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PERIFÉRICOS
- BRASILPLAST 2005
Setor reforça exposição com
participação em células produtivas
Indústrias colocam equipamentos em operação e mostram vantagens da
automação na prática
Texto de Simone Ferro e fotos de Cuca Jorge
| Os fabricantes de equipamentos auxiliares de processo tiveram expressiva participação na décima edição da Brasilplast – Feira Internacional da Indústria do Plástico, de 4 a 8 de abril, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Além de investirem em estandes próprios, muitos firmaram parcerias com fabricantes de máquinas e demonstraram seus equipamentos em pequenas células de produção. Moinhos, manipuladores, unidades de água gelada, alimentadores e
dosadores, entre outros, estavam em operação em diversos pontos do Anhembi. |

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| Robô ZX 800 simulou aplicação de IML |
A Mecalor, de São Paulo, colocou 40 equipamentos em 26 estandes. “As parcerias ajudam a divulgar a linha de produtos, além de mostrar o desempenho na prática”, afirma Lidiane Lima, do departamento de marketing. A Mecanofar, de Farroupilha-RS, instalou dois moinhos para operar com as sopradoras da JAC, de Americana-SP. Muitos outros exemplos puderam ser conferidos nos cinco dias de feira.
Já os robôs, como sempre, garantiram um espetáculo à parte, seja nas funções básicas de retirada de peças e aplicação de insertos ou de auxiliar no processo de rotulagem dentro do molde (In Mold Labeling-IML). Os manipuladores da italiana Dal Maschio, com fábrica em Diadema-SP, estavam em exposição no estande da empresa e também em parceria com três fabricantes de injetoras: Sandretto e Mir, para aplicação de IML, e Haitian, na extração de peças.
Na avaliação do diretor da Dal Maschio José Luiz Galvão Gomes, a tecnologia de rotulagem dentro do molde ainda não decolou no Brasil como poderia. “O País fabrica polipropileno biorientado, material usado na confecção dos rótulos, e robôs, além de contar com o serviço de gráficas que dominam a tecnologia de impressão”, afirma.
Mesmo assim, fica atrás de países como a Argentina, Chile e México. “A falta de conhecimento e interesse do transformador e o receio de agregar valor ao produto talvez sejam os principais motivos, pois a tecnologia está bastante acessível”, diz.
Molde e injetora não sofrem alterações para a aplicação de IML. No entanto, a linha de produção precisa de um robô com garra para manipulação e aplicação do rótulo e magazine de alimentação, além de projeto bem dimensionado para garantir alta produtividade. A Dal Maschio lançou dois modelos na Brasilplast, o 3E 1500 Gold e o Ginko para extração de peças, colocação de insertos, IML e paletização.
O primeiro destina-se à automação de injetoras de 600 a 900 toneladas de força de fechamento e tem capacidade para manipular até 25 kg. “Estava em operação no estande da Sandretto aplicando rótulo em balde de parede fina.” O Ginko adequa-se a injetoras de até 250 t de força de fechamento. “Ambos garantem precisão e alta performance, com velocidade de quatro metros por segundo no eixo vertical e movimentos simultâneos nos três eixos”, ressalta.
Segundo Gomes, o ponto alto da Brasilplast 2005 foi a visitação estrangeira. “Fechamos negócios com empresas da Argentina, Venezuela e Colômbia e estamos em negociação com transformadores da África do Sul, Chile e México, entre outros.” A empresa já exporta para a Argentina.
Em 2004, a Dal Maschio vendeu 50 robôs no Brasil e exterior. “O volume de vendas do primeiro trimestre foi 15% superior em relação ao mesmo período do ano passado. Esperamos crescer pelo menos 10% em 2005.” A empresa está no Brasil desde 1993, inicialmente com representação. Em 1999, instalou a filial brasileira e introduziu a fabricação local de robôs.
Mais robôs – A Star Seiki do Brasil, de São Paulo, também aposta na evolução do IML e do In Mold Decoration (IMD). “As impressões com qualidade fotográfica, inclusive em superfícies com conformidades diferentes tendem a conquistar mais mercados”, diz Emidio Alves Parente. Dentre as aplicações destaca saltos e solados de calçados, frontal de celular e outros.
No estande, a empresa expôs o modelo ZX 800 simulando a aplicação de IML e extração da peça. “Permite programação livre por toque na tela”, destaca. Também tinha modelos em operação nos estandes da Romi, Sandretto, Sunnyvale e Milacron, entre outros. A linha da empresa é composta desde os modelos totalmente controlados por servomotor, com 0,1 mm de precisão, até os eletropneumáticos e os totalmente pneumáticos, para diversas aplicações.
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A Wittmann, de Campinas-SP, destacou a série 7 de robôs, representada no estande pelo modelo W721 Compact CNC 6.2. Indicados para injetoras desde 250 t até 2.000 t de força de fechamento, os equipamentos possuem construção modular e dimensões compactas, de acordo com o fabricante. |
| W721: para injetoras de até 400 t de força de
fechamento |
“Os módulos dos servomotores estão instalados no eixo X e os outros componentes do sistema de controle se encontram num gabinete fixado ao lado do eixo Z, propiciando importante aproveitamento de espaço ao redor da injetora”, explica o diretor geral Reinaldo Carmo Milito.
O modelo apresentado na feira possui capacidade de carga de 10 kg, sendo indicado para injetoras de até 400 t de força de fechamento. “Possui três servomotores que executam movimentos rápidos e coordenados.” Segundo o fabricante, o eixo vertical foi projetado para altas velocidades e movimentação livre de vibração. “Proporciona menor tempo de remoção dentro do molde.” Uma das principais vantagens, no entanto, refere-se à redução do preço. “Custa até 20% menos que o modelo anterior.”
Outros produtos da empresa estavam em exposição, como o desumidificador Drymax C30-50 T, o alimentador Feedmax AS 18, o termoregulador Tempro Basic e o manipulador para retirada de canais de injeção W602. De acordo com Milito, o carro chefe da empresa austríaca são os robôs. “No Brasil, representam 90% do faturamento.”
Presente em 13 países, a Wittmann vendeu mais de 2.100 manipuladores de diversos modelos só no ano passado. Da linha de equipamentos, Milito destaca ainda os controladores de temperatura para molde. “Garantem excelentes condições de preço e produtividade.”
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