DECORAÇÃO NO INTERIOR  

DO MOLDE GANHA FORÇA 

A tecnologia agiliza

a produção e propicia

melhor acabamento

Hamilton de Ameida

 

Tecnologia que permite a colocação do rótulo direto no molde de injeção ou de sopro, o in mold label ganhou fôlego na indústria de transformação brasileira de plástico. Prova disso, as perspectivas indicam que a oferta dos dispositivos nacionais tende a ganhar cada vez mais espaço no mercado. Até há poucos anos, o processo in mold label era utilizado por um pequeno número de empresas e apenas em casos especiais. A realidade agora é outra.

Cuca Jorge
Gomes reduziu refugos de pintura e melhorou acanbamentos das peças 

Com matriz na Itália, a Dal Maschio do Brasil (também conhecida como DM), com fábrica em Diadema-SP, assegura ter introduzido a tecnologia no Brasil em 1996, com a produção de um robô para a Plagon, de Recife-PE, que passou a fabricar mesas e cadeiras decoradas para jardins. Em 2000, os robôs da DM foram totalmente nacionalizados. “É uma tecnologia que agrega valor às peças plásticas. Permite um acabamento diferenciado”, afirma o diretor da DM José Luis Galvão Gomes. Segundo ele explica, quando aplicada na injeção, a tecnologia emprega descarga elétrica. No sopro, funciona com vácuo no molde.

Cuca Jorge
O processo atrai cada vez mais adeptos na transformação

Além do melhor efeito visual, Gomes ressalta outros benefícios do in mold label: como o produto já sai pronto e decorado da injetora, o transformador elimina algumas etapas (e custos) do processo industrial, como estocagem, manuseio, pintura. “O processo de produção fica mais ágil e limpo”, observa. “Acabam os refugos de pintura e o acabamento é sempre melhor.” Pelos cálculos de Gomes, o robô se paga em um ano de atividade. O investimento necessário ainda envolve o sistema de garras e o rótulo. Por outro lado, não requer ajustes nos moldes.

 

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