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EXTRUSORAS
- BRASILPLAST 2005
Brecha aos importados - A tecnologia dos importados também é posta em discussão pela italiana Macchi. O gerente de negócios da AWS Brasil, representante da Macchi, Aparício Mesquita Sapage, reconhece que não tem como ser imparcial, pois representa a marca italiana, no entanto garante algumas vantagens do importado frente ao nacional. Para ele, a máquina importada oferece economia de processo, ou seja, menor consumo de resinas por metro produzido; redução de refugo gerado; maior produtividade, e diminuição do consumo de energia por quilo produzido, entre outros.
Segundo Sapage, os fabricantes nacionais têm avançado muito em tecnologia, mas ainda estão defasados em relação às maquinas européias. Especializada em filme tipo balão (blow film) até nove camadas, a empresa foi pioneira na co-extrusão com cabeçote duas camadas e hoje também oferece ao mercado linhas de produção com cabeçote plano (cast film) de duas a nove camadas, afirma. Além de marcar presença na Brasilplast, mesmo sem máquina exposta, a Macchi busca se aproximar da indústria brasileira. A empresa levou para a Itália resina da Braskem para desenvolver equipamentos italianos mais adequados à demanda local. “A única coisa que nos impede de crescer no Brasil é a questão cambial”, garante Sapage. Na opinião dele, de uma co-extrusora de três camadas da Macchi pode até apresentar o mesmo custo de produção de uma máquina nacional, no entanto, as taxas de importação, transporte e a diferença cambial, elevam o preço de venda para o dobro. Para reduzir o valor dos modelos, o grupo italiano cogitou a possibilidade de fabricar no Brasil, porém não teve garantias governamentais de que teria espaço para se estabelecer no País e construir uma história na região, afirma Sapage. A Macchi produz cerca de dez equipamentos por mês e possui cinco linhas instaladas no Brasil.
Na opinião do gerente de vendas América Latina da italiana Bandera Vito di Bisceglie, a concorrência local restringe a entrada das máquinas importadas no País, ao contrário do que ocorre em outros países sul-americanos. Esse comentário prova o reconhecimento da qualidade dos fabricantes brasileiros, mas nem por isso, a empresa desiste de atuar no Brasil. A Bandera, cujo faturamento anual gira em torno de 50 milhões de euros e detém 80% do market-share italiano das extrusoras, de acordo com Bisceglie, aposta na sua tecnologia como ferramenta para efetuar negócios com a indústria nacional. Apesar de possuir escritório no Brasil há sete anos, a empresa tem dificuldades de se estabelecer no País e manter as vendas. Da marca, o parque industrial nacional conta com cerca de 90 máquinas instaladas.
A Bandera fabrica máquinas para todos os segmentos do mercado de extrusoras. “Nosso produto faz lonas de até 20 metros”, orgulha-se Bisceglie. O destaque fica por conta do modelo de dupla-roca co-rotante capaz de processar de 400 kg/h, até 1.600 kg/h. A Bandera também é forte na linha de co-extrusoras, modelos de até nove camadas; as máquinas processam filmes com material reciclado entre as camadas, o que garante sua aplicação pela indústria alimentícia. “Assim asseguramos a barreira a um custo baixo”, comenta. No segmento de tubos, Bisceglie destaca as máquinas de alta produção. São modelos para tubos de PE capazes de fabricar de 450 kg/h até 950 kg/h.
No que se refere à tecnologia, Bisceglie destaca o sistema racional para extrusão de PET, desenvolvido pela própria Bandera. Trata-se de um sistema que permite extrudar a resina, a partir de grânulos, sem a necessidade do pré-tratamento de cristalização e desumidificação. O material alimenta, diretamente, uma extrusora de dupla-rosca co-rotante paralela, projetada para esta finalidade.
Reciclagem - Com 42 anos de experiência no ramo de usinagem de peças, a LGMT, de Piracicaba- SP, tornou-se fabricante de máquinas extrusoras há oito anos. O modelo escolhido para a exposição é o carro-chefe da marca: a linha de reciclagem para filme, cujo principal diferencial é a capacidade de eliminar o aglutinador. A LGMT também destacou linha de tubo para PET reciclado, em substituição ao PVC. “Existe uma demanda emergente para PET”, aponta o vendedor técnico Fabio Franco. De acordo com ele, a universidade de São Carlos fez um teste comparativo entre tubos de PET e de PVC, o de PET resistiu mais em pressão e impacto, demonstrando características técnicas superiores ao PVC para essa aplicação. A primeira linha para tubo de PET da marca foi fabricada há dois anos e desde então quatro máquinas operam no parque industrial nacional. “Estamos trabalhando na divulgação dessa linha”, comenta Franco.
