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Camisas
porta-clichês – A substituição de modelos antigos, com
mais de uma década de uso, por equipamentos mais modernos, de alta
produtividade e elevado índice de automação, começa a gerar novos negócios
no setor da flexografia no País, segundo avalia Ruy Mendes Vita, gerente
de vendas da Flexopower, de Diadema-SP, embora grande parte dos potenciais
usuários, cerca de 80%, ainda pondere alguns fatores para decidir
se irá comprar e o quê comprar. Na opinião de Vita, os
usuários convenceram-se da necessidade de promover atualizações para
atender com maior eficiência as exigências do mercado relacionadas ao
maior número de cores e execução mais rápida dos serviços. Este último
aspecto favorece a substituição de máquinas com cilindros de impressão
por modelos providos de camisas. “Em meia hora, realizam-se todos os procedimentos,
calculou Vita, enquanto se levaria entre três até quatro horas quando se
opera com máquinas convencionais”, comparou. Segundo avaliou, 20% dos
impressores flexográficos atuantes no Brasil já renovam suas máquinas
por conta desses fatores, motivando também fabricantes a incorporar novos
recursos às máquinas, tal qual ocorreu com a Flexopower na série Beta.
Lançada dois anos atrás, na penúltima Brasilplast, a máquina oferece
agora maior automação e velocidade mecânica de 320 metros/minuto. “Todas as nossas inovações convergiram para a Beta, flexográfica que apresenta um novo conceito em máquinas providas de sistema de camisa porta–clichê (plate sleeve) e estrutura fechada para aumentar a estabilidade, e cujas vendas têm se concretizado em todas as oportunidades nas quais os usuários possam fazer comparações quanto à qualidade e velocidade de impressão com os demais sistemas existentes no mercado”, afirmou Vita.
Numa Beta, o operador dispõe da facilidade de efetuar
todos os acertos de impressão sem sair da posição de comando da máquina,
tendo em mãos apenas um controle remoto. Segundo o fabricante, outro
diferencial está no sistema de fusos de esfera para posicionamento dos
cilindros de impressão e encolder associado a inversor de freqüência,
que atua como gerador de pulsos, posicionando os cilindros de forma mais
precisa. Outras qualidades da Beta 8 aparecem no sistema de
lubrificação centralizado e automático, que promove a auto-lubrificação
a cada intervalo de 12 horas, e no enquadramento da máquina nos preceitos
e normas de segurança estabelecidos pela norma regulamentadora 12
(NR–12), do Ministério do Trabalho. Em fase final de concretização, a Beta também deverá concorrer com os novos sistemas sem engrenagem (gear less) oferecidos no Brasil. “Já concluimos o projeto de engenharia e pretendemos promover o lançamento da nova Beta gear less a partir de 2006”, antecipou Vita.
Adesão
às trocas rápidas – Nem só a velocidade de impressão deve
atuar como fator decisivo para escolha do equipamento flexográfico,
recomendam os fabricantes do setor. A agilidade oferecida pelos sistemas
com trocas rápidas de serviços, proporcionada por novos recursos de
automação, e substituição de cilindros porta-clichês por camisas (sleeves),
apresentam-se como os novos paradigmas. Com preocupações tecnológicas desse tipo, a Carnevalli, de Guarulhos–SP, anuncia o lançamento de impressoras com camisas, e outras atualizações tecnológicas na linha de flexográficas, visando atender usuários mais exigentes.“Com o nosso atual sistema de comando numérico computadorizado (CNC) e camisas, conseguimos agilizar o set-up da impressora, reduzindo o tempo despendido com a troca de serviços em 75%, pois, hoje é possível realizar todos os procedimentos em apenas uma hora e meia, enquanto nos sistemas convencionais eram necessárias até seis horas, considerando-se impressões de oito cores”, comparou Odair Cardoso, responsável pela divisão flexográfica da Carnevalli.
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