Camisas porta-clichês – A substituição de modelos antigos, com mais de uma década de uso, por equipamentos mais modernos, de alta produtividade e elevado índice de automação, começa a gerar novos negócios no setor da flexografia no País, segundo avalia Ruy Mendes Vita, gerente de vendas da Flexopower, de Diadema-SP, embora grande parte dos potenciais usuários, cerca de 80%, ainda pondere alguns fatores para decidir  se irá comprar e o quê comprar.

Na opinião de Vita, os usuários convenceram-se da necessidade de promover atualizações para atender com maior eficiência as exigências do mercado relacionadas ao maior número de cores e execução mais rápida dos serviços. Este último aspecto favorece a substituição de máquinas com cilindros de impressão por modelos providos de camisas.

“Em meia hora, realizam-se todos os procedimentos, calculou Vita, enquanto se levaria entre três até quatro horas quando se opera com máquinas convencionais”, comparou. Segundo avaliou, 20% dos impressores flexográficos atuantes no Brasil já renovam suas máquinas por conta desses fatores, motivando também fabricantes a incorporar novos recursos às máquinas, tal qual ocorreu com a Flexopower na série Beta. Lançada dois anos atrás, na penúltima Brasilplast, a máquina oferece agora maior automação e velocidade mecânica de 320 metros/minuto.

“Todas as nossas inovações convergiram para a Beta, flexográfica que apresenta um novo conceito em máquinas providas de sistema de camisa porta–clichê (plate sleeve) e estrutura fechada para aumentar a estabilidade, e cujas vendas  têm se concretizado em todas as oportunidades nas quais os usuários possam fazer comparações quanto à qualidade e velocidade de impressão com os demais sistemas existentes no mercado”, afirmou Vita. 

Cuca Jorge

O modelo atual, aprimorado e apresentado na Brasilplast 2005, comporta não só sistema automático de entrada e saída de bobinas, como também agrega recurso de vídeo-inspeção com memória de posicionamento para 15 pontos, outra inovação desenvolvida pela B.S.T., da Alemanha.

 

Flexográfica opera com camisa porta-clichê

Numa Beta, o operador dispõe da facilidade de efetuar todos os acertos de impressão sem sair da posição de comando da máquina, tendo em mãos apenas um controle remoto. Segundo o fabricante, outro diferencial está no sistema de fusos de esfera para posicionamento dos cilindros de impressão e encolder associado a inversor de freqüência, que atua como gerador de pulsos, posicionando os cilindros de forma mais precisa.

Outras qualidades da Beta 8 aparecem no sistema de lubrificação centralizado e automático, que promove a auto-lubrificação a cada intervalo de 12 horas, e no enquadramento da máquina nos preceitos e normas de segurança estabelecidos pela norma regulamentadora 12 (NR–12), do Ministério do Trabalho.

Em fase final de concretização, a Beta também deverá concorrer com os novos sistemas sem engrenagem (gear less) oferecidos no Brasil. “Já concluimos o projeto de engenharia e pretendemos promover o lançamento da nova Beta gear less a partir de 2006”, antecipou Vita.

Cuca Jorge 
“Já concluimos o projeto de engenharia e pretendemos promover o lançamento da nova Beta gear less a partir de 2006”, antecipou Vita.
Santos comemora parceira com o grupo Bobst

Adesão às trocas rápidas – Nem só a velocidade de impressão deve atuar como fator decisivo para escolha do equipamento flexográfico, recomendam os fabricantes do setor. A agilidade oferecida pelos sistemas com trocas rápidas de serviços, proporcionada por novos recursos de automação, e substituição de cilindros porta-clichês por camisas (sleeves), apresentam-se como os novos paradigmas.

Com preocupações tecnológicas desse tipo, a Carnevalli, de Guarulhos–SP, anuncia o lançamento de impressoras com camisas, e outras atualizações tecnológicas na linha de flexográficas, visando atender usuários mais exigentes.“Com o nosso atual sistema de comando numérico computadorizado (CNC) e camisas, conseguimos agilizar o set-up da impressora, reduzindo o tempo despendido com a troca de serviços em 75%, pois, hoje é possível realizar todos os procedimentos em apenas uma hora e meia, enquanto nos sistemas convencionais eram necessárias até seis horas, considerando-se impressões de oito cores”, comparou Odair Cardoso, responsável pela divisão flexográfica da Carnevalli.

Cuca Jorge
Outra grande vantagem oferecida pelo comando CNC, desenvolvido pela própria Carnevalli, é gerar relatórios pós-produção, com informações sobre a velocidade média dos serviços executados, metragens produzidas, tempo consumido para montagem e preparo da máquina e composição dos cilindros anilox.  
Vita vcê mercado mais exigentes em inovações 

<<< Anterior

Próxima >>>