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Quando as exigências envolvem operações de mais alto desempenho e se destinam à rotomoldagem de peças de grandes dimensões, como barcos ou tanques para acondicionar água e produtos químicos, a recomendação do fabricante é optar por máquinas do tipo shuttle.
Com alta produtividade em uma única estação de operação, onde serão feitas todas as etapas de fusão das resinas, resfriamento e serviços, as máquinas do tipo clamshell da Ferry possuem controle flexível. Permitem o processamento de polietilenos do tipo "crosslink" e linear, policarbonato, entre outros polímeros. Já as máquinas do tipo rocking-oven, projetadas para rotomoldar peças longas e estreitas, são constituídas de forno, duas estações de resfriamento e uma estação de serviços. Como evitar problemas – De acordo com levantamento realizado pela Littleford Plastic, cerca de 70% das máquinas comercializadas na Europa são do tipo carrossel, cuja grande penetração se deve ao fato de possibilitarem produções as mais variadas, tais como peças técnicas, autopeças, componentes e reservatórios para maquinários agrícolas, peças para mobiliário, jogos, brinquedos, produtos para uso doméstico, entre outras. No entanto, a produção de peças de grandes dimensões, como fossas sépticas, caixas de inspeção para condutos hidráulicos e caixas d’água exige máquinas do tipo shuttle. Seja qual for o sistema mais apropriado a cada tipo de produção, Aroldo Lonskis, da MTT, recomenda observar a qualidade do projeto e suas características construtivas. Segundo ele, as máquinas fabricadas pela Littleford Plastic oferecem total controle de parâmetros, promovendo reduções nos tempos de processo de até 70%, a partir do sistema de pressurização do ar no molde, que atua como um acelerador do processo. "Nossas máquinas possuem dois canais de injeção de ar comprimido instalados internamente nos braços do carro, que executam movimentos translacionais nos dois sentidos e atuam como um sistema de insuflação, propiciando reduções no tempo de processo, em média, de 50%, permitindo total controle da pressão do ar existente dentro do molde", informou Lonskis. Segundo ele, outros diferenciais aparecem na alta precisão do sistema de controle da temperatura dentro do molde, e no projeto construtivo das portas dos fornos, que não sofrem deformações, mesmo considerando-se as mais intensas variações de temperatura às quais estarão submetidas. "Tanto as portas dos fornos, como controle de temperatura nos moldes costumam ser os maiores pontos críticos de máquinas de rotomoldagem mal projetadas, aos quais os compradores deveriam prestar mais atenção", recomendou Lonskis. Segundo ele, sem ter assegurada a qualidade do projeto pelo fabricante, o rotomoldador enfrentará problemas na qualidade de produtos técnicos de alta demanda. Outro aspecto importante a ser considerado pelo comprador é a disponibilidade dos serviços de assistência técnica. "Todas as tecnologias avançadas agregam hoje recursos para se efetuar diagnósticos remotos de problemas e check-up nas máquinas, mas isso não é o suficiente, pois as dificuldades podem estar associadas aos parâmetros de operação, decorrendo daí a importância dos serviços de assistência técnica, realizados por intermédio de pessoal especializado", considerou. Shuttle avançada – Apesar de fabricar máquinas de estação única e do tipo carrossel, providas de torre central ou com carros independentes, a Rotoline tem grande parte da sua produção focada em máquinas do tipo shuttle. Providas de dois carros com forno central e com sistema de aquecimento a gás natural ou GLP, as máquinas shuttle, com dimensões de forno de 2,5 m até 5 m, se diferenciam porque os fornos além de terem formato cilíndrico, tanto interna como externamente, concepção que impede o surgimento de cantos "mortos", geradores de perdas de calor, também são aerodinâmicos, permanecendo suspensos, na opinião de De Luccas. "Nas nossas máquinas, motorredutores, correntes, carros e rodas não entram no forno, mas somente os braços e os moldes, o que torna o aquecimento mais eficiente e resulta em maior economia", afirmou. Outros diferenciais aparecem no sistema interno de recirculação de ar quente que atua no contrafluxo, o qual propicia reduções nos tempos de forno e melhor distribuição de calor, para haver total controle de espessura das peças, e no sistema de resfriamento feito por meio de ventiladores axiais e névoa. Construídos com estrutura modular em aço e montados sob trilhos, os carros, independentes e equipados com motorredutores e sensores indutivos