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Participação dos transformadores cresce de olho nos estrangeiros Impulsionada pelo programa Export Plastic, a terceira geração ocupa maior espaço nesta edição da feira, que promoverá o Projeto Comprador, com inúmeras rodadas de negócios Simone
Ferro Distribuídas em 10 mil m², as indústrias de
transformação de plástico reforçaram a participação na
Brasilplast´2005. Com cem empresas a mais em relação à edição de
2003, representam 15% do total de expositores. A principal novidade fica
por conta do estande do programa de promoção internacional de produtos
plásticos Export Plastic. “Com 720 m², abriga área de
exposição e 24 salas de reuniões distribuídas em três ilhas”,
explica a assessora da comissão de resinas termoplásticas da
Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) Andréa Carla
Cunha. A iniciativa reforça as expectativas do setor de ampliar
a participação no mercado internacional. As exportações brasileiras de
produtos transformados plásticos cresceram mais de 24% no ano passado. A
receita superou os US$ 792 milhões contra pouco mais de US$ 638 milhões
do ano anterior. Em volume, passou de quase 200 mil toneladas para cerca
de 248 mil t, alta de da ordem de 24%, de acordo com informações
divulgadas pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico
(Abiplast). Dentre os mercados que mais se destacaram estão os países
do Mercosul, cujo crescimento em volume superou os 33% entre 2003 e 2004.
As vendas para a União Européia evoluíram 11% em tonelagem e 18,7% em
receita. Os números incluem os produtos especificados no capítulo 39 da
NCM, tais como monofilamentos, tubos, revestimentos, chapas e filmes, além
de sacos de ráfia, subprodutos das chapas de polietileno e polipropileno
e demais itens que contenham partes plásticas, classificados em outros
capítulos. Foco
ampliado – Já as exportações para os Estados Unidos
caíram 4,5% em peso e 6% em dólar na análise global. “Em relação
aos produtos especificados no capítulo 39, registramos alta de 1% em peso
e 4% em receita”, afirma o diretor do Export Plastic Wagner
Delarovera. Segundo ele, as vendas de produtos plásticos manufaturados
para aquele país passaram de US$ 86,5 milhões para US$ 90 milhões. Chamou a atenção também
a evolução de outros mercados não tradicionais para as indústrias
brasileiras de transformação, como a Rússia, África do Sul, Costa
Rica, Japão, Arábia Saudita, Cingapura, etc. Tais resultados devem
contribuir para a ampliação do foco do programa, inicialmente voltado
para os países integrantes do Nafta e Europa. A lista inclui ainda os países
da América Central e Caribe. De acordo com a gerente de projetos da Apex Regina
Silvério, responsável pelo Export Plastic, os resultados são
muito satisfatórios. “Superamos as metas traçadas”, afirma. O volume
de exportação, estimado em US$ 14 milhões, entre os integrantes do
projeto, chegou a US$ 20 milhões em 2004. Para 2005, a Apex estima em US$ 856 milhões o volume
total das exportações do setor, das quais US$ 56 milhões devem
corresponder às vendas das empresas integradas ao projeto. Com duração
de dois anos, o acordo com a Apex termina em dezembro, mas pode ser
renovado. “Após avaliação dos resultados, novas metas e rumos serão
traçados”, diz Regina. As importações nacionais também aumentaram em 2004, mais de 30% em peso e 26% em receita. Em 2003, o Brasil comprou no exterior quase 230 mil t de produtos plásticos transformados contra 300 mil t do ano passado. A receita passou de US$ 827 milhões para mais de US$ 1 bilhão e elevou o déficit da balança comercial, de US$ 189 milhões para US$ 252 milhões.
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