Quatro versões das máquinas EPower foram expostas na feira: um modelo de 200 toneladas, injetando termoplásticos; uma RMT de 190 toneladas, processando baquelite; uma RMG de 200 toneladas, produzindo peças técnicas em borracha; e outra RMG de 100 toneladas, fabricando peças de LSR. 

A Krauss Maffei, outro fabricante alemão, apresentou duas novidades, informa o diretor da unidade brasileira Renato Benatti. Em sintonia com a grande quantidade de novas injetoras multicomponentes, a empresa divulgou a tecnologia SkinForm, que une a injeção termoplástica com a injeção de poliuretano por reação. Para ele, essa tecnologia deverá ser utilizada em peças para automóveis e substituirá a pintura “emborrachada” aplicada após a injeção das peças. 

X_Melt demanda injetora elétrica, diz Buchberger

A Krauss Maffei também introduziu uma novidade de processo. De acordo com Benatti, a empresa desenvolveu o sistema de injeção bicomponente que permite a injeção de embalagens para o setor alimentício, com núcleo em EVOA, capaz de conferir barreira ao oxigênio. 

A austríaca Engel apresentou diversas máquinas elétricas da série EMotion, mas o grande destaque, segundo Josef Buchberger, gerente de seviço da HDB, representante exclusiva da Engel no Brasil, foram as máquinas equipadas com o sistema XMelt, um novo processo de injeção seguido de expansão que permite tempos de enchimento de cavidade de centésimos de segundos.
Ribaldo: hidráulica opcional atende a clientes

O XMelt utiliza a compressibilidade do fundido plástico como um armazém de energia. O fundido é plastificado no espaço em frente à rosca, e em seguida é comprimido pela ação de pistão da peça. Quando o bico de injeção se abre, o fundido “explode” em direção à cavidade. No caso da máquina em exposição na feira, em apenas 0,02 segundos eram injetadas 5 g de matériaprima. 

O sistema é ideal para a produção de peças pequenas de alta precisão (com massa entre 0,1 e 20 g) ou muito finas (com paredes entre 0,1 mm e 1 mm), e não demanda injetoras especiais. A única exigência é que sejam elétricas. “O processo exige máquinas elétricas pois só elas conseguem controlar a posição da rosca com estabilidade após a abertura do bico de injeção”, disse Buchberger.

A Engel também destacou uma nova injetora elétrica de joelhos, para peças grandes, e uma máquina híbrida, com fechamento hidráulico (com as mesmas vantagens das máquinas sem colunas, limpa, com sistema hidráulico disponível para machos ou outras unidades hidráulicas) e dosagem e injeção elétrica (para manter a precisão de máquinas elétricas). “É uma combinação muito boa, cujo custo/benefício pode ser muito melhor que o de uma máquina elétrica, em algumas ocasiões”, afirmou o gerente da HDB.

SKinForm une termoplástico e poliuretano, diz Benatti

A Sandretto, empresa italiana do Grupo Cannon, trouxe duas novidades para Düsseldorf e apostou no lançamento de uma nova linha de máquinas elétricas com fechamento entre 30 t e 100 t. A série conta com três máquinas dotadas de sistema de fechamento patenteado, em que as funções de aproximação e fechamento são separadas. 

O sistema garante alto desempenho dinâmico, reduz o desgaste de partes móveis e proporciona perfeito paralelismo dos pratos. Também foi lançada a nova linha Mega H de injetoras com fechamento hidráulico de 600 t até 1.100 t. Essa linha de máquinas com duas placas também apresenta uma nova unidade de fechamento, que possibilita a redução do tamanho da injetora. 
X Melt: soluções para peças pequenas e precisas

Made in Brazil – Além das duas novas linhas, a Sandretto expôs as máquinas brasileiras da série Logica, lançadas em janeiro de 2004. A série de injetoras simples de custo atrativo, levada à Alemanha para ser exportada principalmente para os mercados emergentes do Leste Europeu, Rússia e Turquia, é produzida somente no Brasil, com distribuição mundial. 

