Lançamentos prometem manter

vendas aquecidas durante o ano

À espera das novidades, a transformação transfere para a feira o fechamento de vários novos négocios 

Simone Ferro 

A exemplo dos demais segmentos do setor de bens de capital mecânico, o mercado de injetoras também cresceu em 2004. A demanda interna ficou em torno de 1.500 unidades, evolução de pelo menos 50% sobre os índices registrados no período anterior. Os números incluem máquinas nacionais e importadas e superam as estimativas iniciais de 30% de crescimento. Mas 2005, conta com previsões mais cautelosas. “Será considerado bom se alcançarmos os mesmos volumes do ano anterior”, avalia Guido Pelizzari, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico (CSMAIP) da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Cuca Jorge
Pelizzari: juros altos difilcutam investimentos

As vendas do primeiro trimestre, mais aquecidas em relação ao mesmo período de 2004, apresentam suave retração quando comparadas aos volumes do último trimestre. “No ano passado, a retomada dos pedidos começou em maio”, diz. As exportações também evoluíram. Dentre os principais mercados estão os países da América Latina. “A produção nacional supre cerca de 90% da demanda interna”, diz Pelizzari, que também responde pela direção geral da Sandretto do Brasil.

Disputam esse mercado seis fabricantes locais (Himaco, Jasot, Pavan Zanetti, Romi, Sandretto e Storck), além de grande número de empresas estrangeiras, muitas estabelecidas no País, com sede própria, assistência técnica e show room. Formado por mais de 8 mil indústrias, o setor de transformação carece de investimentos e está no limite de sua capacidade de produção. “A política de juros altos do governo e as exigências dos programas de financiamentos dificultam os investimentos”, afirma.  

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