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Margens
e expansões –
A julgar pelas previsões de analistas que observam a evolução do
setor, o ciclo caminha para o pico de rentabilidade. “Todas as análises
da indústria petroquímica apontam que 2005 e 2006 serão de ciclo de
alta de preços e de forte demanda mundial”, avalia José Ricardo Roriz
Coelho, presidente da Polibrasil, maior produtor brasileiro de
polipropileno, e também do Siresp. Na opinião dele, a indústria petroquímica
nacional deve experimentar um ciclo de alta nos preços, favorecido pelo
cenário internacional e pelo desequilíbrio entre oferta e demanda local.
José Carlos Grubisich, presidente da Braskem, líder em resinas termoplásticas
na América Latina, assina embaixo. Para este, a rentabilidade de margens
deve continuar numa crescente até 2007. Vale lembrar: rentável, a indústria
investe. Pendengas à parte, a Polibrasil planeja concluir ainda
neste ano o primeiro estágio de desgargalamento da fábrica de Mauá-SP,
acrescentando 60 mil t às atuais 300 mil t de capacidade. O passo
seguinte consistirá em ampliar a unidade de Duque de Caxias-RJ, de 200
mil t para 300 mil t. “Depois voltamos para a segunda fase de Mauá, que
sobe para 450 mil toneladas” , anuncia Roriz. A empreitada vai absorver
recursos totais da ordem de US$ 70 milhões. O propeno adicional necessário
às ampliações deve provir da Rio Polímeros (que produzirá excedente
de 79 mil t do gás), da expansão da Petroquímica União, da Braskem, da
Refinaria São José e da Refinaria Paraná, informou o presidente da
Polibrasil.
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