Segundo Garcia, além de permitir envases a temperaturas acima do PET e do PE, limitados a 65°C, as novas garrafas permitem substituir o vidro, que, além de quebrar, requer linhas de envase bem mais caras. Ainda oferecem às indústrias e consumidores vários outros aspectos positivos como peso mais baixo, sendo inquebráveis, agradáveis e macias ao toque.

No ramo de PET há vários anos e líder nos segmentos de  garrafões retornáveis de 20 litros e de garrafões descartáveis de 5 litros, ambos para água mineral, a Pack-Pet faz vários planos para escoar toda a sua capacidade produtiva. Por enquanto prevê o fornecimento da nova garrafa de PP para o mercado de sucos, afora negociações entabuladas em outras áreas de alimentos.

De imediato, reúne condições para produzir as novas garrafas em volumes entre 250 ml e 450 ml, mas, contando com o único equipamento Sidel homologado para fabricar preformas de PP instalado no Brasil, não descarta a possibilidade de atender ao mercado só com preformas, diminuindo os custos logísticos a grandes distâncias. “Desde a criação da empresa, em 1999, optamos por trabalhar com inovações e temos investido pesado na conquista de novos nichos”, concluiu Garcia.

Cuca Jorge
Adeus às latas Se depender da Unipac Embalagens, falta pouco para o consumidor não encontrar mais nos supermercados prateleiras reservadas aos enlatados acondicionando atuns, sardinhas, patês e molhos. “Estamos desenvolvendo embalagens flexíveis e esterilizáveis para substituir as latas”, informou Angel Ortiz, responsável por esse mercado na empresa.
Filmes co-extrudados substituem as latas

Em multicamada composta entre poliéster (camada externa), alumínio (estrutura intermediária) e polipropileno (camada interna), em grades resistentes à esterilização, suportando até 121°C por períodos de várias horas, embalagens produzidas com essa tecnologia eliminam a necessidade de refrigeração e impõem barreira a vapores e gases, conferindo aos produtos vida de prateleira desde seis meses até mais de um ano.  

“Nossas embalagens já estão aprovadas para alimentos das classes I, II, III e IV, conforme homologação dos Ministérios da Agricultura e Saúde, atendendo a resolução 105 da Anvisa”, observou Ortiz. Na classificação oficial dos alimentos, classe I refere-se aos aquosos não-ácidos, classe II aos aquosos ácidos, classe III aos aquosos contendo gorduras e classe IV aos gordurosos ou oleosos.

utra novidade da empresa são as embalagens resistentes às radiações ionizantes, permitindo esterilizações a frio, abrangendo produtos frigoríficos com tempo de refrigeração em prateleira superior a 45 dias

Cuca Jorge
Ortiz promete mais novidades neste ano

O.  Produzidas com resinas poliolefínicas e resinas com barreira ao oxigênio, destinam-se a produtos frigoríficos, como carnes, lingüiças, salsichas, frios fatiados, e já foram testadas com estruturas co-extrudadas de PEBD e náilon 6. “Por enquanto, com essa tecnologia, denominada Lovaflex CS, já estão disponíveis tampas e fundos para embalagens, mas novas aplicações e desenvolvimentos terão continuidade durante todo este ano”, observou Ortiz.  

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