de posição, não entram no forno, mas somente os braços, mantendo toda a estrutura dos carros e trilhos fora da área de calor. Na forma de um L (offset) ou central (straight), os braços podem ser removidos como componentes independentes e agregar opcionalmente sistema de injeção de ar. Já as portas, bi-partidas e com abertura horizontal, são construídas em painéis modulares, permitindo expansões. "O controle de temperatura nas nossas máquinas também é feito pelo próprio CLP, não necessitando de controlador externo, utilizando-se transdutor com isolação galvânica, que isola o sinal analógico de interferências da rede elétrica, onde são empregados cabos blindados, para tornar o sistema ainda mais seguro", informou De Luccas. Para garantir maior segurança, o sistema de queima de gás da Rotoline possui intertravamento elétrico, que monitora e controla o funcionamento dos ventiladores do forno, impedindo o controlador de chama de funcionar caso algum relê fique preso. As máquinas da Rotoline ainda contam com estações de resfriamento indepedentes, providas de ventiladores para grandes volumes e com sistema de exaustão de gases por ventiladores, que atuam em coordenação com a abertura da válvula de gás do queimador. "Em rotomoldagem, deve-se observar que a capacidade de produção das máquinas está diretamente relacionada com as dimensões do forno e com a capacidade de carga dos braços, parâmetros que irão determinar a quantidade e as dimensões dos moldes que poderão ser colocados em cada braço que entrarão no forno, executando movimentos rotacionais em todos os sentidos", ensinou De Luccas.
A esse aspecto devem somar-se a eficiência do forno e do sistema de resfriamento, incluindo os tempos de carga e descarga, a qualidade dos moldes e a espessura das peças, fatores que também influenciam na produtividade das máquinas. "No caso da Rotoline, todas as máquinas que saem de fábrica carregam um número de série e um arquivo eletrônico contendo os registros de todos os componentes, para que, no caso de uma eventualidade, possamos prestar assistência técnica on-line,via linha telefônica. É evidente que problemas de natureza mecânica, como a quebra de um rolamento, não será resolvido pela assistência on-line, mas esse sistema permite localizar o problema, apresentando solução para a maior parte deles", informou De Luccas. Dupla camada num só ciclo – Fundada em março de 2004, a Rotomec, de Americana-SP, originou-se da Caccia Rotomec, que atuou como filial da conceituada empresa italiana Caccia Engineering, de dezembro de 2002 até a abertura da Rotomec, período em que comercializou localmente várias máquinas de rotomoldagem. Em sua maior parte, equipamentos do tipo shuttle, com dimensões de forno de 2,5 m até 4,5 m, atenderam inclusive as necessidades do mercado externo, destinando-se ao México, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Argentina, Portugal, Espanha, Iraque e África. Mais recentemente, a empresa estruturou uma equipe de montagem no México, inicialmente para atender contrato firmado com o grupo Iusa, fabricante de caixas d’ água, mas no futuro deverá atuar em novos segmentos. "A evolução dos equipamentos de rotomoldagem é constante e nós nos preparamos para desenvolver máquinas para rotomoldar peças com mais de uma camada em um único ciclo e estamos lançando no Brasil novo equipamento com diâmetro esférico de 5,5m", disse o diretor da Rotomec Carlos A.S. Andrade. Para ele, o maior benefício introduzido nas máquinas nos últimos tempos foi, sem dúvida, a possibilidade de rotomoldar peças em PE com agentes de expansão num único ciclo. O processo, ainda pouco conhecido no Brasil, se desenvolve da seguinte forma: Numa primeira fase, é feita a rotomoldagem da estrutura da peça, que irá ocupar a parte externa.
A possibilidade de produzir peças em duplas camadas é hoje o grande diferencial, que se torna ainda mais importante quando se pretende rotomoldar peças de grande volume, como caixas térmicas, componentes para eletrodomésticos e caixas para transporte de horti-fruti e pescados, enfatizou o diretor. O único senão apontado por ele é o custo em média três vezes mais elevado em produções com agentes expansores. "A grande vantagem oferecida pelas máquinas que produzem com agentes expansores num único ciclo é conseguir dobrar a resistência das peças, conforme têm comprovado nossos clientes, como a Tubofuro, fabricante de caixas térmicas, sediada em Portugal e a Rotoplás, do México, que vem desenvolvendo caixas d’água em PE com agentes expansores", afirmou.
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