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SOPRADORAS
- BRASILPLAST 2005
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Sofisticação no sopro - Em consonância com a tendência de novas aplicações para o sopro, a Uniloy Milacron, de São Paulo-SP, também aposta em segmentos que requerem mais precisão no design e sofisticação da embalagem. |
| Piazzo: expansão da injeção-sopro |
O grupo norte-americano fabrica máquinas de injeção-sopro, concebidas para produção em três fases.
Esse posicionamento traduz a confiança da empresa no avanço das vendas de embalagens para os segmentos farmacêutico e cosmético. “A injeção-sopro é um mercado em franca expansão”, comenta o gerente comercial Hercules Piazzo.
Comparado ao sopro convencional, trata-se de um nicho com vendas incipientes, porém de alto valor agregado. Leia-se: preço equivalente. “As máquinas fazem frascos pequenos com muita precisão, inclusive no gargalo”, explica Piazzo. De acordo com ele, a qualidade do gargalo das garrafas é similar à das peças injetadas. Por conta da alta tecnologia empregada no processo de injeção-sopro, a Uniloy se posiciona de modo a não concorrer com os fabricantes nacionais. Na opinião de Piazzo, a importação só se justifica para este tipo de equipamento, pois encareceria muito as máquinas de sopro convencional.
Em 2003 o grupo aboliu área que mantinha, exclusiva para a comercialização de sopradoras no Brasil, adotando como foco principal a injeção. As vendas de máquinas de injeção-sopro representam 5% do negócio Uniloy e de injeção, 95%, em volume. Também por esse motivo, na feira, expôs máquina injetora. Mesmo assim explorou com cartazes a divulgação das sopradoras.
Segundo estimativa da empresa, o parque industrial brasileiro conta com cerca de 100 máquinas da marca instaladas. Deste total, as sopradoras de injeção-sopro respondem pela menor parte: de 15% a 20%. Apesar de 2004 ter sido um ano de vendas em baixa no segmento de injeção-sopro, a empresa tem perspectivas otimistas para este ano. Segundo projeção de Piazzo, a Uniloy deve crescer cerca de 30%. O grupo mantém fábrica nos Estados Unidos e na Itália, para a produção das sopradoras. As máquinas vendidas no Brasil vêm da unidade italiana.
A norte-americana Jomar, presente no estande de sua representada Kammann, aproveitou sua participação na feira, para fazer apologia da tecnologia injeção-sopro com e sem estiramento. A Jomar divulgou teste feito com máquina de injeção-sopro da marca. Com o processo, constatou ser possível produzir mais frascos por ciclo e por hora sem rebarbar, aparar, moer e re-granular o refugo, num peso constante e com tolerâncias do processo de injeção. O modelo produz entre um e 32 frascos por ciclo, sendo que cada um desses começa em cerca de 9 segundos para os frascos 10 ml e até 20 segundos para peças técnicas e recipientes maiores.
A Jomar destacou que a injeção-sopro com estiramento desenvolvida pelo grupo para a produção de recipientes bi-orientados é a continuação lógica da tecnologia de injeção-sopro da empresa. Na avaliação do fabricante, as máquinas de duas estações da marca requerem menos ferramentais do que os modelos de três estações com cavidades comparáveis. O processo também melhora a claridade e a força do recipiente, em particular, na força longitudinal e do arco. Além dos conceitos, a empresa apresentou o modelo ISBM35, apropriado para a fabricação de miniaturas, como xampu e cremes para hotéis, além de outros produtos cosméticos de até 500ml.
Com capacidade anual de produção de cerca de 50 máquinas de injeção-sopro, e cerca de 20 máquinas de sopro convencional, o gerente de vendas da América Latina Carlos Castro diz ter forte interesse de atuação no País, porém as taxas de importação tornam a máquina muito cara para o transformador brasileiro. Ele não sabe precisar a quantidade de modelos da Jomar no parque industrial brasileiro, mas para dar uma idéia do potencial do País, aponta que o México tem cinco vezes mais máquinas de injeção-sopro do que o Brasil. “Há interesse por nossas máquinas, mas o preço impede a aquisição”, confirma Castro. Pelo mesmo motivo do alto custo, a Jomar se limitou a divulgar as máquinas por cartazes e vídeos. Na K 2004, na Alemanha, onde existia mais possibilidades de concretizar negócios, a empresa expôs a EBM 6.0 D L/S.