Na opinião do diretor da Wortex, de Campinas–SP, Paolo de Filippis, hoje a indústria se volta para a área de reciclagem por extrusão. “De uns anos pra cá, a reciclagem está começando a ser aceita como uma linha tecnológica igual aos outros processos”, comenta. Por conta dessa tendência anunciada, o destaque da Wortex foi o sistema Challenger Recycler WEX 105, com degasificação, anel peletizador submerso em água e capacidade de produção de 300 kg/h a 450 kg/h. O kit de extrusão Wortex é composto por rosca e cilindro nitretado ou bimetálico, redutor com caixa de rolamentos, conjunto de aquecimento e conjunto de resfriamento, com ventiladores. “Essa linha é compacta, totalmente automatizada”, explica.
Com capacidade para produzir quatro máquinas Challenger ao mês, hoje a Wortex opera com ociosidade: fabrica uma máquina a cada mês, em média. Na linha de extrusoras, Fillipis destaca o processo de injeção a gás. “Injetamos o gás na extrusora, para expandir o material na saída”, explica. A empresa fabrica máquinas capazes de produzir de 10 kg/h até 2 mil kg/h, de qualquer material, inclusive ABS, PE linear e poliamida.
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A Vran-Tec, de São Paulo–SP, pretende começar a exportar, após a Brasilplast. Na área de assistência técnica por mais de 20 anos, a empresa passou a fabricar máquinas em 2002. Nova no mercado, a Vran-Tec, por enquanto, se limita a atender ao mercado doméstico – produz por volta de duas máquinas ao mês. Porém, a feira estimulou Ademir Osmar Cárgano, responsável pelo departamento hidráulico da empresa, a projetar para 2005, venda mínima de oito modelos para o Exterior.
A fim de cumprir esta meta, a empresa colocou em funcionamento na feira, máquina capaz de produzir filme tubular de PP, com 1.400 mm de largura. O modelo possui diâmetro de rosca de 70 mm, LD 1:39 e capacidade de produção de 120 kg/h. |

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| Vran-Tec expôs máquina para filme tubular de
polipropileno |
A pressão no filme é obtida por meio de anéis calibradores e resfriamento imerso em banho de água, que aliado ao controle de temperatura, garante ao filme transparência e brilho.
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Para a Acmack, fabricante de máquinas extrusoras para produção de filmes de PP da marca Ciola, o saldo positivo no final do ano depende, sobretudo, da Brasilplast. As vendas no início de 2005 estiveram abaixo do ano passado em cerca de 10%. Os contatos feitos durante a feira, porém sustentam perspectivas de aumento nas vendas. Para o diretor Aldo Ciola Filho, a empresa deve fechar o ano com crescimento de 15% sobre 2004. As expectativas recaem sobre o lançamento da marca, a Master 1200. A máquina pertence à linha tubular e possui bobinador duplo com controle de tensão constante, além de medidor de espessura acoplado, entre outros itens, e é capaz de processar filmes de até 1.200 mm de largura. “A Master produz filmes com homogeneidade e planicidade superiores”, comenta Ciola Filho. |
| Modelo Master 1200 foi destaque da marca Ciola |
A empresa também exibiu a Horizon 1500/3 para co-extrusão de três camadas, tipo cast, que produz filmes de até 1500 mm de largura, e a Mega 1000 Advanced, carro-chefe da Acmack. Essa extrusora passou por modificações, de modo a ficar mais produtiva na fabricação de filmes de 600 mm a 1000 mm. A empresa anunciou, na feira, a venda de duas linhas planas do modelo Horizon. De acordo com Ciola Filho, a participação na Brasilplast sustenta a meta de fechar o ano com crescimento de 15%, em relação a 2004.
A grandiosidade não foi o mote da Ax Plásticos, de Diadema-SP. Ao contrário, a empresa impressionou por exibir a menor máquina da feira: a extrusora para laboratório AX-Micro. O modelo tem peso aproximado de 25 quilos e possui dimensões de 300 mm de largura por 700 mm de comprimento e 500 mm de altura. Essa participação comprova a abrangência da Brasilplast. Ao mesmo tempo em que abriga máquinas de mais de 10 m de altura, como as co-extrusoras da Carnevalli e da Rulli, também dá espaço para modelos micros, como este da AX Plásticos, que durante o evento processou filme balão de 40 mm.
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