CONCURSO INCENTIVA
PESQUISA

O estudante do curso de engenharia de plásticos da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) Márcio Neutzling e seu professor Ivan da Costa Freire saíram de uma micro cervejaria de Porto Alegre-RS, em 28 de março, com lap tops e passagens aéreas com direito a estada em São Paulo por ocasião da Brasilplast. Motivo: eles venceram o Prêmio Dax Resinas/Sinplast 2005, a primeira edição de um concurso criado com o propósito de premiar trabalhos acadêmicos voltados ao aprimoramento do processo produtivo na indústria de transformação. Neutzling ganhou ainda um estágio remunerado na unidade da Braskem em Triunfo.

Para conquistar o prêmio, a dupla trabalhou três meses no desenvolvimento do "Sistema de Gestão Integrada para a Indústria de Transformação de Plásticos". Trata-se de um software criado para operar o gerenciamento completo de todas as etapas produtivas em uma unidade de manufatura de termoplásticos, incluindo todos os custos da parte administrativa e a operação em chão de fábrica, até a expedição. "É um estímulo extremamente importante e responde às necessidades da indústria de transformação", salientou o professor Costa Freire. Ele atuou como orientador do trabalho.

Em segundo lugar ficou a aluna Gabriela Gobbi, do curso de engenharia de polímeros da Universidade de Caxias do Sul. Ela ganhou estágio na Petroquímica Triunfo com o trabalho "Redução do custo de poliamida 12 e poliuretano termoplástico pela incorporação de resíduos de espuma flexível de poliuretano". Em terceiro ficou Débora Petersen, do Cefet de Sapucaia do Sul, orientada por Diego Gil de los Santos com o trabalho "Redução de perdas no processo de produção de tubos de silicone". Foi contemplada com um estágio na Ipiranga Petroquímica, mas abriu mão para Juliana Lautert, da UCS, orientada por Estevão Freire, com o trabalho "Processo de fabricação de compósitos termoplásticos utilizando fibras têxteis".

Pedro Wilms, diretor da Dax Resinas disse que a idéia de criar a premiação surgiu em 2004 e se constitui em iniciativa inédita no Rio Grande do Sul. "O objetivo é estimular os estudantes da área de polímeros a buscarem soluções para a indústria", salientou. Wilms destacou a qualidade dos trabalhos inscritos e a importância de despertar o espírito empreendedor nos alunos através de concursos e premiações. 
"O prêmio visa distinguir os trabalhos inovadores, criativos e que colaboram para o aprimoramento do setor", afirmou o presidente do Sinplast/RS Hugo Luiz Doormann. Para ele, o objetivo da premiação é aprofundar a parceria dos três elos da cadeia petroquímica com o meio acadêmico. Ao todo, foram 25 trabalhos inscritos e realizados por equipes de alunos e docentes dos três cursos especializados em formação de mão-de-obra de nível superior existentes no Rio Grande do Sul, o curso de Engenharia de Plásticos da Ulbra, o de Engenharia de Polímeros da Universidade de Caxias do Sul (UCS) e o de tecnólogo em transformação de plásticos do Centro Federal de Ensino Técnico, localizado em Sapucaia do Sul. 

O primeiro prêmio Dax Resinas/Sinplast contou com o apoio da Copesul, Ipiranga Petroquímica, Petroquímica Triunfo e Vídeolar. A comissão julgadora foi formada por representantes das áreas técnicas dessas empresas e do Sinplast. O presidente da comissão João Rui Fonseca salientou que a iniciativa demonstra a capacidade da terceira geração em encontrar soluções criativas para desenvolver tecnologia. "O nível dos trabalhos foi muito bom, o que contribui de maneira concreta em favor da inovação na cadeia produtiva", conclui Fonseca.
Fernando Cibelli de Castro

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