Reconhecida pela sua atuação no ramo de injetoras, há mais de 30 anos nesse mercado, a HWA Chin, de Taiwan, inovou e colocou em funcionamento na feira a sopradora da série HBA, máquina de dupla-estação com rebarbador automático, que durante o evento, produziu bombonas de 25 litros. A empresa aproveitou também para destacar os modelos com cabeçote acumulador, para produção de bombonas de 30 litros a 220 litros, da linha ABI.
Produção nacional - A Brasilplast teve uma função extra no caso da Bekum do Brasil, de São Paulo-SP. A feira foi palco para a comemoração do 30º aniversário da empresa alemã em território nacional. Em 1975, Gottfrield Mehnert trouxe para o País a primeira subsidiária do grupo instalada fora da Alemanha. Desde então fabrica sopradoras, capazes de produzir frascos de 3 ml até 160 litros, peças técnicas e artigos em monocamada e multicamadas, destinadas, em especial, para aplicações nos segmentos de defensivos agrícolas e de alimentos.
| Com a tecnologia do país de referência para a indústria do plástico, a Bekum oferece ao transformador brasileiro máquinas produzidas em suas unidades na Alemanha, em Berlim e Bodenteich; nos Estados Unidos e na Áustria. Essas fábricas desenvolvem sopradoras de grande porte de até 1 mil litros. |
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| Bekum do Brasil lançou uma sopradora de
dupla-estação |
Para marcar sua participação na Brasilplast, o grupo lançou a BM 604 D, uma sopradora de dupla-estação, dotada de unidade de pós-resfriamento, dispositivo hidráulico de rebarbação e saída orientada de frascos, por meio de pinça eletro-pneumática de retirada e esteiras de interligação. O modelo possui molde de quatro cavidades e produz 2.400 frascos por hora. Na feira, o modelo fabricou peças cilíndricas com alça, em PEAD (polietileno de alta densidade), em cabeçote quádruplo com 100 mm, de distância entre centros.
Também chamava a atenção do público no estande a BM 304/DE. Essa linha é conhecida pelo alto grau de automação e pela elevada capacidade de produção de peças técnicas. Concebida de forma a permitir que as peças produzidas sejam totalmente acabadas na própria máquina, a BM-304/DE dispõe de alternativas de sistema de saída orientada dos frascos. Além disso, oferece como opcional um sistema de troca-rápida de ferramental, painéis de comando integrados à estrutura da máquina e a remoção das rebarbas no próprio equipamento. A saída orientada dos frascos é obtida por meio do sistema de retirada com três estágios (pós-resfriamento, estampagem e saída de frasco), e o sistema de pós-resfriamento com pinos de transferência refrigerados à água conta com dispositivo capaz de aumentar a produtividade.
Além do feito de manter por 30 anos fábrica no Brasil, a Bekum apresentou em 2004 crescimento de 15%, em relação a 2003. E para este ano prevê avanço um pouco maior, de 18% a 20%. Grande parte da produção vai para a exportação, é bem verdade, mas esses índices traduzem a crescente demanda mundial por máquinas de alto valor agregado. “Fechamos negócios bem interessantes, com tecnologia de ponta, inclusive aqui no Brasil. Isso é uma tendência mundial que finalmente está chegando no mercado brasileiro”, aponta o diretor de vendas da Bekum Uwe Margraf. Exemplo de máquina que embute alta tecnologia fica por conta das multicamadas de até seis camadas. O objetivo desses modelos é oferecer ao produto característica de barreira. Por enquanto, a Bekum não emplacou nenhuma máquina deste tipo de processamento no País e Margraf justifica, alegando falta de demanda. No entanto, ele vislumbra a abertura do mercado para esta tendência, sobretudo por conta de exigências do mercado agroquímico e da indústria de laticínios.
Por tradição, o mercado externo da Bekum do Brasil atende à América Latina. Porém, de alguns anos para cá, a empresa ampliou sua atuação para todo o Continente Americano, África, Europa e alguns países do Leste Asiático. Alguns desses mercados também são atendidos pela matriz alemã, mas por conta da alta da moeda européia, a fábrica brasileira ganhou amplitude no cenário mundial. “Essas máquinas feitas aqui possuem tecnologia alemã. Só em alguns casos mais sofisticados (como de multicamada), a matriz fornece alguns equipamentos”, esclarece Margraf. Ao longo desses anos, a Bekum do Brasil abasteceu o mercado com cerca de 3 mil máquinas. No mundo, a empresa detém a marca de mais de 20 mil modelos vendidos. “Somos líderes no mundo em tecnologia de sopro”, afirma.
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