Em prol das exportações - As vendas internacionais estão no foco desta edição, portanto o Export Plastic Nacional, programa de promoção internacional de produtos plásticos, tinha presença obrigatória. Dito e feito: 110 empresas transformadoras, entre elas, as paulistas Sol Embalagens, Zaraplast, PackDuque e Embrasa, além de Doormann, do Rio Grande do Sul, e Arauplast, do Paraná, dividirão estande de 720 m². No local, haverá um showroom dos produtos transformados plásticos e salas para reuniões.
Com organização do Instituto Nacional do Plástico/Export Plastic, essa participação tem o objetivo de chamar a atenção dos cerca de 2 mil visitantes estrangeiros esperados e assim, estimular as exportações no médio prazo. Além disso, será realizado o Projeto Comprador, com a vinda de cerca de 25 importadores de diversos países europeus e dos Estados Unidos, Canadá e México. "Esses compradores terão contato com todos os produtos dos associados ao Export Plastic", observa o gerente-executivo do Programa Export Plastic Wagner Delarovera Pinto. "O consórcio entre as empresas dará ao segmento mais força para atrair compradores internacionais", confirma Nascimento.
Na opinião de Delarovera, o Brasil tem tecnologia para aumentar sua participação no contexto internacional e oportunidade para isso. Ele explica que os principais mercados-alvo da indústria brasileira do plástico, no caso, EUA, Canadá, México, Inglaterra, França e Alemanha, importaram juntos, em 2004, cerca de US$ 100 bilhões em artigos plásticos; enquanto, as exportações totais brasileiras, no mesmo período, somaram cerca de US$ 800 milhões. "O mercado internacional, no setor, cresce a uma taxa de cerca 9% ao ano", diagnostica.
A participação inédita do AL-Invest - Programa de Cooperação Internacional da Comissão Européia também deve fomentar as vendas internacionais, nesta décima edição da mostra. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por meio de seu Eurocentro São Paulo - área da gerência de relações internacionais e comércio exterior -, organizará o encontro empresarial AL-Invest Brasilplast, em conjunto com a Confederación Venezolana de Industriales (Conindustria). A idéia é realizar rodadas de negócios, entre empresas européias da Alemanha, Itália e França e latino-americanas do Brasil, Argentina, México e Venezuela. Os participantes contarão com o suporte do Departamento de Relações Internacionais da Fiesp (Derex); terão à disposição serviços de tradutores, durante as reuniões, intercâmbio de informações das empresas e apoio logístico, garante a organização do projeto. Mais de 25 mil empresas já se beneficiaram do AL-Invest. Mas esta será a primeira vez que o programa contempla o setor da indústria do plástico. Um dos objetivos dessa iniciativa é possibilitar a promoção de alianças estratégicas e a transferência de tecnologia. Em outras palavras: o projeto funcionará como um agente facilitador para as empresas se inserirem no mercado internacional, pois oferece ao industrial a oportunidade para se tornar mais competitivo, admitem os responsáveis pelo Derex. O AL-Invest trata-se de um programa criado pela Comissão Européia, em 1994, para promover, por exemplo, a cooperação e a formação de parcerias, joint-ventures e representação recíproca, entre pequenas e médias empresas da Europa e da América Latina.
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