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PERSPECTIVAS 2005 ANO COMEÇA BEM COM CONSUMO AQUECIDO E
NOVA BRASIPLAST
Após dura estagnação e recuo nos negócios anos a fio, a indústria do plástico conta com a maior feira do setor e demanda aquecida para assegurar melhores resultados Simone Ferro Em 2003, o consumo aparente de artefatos plásticos caiu 3,71%. No ano passado, subiu 8%, segundo estimativas da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). Os números finais ainda não foram computados. A entidade estima o consumo de transformados em 4,1 milhões de toneladas. “Na verdade, boa parte desse resultado representa apenas a recuperação do mercado perdido”, avalia o presidente da entidade Merheg Cachum. Segundo ele, não faltam bons indícios para apostar na retomada do crescimento. O ano começou aquecido e deve continuar, embalado pela 10ª edição da Brasilplast – Feira Internacional da Indústria do Plástico, de 4 a 8 de abril, em São Paulo, e pelas eleições presidenciais de 2006. Além disso, as indústrias iniciaram o ano com os estoques vazios, resultado do sucesso das vendas de Natal. A reposição vai ajudar a elevar em 0,8% o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre de 2005 em relação aos últimos três meses do ano passado, de acordo com dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O clima de otimismo ganha respaldo ainda nas vendas externas do setor. De janeiro a setembro de 2004, as exportações de transformados somaram US$ 577,2 milhões, alta de 21,6% em relação ao mesmo período de 2003. Em volume, a alta representou 24,6%, totalizando 183,3 mil toneladas. As importações cresceram 23,2% em faturamento e 28,9% em volume, totalizando respectivamente US$ 755,9 milhões e 211,7 mil t. Para falar desses e de outros assuntos, Merheg Cachum recebeu a reportagem de Plástico Moderno em seu gabinete, na sede da Abiplast, em São Paulo, para uma entrevista exclusiva. Responsável por aproximadamente 1,9% do PIB nacional, o setor gera 230 mil empregos diretos e abrange cerca de 8 mil empresas que juntas faturaram mais de US$ 10 bilhões em 2004, de acordo com estimativas da entidade. |
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