Indústria nacional esbanja tecnologia  como co-extrusão de sete camadas e outors avanços

Fabricantes pretendem consolidar

negócios no exterior e convencer

a transformação brasileira a apostar

em máquinas mais produtivas

Renato Pachione

O ano começou aquecido para o mercado de bens de capital. E se depender dos fabricantes de máquinas extrusoras deve entrar em ebulição, a partir desta décima edição da Brasilplast. Estimulada pelas exportações e pelo aumento da oferta de crédito, essa indústria traz na bagagem tecnologia de ponta e se diz preparada para se consolidar como a melhor opção ao transformador. A sofisticação vai além do discurso: os fabricantes prometem impressionar o mercado, ao mostrar máquinas com alto nível de excelência. No segmento de filmes, a Carnevalli, de Guarulhos – SP, irá expor linha de co-extrusão de sete camadas. Não menos importantes, os modelos de três camadas também terão espaço, como é o caso da co-extrusora da Rulli Standard, de Guarulhos - SP. No ramo dos perfis, a Miotto, de São Bernardo do Campo – SP, apresenta máquina dupla-rosca para fabricação de peças de PVC e madeira expandida.

Segundo previsão da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), os negócios realizados por conta da Brasilplast 2005 irão representar pelo menos três meses de faturamento para os fabricantes. “As máquinas brasileiras detêm qualidade reconhecida e são aguardados lançamentos interessantes para essa edição”, afirma a diretora estratégica de financiamentos da Abimaq Maristela Miranda. Além do alto nível da produção nacional, o setor irá contar com um apoio extra. Trata-se do Modermaq, programa de renovação do parque industrial brasileiro. Em operação desde agosto de 2004, essa iniciativa já aprovou, nos primeiros seis meses de atuação, créditos de cerca de R$ 135 milhões. “Os clientes estão se adaptando com facilidade à operação”, explica Maristela. Idealizado pela Abimaq, o programa foi lançado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com recursos de R$ 2,5 bilhões, e se fundamenta na oferta de taxa pré-fixada de juros, de 14,95%, ao ano. 

Cuca Jorge
Bosse quer usar a mostra para aproximar-se da terceira geração
<<< Anterior

Próxima >>>