Segundo eles, ainda há muito potencial para novas aplicações nesse segmento. "Em parceria com os clientes do setor, desenvolvemos as mangueiras para troca de combustíveis dos veículos que usam os sistemas bi-combustível, uma característica importante do mercado brasileiro de automóveis, e estamos trabalhando junto com nossos clientes, visando às montadoras, um novo produto que permite reduzir o tempo gasto na etapa de pintura de veículos", anuncia Ferraroli.

Já a Nitriflex foi favorecida de última hora e conseguiu um estande para anunciar seu retorno ao mercado de ABS e fazer seu pré-marketing na feira. A fábrica já reiniciou as operações, mas venda efetiva, só mesmo a partir de julho. A empresa comunicou sua intenção de retomar a produção com o mesmo portfólio de grades ofertados há sete anos, quando encerrou a atividade. O recomeço exigiu investimentos de US$ 4 milhões de dólares em atualização técnica: mudanças nos controles de processo e renovação de equipamentos. A tecnológica virá mais à frente. Sem prazo definido (a fase ainda é de pesquisa de fontes possíveis para a renovação de tecnologia), a Nitriflex estima precisar investir montante da ordem de US$ 16 milhões. De acordo com o gerente comercial Alexandre Vieira, novos produtos só devem aparecer no mercado no próximo ano.

A Nitriflex também aproveitou o momento para destacar o produtos mais tradicional da empresa: as borrachas nitrílicas, muito usadas como modificador de impacto nos plásticos. Também divulgou linha de látex e outros aditivos para PVC. Misturado ao PVC, o látex promove melhor barreira e resistência mecânica em aplicações como luvas, explica Vieira. Puro, melhora a aderência de carpetes e tapetes, entre outros usos.

Estrangeiros apostam -
Detentora de metade do mercado mundial do polietileno de ultra alto peso molecular (PEUAPM), a Ticona anunciou na Brasilplast a intenção de entrar com força nesse segmento também no mercado brasileiro. Vale lembrar que a Braskem detém tecnologia de produção da resina, restrita a poucos fabricantes mundiais, desde a incorporação da Polialden. 

Cuca Jorge
Graças às longas cadeias moleculares, que lhe conferem propriedades altamente diferenciadas (resistência à abrasão superior à do aço-carbono e ao impacto acima do policarbonato, resistência ao tensofissuramento e a temperaturas inferiores à do nitrogênio líquido, baixíssimo coeficiente de atrito e autolubrificação, entre outras), esse polietileno assume posição na categoria das resinas de engenharia.
Crisostomo: maior foco nas especialidades de PEUAMP

De acordo com o gerente de vendas Ricardo Crisostomo, a Ticona pretende dar atenção especial ao segmento de especialidades da resina, como as áreas médica, automotiva, e o mercado de porosos para filtração, exemplifica. A resina também entra como aditivo em segmentos diferenciados, lembra. Outro diferencial da Ticona fica por conta da oferta de uma linha para injeção (os comuns são extrusão e compressão). A empresa planeja atender o mercado sul-americano com cerca de 14 grades (injeção, extrusão e aditivos).

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