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Favorável para o avanço das tubulações e das estações de tratamento de água e esgoto em plástico reforçado, o mercado também justifica investimentos na área. Fabricante de tubos pelo sistema de centrifugação, a Amitech registrou aumento nas vendas da ordem de no mínimo 50% sobre o faturamento de 2003, por conta de novos negócios na área de transporte de água e efluentes, conforme divulgou a Ara Ashland.
Considerado um dos mais importantes fabricantes mundiais de ônibus, microônibus e vans, o País deve consolidar essa indústria como uma das mais promissoras para o compósito. A volta da Busscar ao cenário nacional também sinaliza esse potencial. "O segmento de transportes irá crescer, e com ele, o setor do compósito", apontou Moreira. De acordo com Sandri, a recuperação do mercado nos últimos meses de 2004 compensou a queda de 10% registrada entre julho e agosto, comparados ao mesmo período do ano anterior, e por isso, dá sinais de perspectivas positivas para 2005. Corazza justifica essa aposta. Segundo ele, enquanto o consumo per capita dos Estados Unidos é da ordem de 3,5 quilos, no Brasil, esse índice representa cerca de 300 gramas. "Em função das ações recentes do setor, como a criação do Cetecom, em 2005, acredito que vamos crescer", diagnosticou. Aposta do setor - As empresas têm dado provas de confiança na ascensão do uso do compósito. A Cromitec inaugurou, em maio, nova unidade industrial – a Cromitec Resinas do Nordeste, em Simões Filho, BA. A idéia é abastecer de resinas de poliéster insaturado as regiões Norte e Nordeste do País. A produção inicial da empresa, de 6 mil t/ano, deve ser elevada para 15 mil t/ano, a partir de 2005. Se depender da Ara Ashland a oferta também deve se ampliar.
Ele também comemora a aquisição do negócio Derakane (resina epóxi éster-vinílica) da Dow Chemical, pela Ashland Composite Polymers, parceira da Ara Ashland. A transação movimentou US$ 92 milhões e engloba ainda a compra da linha de produtos Derakane Momentum. Esse valor será amortecido em pouco tempo, pois, de acordo com informações da Ara Ashland, as vendas anuais das resinas Derakane alcançam cerca de US$ 70 milhões. Para Filho, ao assumir a linha Derakane no mercado brasileiro de plástico reforçado, a empresa passa a liderar o fornecimento global de soluções para ambientes corrosivos. "Esse foi o grande negócio do ano para a empresa", comentou Oliveira. Reconhecida mundialmente pelo seu desempenho em aplicações submetidas a rigorosas exigências químicas, as resinas Derakane se somam à linha Hetron, já tradicional da marca Ara Ashland. "Agora temos as duas melhores resinas em corrosão", orgulhou-se Oliveira. A Owens Corning também investiu alto neste ano. A empresa aplicou cerca de US$ 100 milhões na aquisição de planta mexicana – a qual detinha 40% do negócio. Essa compra faz parte de proposta de passar a contar com estrutura regional e não mais global. Feira – Além desse novo fôlego da indústria do compósito, o setor ainda se beneficiou, neste ano, da Feira e Congresso Internacionais do Plástico Reforçado (Feiplar). Realizado a cada dois anos, o evento, em sua terceira edição, reuniu entre os dias 9 e 11 de novembro, no ITM Expo, em São Paulo, mais de 10 mil pessoas. Além das novidades do mercado do compósito, o público foi atraído pela Feira e Congresso Internacionais do Poliuretano (Feipur), realizada, no mesmo local e simultaneamente à Feiplar. Uma área foi reservada para a Indústria do Compósito. No local, o público pôde conferir peças, casos históricos e informações técnicas do setor. Uma das aplicações destacadas foram as off-shore, ilustrados pela Edra, de Ipeúna – SP. A empresa levou peças para uso específico na condução de líquidos em aplicações da indústria petrolífera. A Stratus Compostos Estruturais, de São José dos Campos - SP apresentou perfis pultrudados, em um pedestal, com ênfase a grades utilizadas em áreas de corrosão/saneamento. A empresa entrou no ramo de produção de grade de piso, para ambientes corrosivos há cerca de um ano. "O crescimento do mercado de pultrudados para corrosão nos atraiu", explicou o gerente geral da empresa Sérgio Barbosa.
Essas apresentações sinalizaram forte tendência para o avanço da pultrusão, processo para fabricação de perfis de secção contínua em plástico reforçado com fibra de vidro. Para o próximo ano, Gamero prevê novas aplicações em perfis pultrudados. Enquanto o Brasil consome cerca de 1 mil t do produto, os Estados Unidos compram 60 mil t, ano, e a Europa, 40 mil, compara. "Temos de encontrar um nicho de mercado e atacar, pois há potencial nessa área", determinou. De acordo com dados divulgados no ano passado - a Abrapoli realiza nova radiografia do setor, a ser concluída no primeiro trimestre de 2005 - , a laminação por projeção, o tradicional spray-up representa o processo mais disseminado na indústria nacional, com pouco mais de 50% de atuação. A laminação manual corresponde por cerca de 15%, seguida pela laminação contínua e a vácuo, com índices em torno de 10%, cada. O RTM (Resin Transfer Moulding) possui 6% e a pultrusão 2%. Processos, como BMC (Bulk Moulding Compound) e SMC (Sheet Moulding Compound) representam 2% juntos. Os números do fabricante de resinas Cromitec confirmam estes índices. De acordo com Pazinatto, em média 70% das vendas ainda são de resinas para processos de molde aberto. Na opinião dele, pouco se evolui neste sentido, o que existem são processos novos, com aplicações específicas.
De acordo com Gilmar Auter, da Abcol, o processo reduz a emissão de resíduos ao ambiente. Ele faz uma comparação: mecanismos como o spray e o air less – uma variação do spray convencional, muito utilizado hoje, apresentam perdas superiores de material, se relacionados ao FIT. A partir da necessidade de inovar em processos, a Reichhold destaca o V.I.P. - Processo de Infusão a Vácuo (Vaccum Infusion Process). Trata-se de sistema com características de processo de molde fechado. De acordo com o representante do marketing da Reichhold Marcelo Delvaux, o processo apresenta como principais vantagens a redução nos custos e a reprodutividade superior à moldagem aberta. Prova da criatividade do industrial se dá também na MVC Tecnologia em Plástico, de São José dos Pinhais. A empresa adotou o processo RTM Integrado na fabricação de portinholas, grades e pára-choques de ônibus.
Há sete anos, 80% dos processos utilizados pela MVC eram spray-up e hand-lay-up. Neste ano, por mês, a produção em laminação à pistola e em laminação manual soma 200 toneladas, enquanto, vacumm forming, 540 t. O RTM light e RTM integrado representam 300 t/mês. A produção total da MVC em toneladas saltou de 4 mil para 13 mil, entre 1997 e 2004.
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