Feira se consolida como trampolim ao mercado externo

Comprometida com a expansão dos negócios internacionais, a mostra chega à décima edição com vigor e ratifica a predisposição da indústria brasileira para fincar-se no mercado mundial do plástico  

Renata Pachione

A Brasilplast - Feira Internacional da Indústria do Plástico chega à sua décima edição, em um cenário favorável para a expansão dos negócios internacionais. Em clima de deja vu, as exportações, mais uma vez, serão o motor da exposição. Não por acaso o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Luiz Fernando Furlan estará presente na abertura do evento, como prova da disposição da indústria nacional para escorar vôos mais altos rumo ao mercado externo. Realizada no Pavilhão de Exposições do Anhembi, São Paulo, entre 4 e 8 de abril, a mostra reunirá 1300 expositores, espalhados por 600 estandes, entre os quais devem circular cerca de 55 mil pessoas.

A tradição se confirmou e mais da metade do espaço será ocupado pelo segmento de máquinas e equipamentos (65%), enquanto resinas ficaram com 20% e transformação, 15%. Em relação à edição passada, de 2003, houve um incremento de 100 empresas na área dos transformadores. Esse aumento reflete o aquecimento do mercado. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), na voz do seu presidente Merheg Cachum, a produção nacional de transformados de plástico encerrou 2004 com crescimento de 8%, sobre o faturamento do ano anterior - passou de R$ 28,6 bilhões para R$ 31 bilhões. Responsável por 1,90% do PIB nacional, o segmento de transformação do plástico apresenta seu maior índice dos últimos anos. Em 2002, respondia por 1,76% do PIB nacional e, no ano anterior, 1,31%.

Em franca expansão, esse mercado sustenta a predisposição da indústria nacional de fincar-se no cenário internacional. Segundo dados da Abiplast, no ano passado, as exportações de transformados de plástico atingiram a marca de US$ 792 milhões, contra mais de US$ 1 bilhão de importações. Esses números representaram, em toneladas, cerca de 250 mil e 300 mil, nesta ordem. A comparação entre 2004 e o ano anterior confirma o avanço da indústria do plástico. Em 2003, as importações responderam por US$ 827 milhões (230 mil t) e as exportações, US$ 638 milhões (200 mil t). O circo está armado e os bons ventos prenunciados em 2004 têm tudo para garantir à maior vitrine do setor condições para se estabelecer, mais uma vez, como importante elo entre as indústrias brasileira e estrangeira.

De acordo com a organização da feira, a Alcantara Machado Feiras e Negócios, a Brasilplast será palco para o setor mostrar o aprimoramento da produção nacional do plástico, ocorrido nos últimos anos. Comprometida com o avanço das exportações, a feira irá se firmar como importante intermediário no diálogo entre Brasil e exterior. "Com a abertura do mercado, os produtos e equipamentos melhoraram a atividade da indústria nacional que, por conseqüência, alavanca os índices de exportação", comenta o diretor da exposição Evaristo Nascimento. Na avaliação dele, com o cenário favorável do jeito que está, a feira terá condições de propagar a competitividade e o preparo da indústria do plástico e promete: a Brasilplast terá a última palavra em tecnologia atual tanto nacional quanto internacional. 

Ao longo dessas dez edições, o evento não estacionou no passado e acompanhou o desenvolvimento do setor de perto. Por isso, o tamanho da Brasilplast´05 pouco lembra 1987, ano de sua primeira edição oficial. Na época, o consumo per capita de plástico no Brasil era de quatro quilos. Hoje esse índice está na casa dos 22 quilos. Em 2004, a alta do preço do petróleo e a desvalorização da moeda norte-americana marcaram as transações internacionais, com impacto direto na indústria nacional do plástico. Mas nada parece capaz de ofuscar o brilho da Brasilplast 2005. "Teremos um excelente resultado de vendas e de visitação do exterior", aposta Nascimento. 

 

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