Em franca recuperação, o setor faz da feira

vitrine de projetos e muitos investimentos

O ciclo de demanda e preços em alta no mercado  internacional

 encontrou condições de repique no País, permitindo à indústria

ampliar o parque e evitar riscos de escassez  

Maria Aparecida de Sino Reto

Ponto de encontro obrigatório entre segunda e terceira geração da indústria do plástico, esta Brasilplast marca a recuperação do mercado brasileiro de resinas termoplásticas, que atravessa um dos seus melhores momentos nos últimos anos, a despeito das altas nos preços do barril de petróleo, cotado na faixa dos 50 dólares, implicando maiores custos em toda a cadeia produtiva. Graças ao desempenho positivo da economia nacional, o ciclo de alta na demanda mundial de termoplásticos, acompanhada de recuperação nos preços e margens, encontrou terreno fértil para se alastrar também no mercado brasileiro. Como resultado, o consumo aparente das commodities registrou alta de 11,7% no ano passado, com 3,7 milhões de toneladas de resinas, contra 3,3 milhões de t no ano anterior, de acordo com números divulgados pelo Sindicato das Resinas Sintéticas no Estado de São Paulo (Siresp).

Os produtores da segunda geração comemoram o novo cenário, que lhes facultou repassar os aumentos de custos e ainda recuperar margens, sinônimo de novos investimentos. Necessários, aliás, para acompanhar o crescimento nacional projetado para os próximos anos, em particular o polietileno linear (variações metalocênicas, inclusive), e o polipropileno.

Não à toa, vários movimentos de expansão pipocam no País envolvendo quase todas as resinas commodities (exceção para o poliestireno, ainda superofertado, e para o PEBD, que perdeu terreno para o PEBDL) e até alguns plásticos de engenharia – caso das poliamidas, do policarbonato e do ABS. Pesquisa entabulada pela Abiquim/Coplast com projeções de demanda para os próximos anos ampara os novos projetos. De acordo com o estudo, em 2008 o consumo nacional das principais resinas termoplásticas deve bater nas 6,5 milhões de toneladas. Os números se assemelham aos das projeções da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), que calcula o volume em 6,7 milhões de toneladas. Mas para levar a cabo seus projetos, a segunda geração depende de respaldo na oferta de insumos petroquímicos básicos, como eteno e propeno, entre outros (ver matéria nesta edição).  

 

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