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Plástico
Moderno (PM): O Sr. está à frente da
Abiplast/Sindiplast há nove anos e ainda preside outras entidades. Qual
delas dá mais trabalho? Merheg Cachum (MC): Além da Abiplast/Sindiplast, sou presidente do conselho do Instituto Nacional do Plástico (INP), da Associação Latino-Americana da Indústria do Plástico (Aliplast) e do Instituto da Produção Emprego e Desenvolvimento Social (Iped) em Brasília. Acho que as funções são correlatas. Mas, sem dúvida a Abiplast dá mais trabalho. PM: O que as indústrias de transformação podem esperar de 2005? MC: Um ano bom. Há indícios que apontam para isso. PM: Quais indícios? MC: Trata-se de um ano político. Em 2006 acontecem as eleições presidenciais, e o governo certamente vai brigar pela reeleição. O presidente Lula terá de se empenhar para garantir uma boa administração, como já vem fazendo, com o objetivo de colher os frutos. Isso sempre ocorre em período pré-eleitoral. Não é exclusividade deste ou daquele governo. PM: Soma-se a isso o fato de o mercado chegar ao final de 2004 bem aquecido ... MC: Certamente. Os estoques do comércio se esvaziaram e terão de ser repostos. A retomada industrial será mais rápida do que normalmente ocorre. Acreditamos muito também no sucesso do programa de exportação de artefatos plásticos, o Export Plastic, uma criança que começa a ganhar corpo ao atrair cada vez mais associados, melhorar sua estrutura, promover a indústria nacional no exterior e, principalmente, começar a criar uma cultura de exportação inexistente até então no setor. PM: Nesse aspecto, a desvalorização mundial do dólar preocupa? MC: O dólar em queda representa hoje um problema para o mundo inteiro. Por isso o Banco Central interferiu várias vezes. Não existe consistência para o dólar permanecer abaixo de três reais. Quem exportou, vai receber menos no final das contas. PM: A queda do dólar vai interferir no preço das resinas? MC: Dificilmente. A demanda mundial aquecida mantém os preços em alta. A nafta começou a baixar lá fora, mas tem de cair aqui também. São os argumentos dos produtores de resinas. Infelizmente, para nós da transformação, sempre existe uma nova desculpa. Ora o dólar subiu, ora os insumos ou a demanda. Todas as alternativas, favoráveis ao setor petroquímico, prejudicam a transformação brasileira. Sem visão de longo prazo, os produtores correm o risco de dar um tiro no próprio pé. Não podemos esquecer que o grande cliente da petroquímica brasileira chama-se indústria nacional. Somos os seus reais parceiros, e parceria pressupõe bons negócios para dos dois lados. |
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