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PAÍS FIGURA ENTRE OS MAIORES RECICLADORES  

Em sua 5ª edição, o Prêmio EcoPet contou com 80 trabalhos inscritos, dos quais 15 concorreram na etapa final, concluída no dia 11 de novembro, em São Paulo. Criado pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), com o objetivo de estimular pessoas físicas ou jurídicas a desenvolver estudos e processos e aplicações inovadoras para o polietileno tereftalato (PET) reciclado, o prêmio é concedido anualmente pela entidade.  

O vencedor de cada categoria foi escolhido, ao vivo, por um corpo de jurados composto por associados da Abipet e representantes de entidades empresariais, do Senai e do Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea), além de formadores de opinião. O público presente também participou do júri popular. 

A estudante Ana Carolina Sampaio Frizzera, aluna do ensino fundamental, venceu na Categoria A, destinada a trabalhos escolares, com o projeto Peciclar (Pensar em Reciclar) que demonstrou como a reciclagem pode ser aprendida na escola de forma lúdica, habituando as crianças a lidar desde cedo com as questões ambientais. 

A Categoria B, para pesquisas acadêmicas e novos desenvolvimentos, premiou a Recicleta, uma bicicleta com reboque para transporte de materiais recicláveis idealizada por Fernando Barth. Na Categoria C, destinada a projetos originados na sociedade civil, o vencedor foi a APAE do município de Xaxim-SC, representada por Anne Margareth Knapp Fae. O trabalho denominado Coleta Seletiva de Lixo: Lixo Útil, Lixo que Não é Lixo beneficia diretamente os alunos especiais, envolve a comunidade e gera renda para a entidade e trabalhadores. 

O Compromisso Ambiental, projeto de coleta desenvolvido em seis cidades do Rio de Janeiro e Minas Gerais, levou o prêmio da Categoria D que contempla as iniciativas empresariais em prol da coleta de materiais e da educação ambiental. Criada neste ano, a Categoria E, para trabalhos artesanais, premiou a Cooperativa de Coleta Seletiva e Reciclagem União faz a Força de Itaquera (CRUFFI), responsável pela fabricação de bolsas, cujas vendas beneficiam diretamente os trabalhadores da coleta e artesãos. A íntegra dos trabalhos pode ser conferida no site da entidade (www.abipet.org.br). 

Mercado – O índice nacional de reciclagem de PET cresce em média 30% ao ano desde 1997. No ano passado alcançou 43%, totalizando 141.500 toneladas, uma elevação de 35% em relação ao volume reciclado em 2002. Os números de 2004 ainda não foram computados pela Abipet, porém a entidade estima evolução significativa.Os índices acumulados pelo setor colocam o Brasil no ranking dos maiores recicladores mundiais. “No Japão a coleta é superior, porém o volume reciclado fica atrás do brasileiro”, afirma o presidente da Abipet Alfredo Sette. De acordo com ele, em três anos, a reciclagem de PET deve atingir 60% do volume de resina virgem consumida no País.

Com a demanda de reciclados em alta, o maior gargalo do setor continua sendo a coleta e, conseqüentemente, a oferta de garrafas pós-consumo. “Dos mais de 5.500 municípios brasileiros, menos de 300 possuem coleta seletiva, segundo dados do IBGE”, diz Sette. A atividade depende sobretudo do trabalho dos catadores, profissão que aguarda regulamentação. A Abipet foi fundada em 1995 e congrega os fabricantes da resina e de embalagens de PET, além dos recicladores. Vassouras em foco – Para facilitar e mecanizar a fabricação de vassouras a partir de garrafas pós-consumo de polietileno tereftalato (PET), a C. Corsini, de Serra-ES, desenvolveu e patenteou uma série de equipamentos. O inventor e proprietário da empresa Clóvis Corsini garante que as máquinas, além de agilizar a produção, permitem a fabricação de quatro modelos de vassouras de uso doméstico (números 2, 3, 4 e 5).  

FIBRAS E NÃO TECIDOS ABSORVEM 34 % DA DEMANDA DE PET RECICLADO

FONTE: ABIPET

O kit é composto de um cortador de fundos que, como o nome já diz, separa o corpo do fundo da garrafa; de um desfiador, disponível nas versões manual ou elétrica, responsável por transformar as garrafas em tiras com diversos padrões de espessura, de acordo com a necessidade do produto; uma prensa para conformar o corpo da vassoura; e guilhotina para aparar as pontas e conferir acabamento à peça. 

A linha de produção completa, com o desfiador elétrico, custa R$ 2.380,00. Com o equipamento manual, fica em torno de R$ 1.550,00. “O desfiador elétrico aumenta a produção e melhora o aproveitamento do material”, garante. Na verdade, o equipamento é a peça chave do sistema criado por Corsini. “Desfia 1.500 garrafas por dia”, garante. Já o desfiador manual pode ser empregado como acessório para processar garrafas amassadas ou defeituosas, e custa R$ 170,00. A invenção garantiu a Corsini o primeiro lugar na etapa nacional do Prêmio CNI 2004, concedido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), na categoria Qualidade e Produtividade, modalidade micro e pequena indústria.

A premiação ocorreu em Brasília, em outubro. Concorreram mais de 64 mil projetos de 454 indústrias de todo o Brasil. “O sistema já está testado e 100% aprovado para a fabricação de vassouras, mas adequa-se também a outras aplicações artesanais.” Segundo Corsini, mais de 25 máquinas foram vendidas desde que o sistema foi criado em 2003. “Temos representantes em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Espírito Santo e vendemos para todo o Brasil.” Para patentear a invenção, Corsini contou com o apoio do Clube dos Inventores Brasileiros (www.inventar.com.br). 

Simone Ferro

 

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