Com todo o fôlego

Fabricantes comemoram avanço das exportações e

mostram-se otimistas com melhora do mercado interno

 José Paulo Sant´ Anna

O fato da Brasilplast ser realizada sempre nos meses de março ou abril é providencial. Afinal, neste período do ano ocorre a retomada da economia depois das ressacas do reveillon. Em 2005, porém, o evento é visto pelos fabricantes de sopradoras de forma um pouco diferente. Em virtude do aquecimento das vendas no ano passado, as empresas do setor ficaram com carteiras de encomendas acima das expectativas, em janeiro e fevereiro. Por isso, neste ano, a feira surge em uma condição mais confortável do que nas edições anteriores para mostrar lançamentos e aperfeiçoamentos desenvolvidos nas linhas de máquinas já disponíveis no mercado. Proporciona aos participantes a chance de fazer contatos com clientes brasileiros e estrangeiros, permitindo a continuidade do bom momento nos próximos meses.

“Em 2005 não foi preciso esperar o Carnaval passar para o ano começar. Nossa carteira de encomendas encontra-se acima das expectativas desde janeiro”, resume Newton Zanetti, diretor da Pavan Zanetti, empresa localizada em Americana-SP e que no próximo ano  completa 40 anos de atividade. A mesma opinião tem Cristiano Cava, gerente comercial da JAC, também de Americana, há 16 anos no mercado. “O ano de 2005 começou muito forte. Vamos aproveitar a feira para intensificar as conversas com os clientes”, reforça.  

  Cuca Jorge
 
  Zaneti: 2005 começou antes do Carnaval

Em unanimidade, os dirigentes dessas empresas acreditam que a feira vai impulsionar ainda mais os ótimos resultados obtidos no ano passado. Resultados tão bons, que o dirigente da Pavan Zanetti já se dará por satisfeito se forem mantidos neste ano. “Em 2004, nossa produção cresceu 20%. Neste ano, se ficarmos no mesmo patamar ou crescermos um pouco já será muito interessante”, avalia. Seus concorrentes têm expectativas maiores. “No ano passado apresentamos um crescimento de 15% em relação a 2003. Em 2005 esperamos  no mínimo repetir esse desempenho”, aposta Oldecir Antunes, coordenador de desenvolvimento de produtos da multinacional de origem alemã Bekum, presente há 30 anos como fabricante de máquinas no Brasil. Para Cava, a JAC deve vender cerca de 40 máquinas neste ano, cinco acima do ano passado.  

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