceu em vendas 30% sobre 2003. Apesar da base de referência ter sido fraca, o balanço reflete o aquecimento do mercado. Para este ano, Sverzut estima aumento de 10% a 15%, a partir de um parâmetro mais significativo do que foi 2003. Com essa perspectiva, a empresa anuncia investimentos em novas máquinas, aumento da área fabril e contratação de mão-de-obra. A Hece tem projetos já em andamento de comprar centro de usinagem e torno CNC, para encurtar os prazos de entrega de suas máquinas de 90 dias para 60 a 30 dias. A empresa também planeja incrementar seu parque industrial em 1 mil m². Em conseqüência, prevê elevar em 15% sua capacidade produtiva na área de corte e solda.
Divulgação

Hece anuncia lançamento do modelo SC-700 II digital
O corte e solda representa o principal negócio da Hece, embora atue também no ramo de termoformagem. Segundo registro de Sverzut, a empresa possui 2.700 máquinas instaladas no Brasil e na América Latina, das quais 2.400 são voltadas para a área de corte e solda e o restante, termoformagem. Na linha de corte e solda, a Hece fabrica máquinas automáticas para sacos, sacolas, sacos de fundo redondo, wicketeiras, rótulos manga ou picotado, corte de ráfia e corte e solda de pouches.
Para este ano, a empresa prevê a produção de 150 máquinas, das quais 90 de corte e solda e 60 de termoformagem, pouch e sacoleira. Sverzut estima demanda nacional da ordem de 35 a 40 máquinas de corte solda ao mês – excluídas pouch e sacoleira.
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