O executivo da Windmoeller & Hoelscher do Brasil, de Diadema – SP, Reinhard Heinrich Bosse confirma as vantagens da proposta. A empresa já fechou negócios, via esse sistema de financiamento, e tem recebido muitas consultas, afirma. Para o diretor da Carnevalli Wilson Carnevalli, o programa é oportuno, porque foca, justamente, a renovação do parque industrial brasileiro. Na opinião dele, no entanto, não há sucateamento, mas sim a necessidade de modernizar o maquinário do transformador. “Existem muitas mono-extrusoras que precisam ser trocadas por co-extrusoras”, observa. É aí que o fabricante vai entrar. Para Carnevalli, essa substituição é iminente e gradual, sobretudo devido ao forte interesse do transformador de aumentar os índices de exportação.

Tendência já confirmada na Brasilplast 2003, a co-extrusão – processo pelo qual o uso de três ou mais cabeçotes garante a produção de filmes multicamadas – é a principal aposta dos fabricantes de máquinas, para esta décima edição da mostra. “O momento é de investir e as co-extrusoras serão a grande vedete”, diz Carnevalli. Para ele, trata-se de uma nova postura da indústria de transformação do plástico por extrusão, cuja prioridade passou a ser a eficiência e os benefícios a longo prazo. Essa disposição dos transformadores brasileiros acompanha tendência mundial, informa. Com essa avaliação, ele aponta mais uma oportunidade para o fabricante nacional de máquinas: de elevar as taxas de exportação.

Vendas em alta - Porta de entrada para o mercado externo, a Brasilplast tem, por tradição, vocação para fomentar as vendas internacionais. Em 2003, época da 9ª Brasilplast, o índice exportado pelo fabricante de extrusoras para filmes e chapas Rulli Standard superou 50%, sobretudo porque o mercado doméstico não suportou o impacto da mudança de governo e, retraído, obrigou a indústria nacional de máquinas a ancorar o faturamento  nas exportações. Se no passado – nem tão longínquo assim – o mercado externo serviu de válvula de escape; neste ano, será, acima de tudo, fermento para engordar a carteira de pedidos do fabricante. No ano passado, 35% da produção da Rulli se destinou ao mercado externo. A empresa se beneficiou de compradores pouco tradicionais, como a Tailândia, e também se valeu da recuperação da Argentina.

Ao contrário de 2004, as vendas registradas nestes primeiros meses do ano já dão sinais da vitalidade do mercado para a Rulli Standard. Em recuperação desde o segundo semestre do ano passado, o segmento de máquinas extrusoras deve se sustentar nos negócios realizados graças à exposição. Tradução simultânea: é ano de renovar as expectativas do setor e de apostar as fichas no incremento das vendas. “Estou bastante animado”, confirma o gerente comercial Luiz Carlos Rulli, que projeta crescimento da ordem de 15 %, em 2005.

O incremento esperado não se restringe ao volume de máquinas. Segundo Rulli, a Brasilplast será palco para a comercialização de máquinas de alto valor agregado. Por isso, pretende divulgar no  estande sua linha de co-extrusoras de cinco camadas. Mas, por conta de uma limitação da altura do Anhembi, o expositor estará impedido de apresentar o modelo na feira. Mesmo assim, a máquina será o destaque da Rulli. Os clientes poderão conferi-la nas instalações do fabricante, que aguarda a mostra para apresentar o melhor de seu portfólio. Essa postura dele revela ainda a abertura do mercado para a fabricação de filmes com barreira. Em três anos, a Rulli vendeu quatro modelos de cinco camadas. E para 2005 pretende consolidar o modelo no segmento de co-extrusão. “A linha de cinco camadas já é uma realidade no mercado brasileiro”, comenta Rulli. Para ele, a demanda mundial por esses modelos também está em franca ascensão. “Não visualizamos só o Brasil. Os Estados Unidos, por exemplo, consomem muito esse tipo de máquina”, explica.  

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