Indústria alia tecnologia de ponta com redução nos custos de produção

Produtos de menor custo  e com melhor desempenho mobilizam os fabricantes de embalagens plásticas

Rose de Moraes

Após destronar latas em óleos comestíveis, vidros em águas, sucos e bebidas carbonatadas e criar novos conceitos no varejo, as embalagens plásticas mantêm o fôlego para ganhar espaço nos alimentos prontos para consumo, semi-elaborados, em conserva, envasados a quente ou a frio, esterilizados, ou refrigerados, sem poupar investimentos para atender fabricantes e consumidores.

O consumo brasileiro de resinas nesse campo é da ordem de 550 mil toneladas, segundo a consultoria MaxQuim, com destaque para os polipropilenos (163 mil t), os polietilenos de baixa densidade (111 mil t) e os lineares (110 mil t), seguidos do poliestireno (59 mil t), policloreto de vinila (56 mil t), polietileno tereftatalato (28,5 mil t) e polietileno de alta densidade (21,6 mil t). De 2001 até 2004, as maiores taxas anuais de crescimento foram do PET (18,5%) e PP (10,7%), seguidas do PEBDL (5,1%), PVC (3%), PEAD (1,8%) e PS (0,8%).

Pressionadas pelas redes de varejo a reduzir custos, as indústrias de alimentos e os transformadores mobilizam-se para encontrar soluções, traduzidas em sua maior parte por novos projetos de design e engenharia de produto. Assim, em parceria com petroquímicas e demais fornecedores testam matérias-primas e processos para aprimorar as embalagens sobre as quais pesam altos requisitos de qualidade e desempenho, a considerar o controle interno da Anvisa (resolução 105 e emendas), e externo da  FDA (Food and Drug Administration) e Comunidade Européia.

Inovação com PP – Um desenvolvimento inédito entrelaçou objetivos da petroquímica Braskem, Milliken e Sidel com a Pack-Pet, concretizando sonho antigo no segmento de produção de preformas de PP, pelo processo de injeção-estiramento e sopro (injection-stretch-blow-molding – ISBM), em alta escala de produção, tal qual fossem preformas de PET, só que permitindo envasar a mais altas temperaturas e a mais baixo custo chás, sucos, entre outros alimentos, com níveis de produção de embalagens podendo alcançar 9 milhões de unidades ao mês.

O polipropileno resiste a temperaturas até 95°C e propicia barreira à umidade e aromas. Ainda com a vantagem da transparência, promete chamar a atenção dos consumidores nas novas garrafas, com vasto campo de aplicações para explorar, principalmente nos setores de alimentos, bebidas e lácteos.  Cuca Jorge
Garcia: estratégica é investir em inovações

Com os novos aparatos tecnológicos, abrangendo resina, aditivação especial e maquinários apropriados, a empresa poderá oferecer ao mercado uma nova e mais econômica opção, mas que exclui a possibilidade de envase de bebidas carbonatadas devido à baixa barreira a gases, como oxigênio e CO2. “Trata-se da primeira possibilidade que surge no mundo para envasar a quente o PP a custos competitivos e em grandes escalas”, referiu-se ao projeto Vitor Garcia, diretor da Pack-Pet. 

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