“É uma máquina que fez muito sucesso, pois é precisa, repetitiva e tem bom desempenho, aliado ao custo competitivo”, garantiu Guido Pelizzari, diretor geral da Sandretto do Brasil. Alguns modelos da linha Logica foram vendidos para Rússia e Polônia, e estão em negociação vendas para o Egito e a Ìndia. Mas a China e o mercado asiático, que estão comprando quase a metade de todas as injetoras do mundo, ainda não estão nos planos da empresa. Sua capacidade instalada ainda não pode absorver a volúpia da demanda asiática. 

“A exportação para a Ásia é um investimento que precisa ser analisado de forma diferenciada”, ponderou Pelizzari. A empresa também expôs sua linha tradicional de máquinas, composta pelas injetoras Mach, para a produção de embalagens e peças técnicas de paredes finas (forças de fechamento entre 1,5 mil kN e 3,6 mil kN), e pelas injetoras Nove Multi, para aplicações multicomponentes e in mould assembly.
Heap: novo modelo PET-Line é o mais produtivo

Originária da Suíça, a Netstal reservou a K 2004 para o lançamento de sua primeira linha de injetoras integralmente elétricas, comercializadas sob a marca Elion. Tratase de linha de máquinas com forças de fechamento entre 50 t e 120 t – durante a feira foram expostos os modelos de 50 t, 90 t e 120 t, e o de 175 t deve ser lançado até 2005 – para aplicações médicas e peças técnicas de alta precisão e paredes finas. 

No segmento de injeção de préformas de PET, a Netstal apresentou o novo modelo da série PETLine, denominado 96 N. Baseada em plataforma com fechamento de 350 t, essa injetora é capaz de produzir mais de 36 mil préformas por hora, em ciclo de 9.6 s. 

Segundo Kevin Heap, gerente regional de vendas da unidade britânica da Netstal, nenhuma outra máquina de mesmo tamanho possui semelhante produção. A PETLine 96 N é equipada com molde de 96 cavidades, especialmente desenvolvido para a máquina pelo fabricante suíço Otto Hofstetter. Uma máquina com molde de 192 cavidades, plataforma de 600 t e produção ainda maior também já foi desenvolvida, mas não a tempo de aparecer na feira. Divulgação
A série Extra incorporou novos tamanhos

Comemorando aumento nas vendas da ordem de 14,6% no ano comercial 2003/2004 encerrado em setembro, o Demag Plastics Group apresentou novidades nas suas três linhas de equipamentos (Smart Line, Performance Line e Elite Line). Da Smart Line, composta por injetoras padrão, o grupo apresentou as novas máquinas Extra. 

Antes composta por nove tamanhos entre 250 kN e 2 mil kN de fechamento, a série agora incorpora modelos maiores, com as mesmas características de eficiência, ergonomia, relação custo/benefício vantajosa e pequenos prazos de entrega. As novas máquinas possuem reconhecimento automático da rosca, ejeção préselecionável no controlador Ergocontrol, e movimentos paralelos do ejetor e de abrimento do molde, de modo a reduzir os tempos de ciclo e elevar a produtividade da máquina. 

Um alternativa às máquinas padrão da série Extra são as máquinas equipadas com o novo controlador NC5, que deverá ser também integrado às outras linhas produzidas. Sucedendo o NC4, o controlador incorpora novas capacidades oferecidas pelos avanços na microinformática, incluindo maior capacidade de armazenamento de dados, interfaces USB e monitores do tipo touch screen.

Divulgação
Novo NC5 pode armazenar mais dados que o NC4

Na Performance Line (injetoras modulares elétricas hidráulicas), o grupo Demag expôs, pela primeira vez, a série Titan de injetoras de grande porte. Dotadas de sistema de fechamento de duas placas, as máquinas se destacam pelo amplo espaço entre as barras, que permite flexibilidade no uso de moldes grandes. 

O primeiro modelo, a Titan 1100, com 11 mil kN de fechamento, será sucedida por novos modelos até 40 mil kN de fechamento. Inicialmente, a série Titan complementará, e, em médio prazo, substituirá, as linhas atuais de máquinas de grande porte com duas placas.  Divulgação
A Titan 1100 é a novidade em grande portes

Durante o evento, uma Titan 1100/15709500 (11 mil kN de fechamento, espaço entre barras de 1.570 mm x 1.300 mm e unidade de injeção tamanho 9.500) com acionamento elétrico da rosca produziu capas protetoras feitas de fibras de vidro longas reforçadas com PP. 

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