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SOPRADORAS
- BRASILPLAST 2005
Indústria nacional prospera com
retomada dos investimentos
Crescimento da demanda local estimula fabricante estrangeiro
de máquinas a ampliar as vendas no País e renova as projeções de aumento do faturamento
do mercado nacional do sopro
Texto Renata Pachione e fotos de Cuca Jorge
A expansão da demanda nacional e o aumento das exportações deram o tom à participação dos fabricantes de máquinas sopradoras nesta décima edição da Brasilplast. Com vocação para estimular o diálogo entre mercados externo e interno, a feira cumpriu o seu papel.
| As empresas com fábricas no País, como Pavan Zanetti, Bekum do Brasil e JAC mostraram seu preparo e disposição para ampliar as vendas internacionais, enquanto as estrangeiras Nissei ASB , Jomar, Unopack e Uniloy Milacron buscaram abertura para, efetivamente, entrar no País, contemplando o visitante com processos de moldagem por injeção-sopro e injeção-estiramento-sopro. |
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Com os mercados doméstico e internacional a seu favor e o real interesse do transformador brasileiro em exportar, a indústria do sopro acompanha de perto o aumento dos investimentos na área, a ponto de fabricantes de máquinas, como a Pavan Zanetti, alegar operar com capacidade plena. Os números comprovam esse cenário favorável. A indústria do plástico avançou: o consumo per capita subiu de 21,3 quilos para 23,2 quilos, de 2003 para 2004. O faturamento dos transformadores também empolga: saltou de cerca de R$ 27 milhões, em 2003, para pouco mais de R$ 40 milhões, no ano passado. O segmento de máquinas não fez por menos. Com faturamento nominal de mais de R$ 700 milhões, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq), essa indústria registrou aumento de 55,2%, em 2004, em relação ao ano anterior. Apesar de 2003 não ser um bom parâmetro, esse crescimento sustenta a reativação dos negócios.
As exportações são um caso à parte, pois há tempos ancoram as vendas do mercado nacional. Neste ano a aposta se renovou, em especial, por conta da realização da Brasilplast e da presença significativa de visitantes estrangeiros. O momento é oportuno, afinal, o fabricante de máquinas exportou 17,7% a mais, no ano passado, em relação a 2003. Do total destinado para além das fronteiras brasileiras, as sopradoras representaram o tipo de máquina mais vendido, equivalente a 32,3%; enquanto as extrusoras somaram 16,3% e as injetoras, 7,7%.
Quando o assunto são as importações, a história é um pouco diferente para o fabricante de sopradoras. O parque industrial brasileiro ainda tem poucas máquinas importadas, com tendência de assim permanecer no curto espaço, segundo estimam os industriais do ramo. Por trás dessa postura, existe a real dificuldade destes fabricantes de fecharem negócios com os transformadores brasileiros. As taxas de importação e a alta do câmbio ainda são as principais vilãs dessa relação. Não por acaso, a divulgação da maioria dos modelos vindos do Exterior se restringiu a cartazes, vídeos e muita conversa.
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Novos nichos - Entre os modelos importados, um dos destaques ficou por conta das máquinas de sopro para PET, como prova de possível abertura do mercado para avanço da área. Essa postura mostra que os fabricantes de sopradoras têm encontrado em novos nichos de mercado oportunidades para venderem no Brasil, como é o caso da japonesa Nissei ASB Sudamérica, de São Paulo–SP. |
| Fabricante japonês exibiu a ASB 50 MB - Versão II |
Velhas conhecidas do setor de bebidas carbonatadas, as máquinas de sopro para PET ganham, cada vez mais, espaço em aplicações de maior valor agregado. Na opinião do engenheiro de desenvolvimento de produto Luís Guerra, o segmento de embalagens PET está em franca recuperação. Para ele, devido à retração dos setores de refrigerante e água, aplicações pouco convencionais para o ramo hoje dão vazão a novos negócios, ampliando a comercialização das máquinas. Guerra aponta os segmentos farmacêutico, cosmético, alimentício e de higiene pessoal e limpeza como fortes consumidores das peças sopradas em PET. “O Brasil vem de um período longo sem investir, agora está se abrindo para outras possibilidades, além das commodities”, constata.
| Tradicional no segmento, a Nissei levou para o Anhembi a ASB-50MB – Versão II. Ao modelo anterior foi adicionada rotação da mesa, por meio de servomotor, e melhorias no sistema hidráulico, tornando o ciclo seco mais rápido. Destaque ainda para as estações de condicionamento superior e inferior, pois permitem o controle da temperatura da preforma, antes do sopro. |
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| Guerra: novas aplicações para o PET |
Na opinião do fabricante, o modelo é ideal para interessados em iniciar a atuação no mercado de frascos em PET.
Pioneira na tecnologia de um estágio - injeção-estiramento-sopro, em um mesmo equipamento -, a Nissei se lançou no mercado a partir desse mote. A empresa trouxe à indústria do plástico as primeiras peças em PET, que partiram de uma preforma injetada e depois, na fase do estiramento-sopro, chegavam ao seu formato final.
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Por isso, o surgimento da empresa se confunde com a fabricação das primeiras garrafas PET, afirma o fabricante. Este tipo embalagem surgiu nos Estados Unidos, nos anos 70, para bebidas carbonatadas. |
| Giannasi aposta nas exportações |
Estréia argentina- A argentina Unopack, apesar de ter apenas três máquinas instaladas no parque industrial brasileiro, renovou suas expectativas em relação ao País, a ponto do gerente Diego Giannasi considerar a possibilidade de montar fábrica em território nacional. Por enquanto, ele alega demanda insuficiente para o investimento, mas está otimista e confiante no aumento das vendas, após a realização do evento. A participação na Brasilplast marcou a primeira vez na qual a empresa expôs seus modelos em uma feira internacional.
| A decisão partiu da crise do mercado argentino, que obrigou os fabricantes de máquinas a intensificar as vendas no Exterior. Por conta da similaridade dos mercados, o interesse se voltou para a América do Sul e nada mais oportuno do que estar presente na maior feira da indústria do plástico dessa região. |
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| Fabricante argentino exibiu o modelo UNK 20 PET |
A Unopack fabrica máquinas de sopro para garrafas PET, mas também para PE e PVC. Com unidade produtiva em Buenos Aires, Argentina, a empresa produz também preformas, em unidade instalada no Uruguai. Nos últimos dois anos, comercializou 50 máquinas para a América do Sul, incluindo as destinadas ao transformador portenho. A empresa iniciou suas atividades com máquinas para PE, mas por causa da retração das vendas na Argentina, se voltou para o PET, com a fabricação de modelos de alta produção. A idéia era tentar manter os saldos positivos com as exportações. Até por este motivo colocou em funcionamento, na feira, a UNK 20 PET de duas cavidades para garrafas PET .
A máquina em exibição possui pneumática proporcional aplicada ao sistema de fechamento, esticado de preformas através de servoeletrônicos de grande precisão e regulação digital de potência na calefação, entre outras características. A UNK 20 produz até 2 mil garrafas por hora, para peças de até 42 gramas. No caso de garrafões de 94 gramas, faz até 700 garrafas por hora.
Giannasi aposta no custo de suas máquinas, como principal atrativo para o transformador. De acordo com ele, um modelo similar ao da marca argentina, de duas cavidades, mas de origem alemã, custa o dobro de uma da Unopack. “Nós temos mão-de-obra mais barata, por isso, nosso preço é menor, mas a tecnologia é quase a mesma”, compara.
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