|
A busca por novidades é tamanha que a Kurz, empresa
sediada na Alemanha e cuja finalidade principal é a venda de fitas
utilizadas pelo processo de hot stamping (atividade responsável
por mais de 90% das receitas da empresa), lançou quatro modelos de máquinas
no País. “Até 2003 não
fabricávamos equipamentos no Brasil, importávamos os produzidos pelo
nosso grupo na Alemanha. Desde
então, nacionalizamos quatro modelos de máquinas para atender a procura
dos nossos clientes”, informa Claudio Vidigal, gerente nacional de
vendas da Kurz. Técnicas
distintas - Os métodos de impressão hot stamping,
tampografia e serigrafia se utilizam de técnicas distintas. O primeiro
baseia-se no uso de um punção aquecido gravado com uma imagem que
transfere para objetos a pigmentação de fitas especialmente produzidas
para esse fim. Tais fitas são feitas de poliéster, matéria-prima sobre
a qual se aplicam camadas de
substâncias desmoldantes, vernizes de proteção, pigmentos e aderentes.
Uma variação da técnica é o processo conhecido por heat transfer, pelo qual a
imagem a ser gravada na peça já vem estampada na fita. Com o heat
transfer podem ser impressas imagens coloridas em uma única operação. A tampografia é uma técnica feita em duas etapas. Na
primeira, ocorre a transferência
da tinta depositada em uma imagem gravada em baixo relevo numa placa
conhecida como clichê para um tampão de silicone. Na segunda, o tampão
de silicone transfere a imagem ao produto que será decorado. Já a
serigrafia utiliza uma tela, em geral feita de tecido sintético. A tinta
passa pelas malhas deixadas abertas e reproduz a imagem que se quer
imprimir. As três técnicas são bem conhecidas e aplicadas pelo
mercado há anos, recebendo constantes aperfeiçoamentos, tanto pela
modernização das máquinas convencionais, quanto pelo desenvolvimento de
práticas que garantem melhores resultados. No caso do hot stamping, por exemplo, duas técnicas
chamam a atenção. Conforme o formato da peça, o material com o qual ela
é fabricada, a precisão e o formato da decoração a ser estampada, a
aplicação pode ser feita pelo processo conhecido como in mold,
pelo qual as estampas das fitas são aplicadas diretamente dentro do molde
durante o processo de injeção das peças. “Outro método, o insert mold, é indicado para
gravar peças que apresentam formatos complexos e com maior
profundidade”, informa Rodrigo Plaza, vendedor da divisão de plásticos
da Kurz. O processo consiste em quatro etapas. O hot stamping é
aplicado em um fina chapa de plástico. Em seguida ocorre uma operação
de vacuum forming, pelo qual a decoração aplicada na chapa sofre
um aprofundamento. A imagem gravada e aprofundada a vácuo é recortada e
colocada nos moldes de injeção, o que permite a decoração durante o
processo de fabricação das peças. |
|||
| <<< Anterior | |||