Exportações -  O fato da Brasilplast atrair muitos visitantes do exterior é uma das qualidades da feira ressaltadas pelos fabricantes nacionais de sopradoras. Afinal, o principal motivo da recuperação do setor no ano passado foi a conquista do mercado externo. Nunca as empresas do ramo venderam tanto para outros países. Os equipamentos nacionais chegaram aos quatro cantos do Planeta. Os negócios fechados no exterior ficaram na casa dos 31% da receita da Pavan Zanetti, que historicamente exporta algo em torno dos 20% a 25% de sua produção. “No ano passado encontramos condições  excepcionais para as exportações”, conta Zanetti. A JAC, que começou a difundir sua marca no exterior apenas em 2003, no ano passado vendeu três máquinas na América do Sul. “Foi um bom  resultado para uma empresa que nunca havia feito nenhum esforço de venda para o exterior”, orgulha-se Cava.

  Cuca Jorge
 
  Cava: alta do real não preocupa tanto

Mas o grande destaque entre exportadores foi a Bekum. “As vendas para o exterior representaram entre 65% e 70% de nossas receitas no ano passado. Atendemos mercados para os quais nunca antes havíamos vendido, como os do Sudeste Asiático, África e até mesmo o da Europa, onde atua nossa matriz”, revela Antunes. O segredo do sucesso da multinacional encontra-se na competitividade do real perante o euro, o que fez com que a empresa no Brasil substituísse a fábrica alemã no atendimento de mercados os mais distintos, como os da Indonésia e Jamaica, entre outros. Por isso, a desvalorização da moeda brasileira perante o dólar, intensificada no início deste ano, não tira muito o sono do executivo da Bekum, que espera em 2005 ainda exportar muitos equipamentos. 

A alta do real também não preocupa muito a JAC, que neste ano espera dobrar o número de unidades de máquinas vendidas para o mercado da América do Sul. “Se o dólar não cair da casa dos R$ 2,60 permaneceremos em um patamar competitivo”, analisa Cava. A empresa, por enquanto, não pensa em conquistar clientes fora da América Latina. “Estamos começando a exportar, primeiro precisamos consolidar nossa posição entre os vizinhos”, explica o gerente comercial.  

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