SEMINÁRIO DISCUTE

TENDÊNCIAS DO SETOR

Executivos brasileiros tiveram a oportunidade de ver retratado o panorama da indústria plástica no mundo, ao acompanhar as apresentações de German Laverde, diretor de mar-keting e comunicação da Battenfeld Gloucester e de Raul C. Almeida, coordenador de comércio exterior da Polietilenos União.  Convidados especiais da Abief – Associação Brasileira das Indústrias de Embalagens Flexíveis, eles participaram de seminário apontando tendências mundiais no campo dos termoplásticos, aprofundando prognósticos em relação aos polietilenos, as resinas mais difundidas no mundo, que respondem por 30% da produção global, apresentando-se ao público no dia 2 de dezembro, em São Paulo.

Na visão de German Laverde é fácil entender por quê a China constitui hoje o maior centro de manufatura do mundo, posicionando-se como o país que mais atrai novos aportes em investimentos ao ano. Para entender, basta levar em conta o custo-hora da manufatura naquele país, equivalente a menos de US$ 1, enquanto na Alemanha, Estados Unidos ou Japão, tais custos se elevam para US$ 25,08, US$ 21,33 e US$ 18,83, respectivamente.

Depois da China, México, Taiwan e Coréia despontam em segundo, terceiro e quarto lugares na disputa pelos mais baixos custos de produção do mundo, conseguindo apresentar custos-hora equivalentes a US$ 2,38, US$ 5,41 e US$ 9,16. Nas faixas intermediárias, encontram-se Espanha (US$ 12,04), Canadá (US$ 16,02), França (US$ 17,42) e Grã-Bretanha (US$ 17,47), apresentando custos que guardam considerável distância dos praticados pelos chineses.

Porém, tão importante quanto analisar o fenômeno “China” e saber dimensionar até onde poderá influenciar as demais economias, é acompanhar o ritmo de crescimento mundial das resinas termoplásticas, ao tomar por base desempenhos apresentados no período de 1998 até 2003, bem como  prognósticos para o quinqüênio de 2003 até 2008.

Análise comparativa envolvendo a participação das resinas na demanda mundial nos anos de 2001 e 2003 evidencia o PP. A resina saltou do patamar de 22% de participação em 2001, para 24% em 2003. Até 2008, porém, as resinas com crescimento mais acelerado no mundo serão o PE, o PVC e o PS, com percentuais de  4,9%, 3,8% e 3,5%, respectivamente.  A pesquisa aponta crescimento também para o PP, ABS e PET, porém, de forma moderada, com percentuais mantendo-se nas faixas de 6,0%, 4,9% e 9,2%, respectivamente.  

Na América do Norte, as resinas crescem em outra velocidade. De 1998 a 2003, o PE cresceu 2,1% ao ano, mas de 2003 a 2008, o crescimento previsto será de 4,2% ao ano, ou seja, a resina dobrará seu crescimento.

Significativos aumentos também estão previstos para o PP, que passará de 4% para 5% ao ano. Deverão envolver ainda o PVC, que saltará de 0,4% para 2,4% ao ano e o PS, que, de 0,7%, passará para a faixa de 2,3% ao ano.

Desaceleradas no fôlego para crescer estariam as resinas ABS, passando de 2,2% ao ano para 1,2% ao ano e o PET, que de 9,3% passará a ter crescimento de 6,8% ao ano.   

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