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INJEÇÃO E EXTRUSÃO EXIBEM NOVAS TENDÊNCIAS
As injetoras multicomponentes voltaram com força
para o palco principal da indústria mundial do plástico. Depois do frisson das máquinas elétricas em Texto e fotos de Márcio Azevedo Os movimentados estandes dos fabricantes de injetoras não confirmaram, ainda nesta edição da K, a preferência ou a supremacia das injetoras elétricas. Embora quase todos eles tenham seus modelos servoacionados, e não se cansem de realçar as qualidades dessas máquinas (economia de energia, precisão e limpeza), grande parte deles confessa, longe dos holofotes, que as elétricas ainda são caras, e nem todos os clientes realmente precisam de injetoras tão sofisticadas para suas aplicações. Assim, uma alternativa que alia qualidades de máquinas elétricas e hidráulicas e que tem angariado espaço no mercado são as máquinas híbridas, muitas delas produzidas de acordo com as necessidades dos clientes. Mas, essa é apenas uma das tendências. Muitos fabricantes estão apostando na substituição do vidro pelo policarbonato, em aplicações automotivas, já que é recente a tecnologia que permite a produção de peças de grande porte injetadas no plástico de engenharia. Também ficaram patentes os esforços para a redução de tamanho das grandes injetoras, com máquinas de menor força de fechamento realizando o trabalho de concorrentes mais robustas, e a injeção – ou microinjeção – de peças cada vez menores, e de alta precisão, com massas que nem chegam a 1 g. A principal tendência, no entanto, foram as máquinas de injeção multicomponente, tecnologia que não é nova, mas cujas aplicações surgem freneticamente.
Em casa, os alemães mostraram pela primeira vez a fabricação de tetos solares de policarbonato, com área entre 0,6 m2 e 0,8 m2, seguida da sobreinjeção da moldura para vedação na mesma máquina, equipada com duas unidades de injeção horizontais em lados opostos. Uma delas, operando pelo processo IMPmore, injeta a janela automotiva em policarbonato transparente. Quando as placas móveis se afastam, a central gira (os tirantes se retraem junto com as duas placas móveis) e, no lado oposto, a outra unidade de injeção sobreinjeta a moldura em TPU. A peça sai pronta para o uso no carro, informa Marcos Cardenal, engenheiro de vendas da filial brasileira. Além das vantagens da substituição do vidro pelo policarbonato, mais resistente à fragmentação e 40% mais leve, a novidade também permite redução do custo de fabricação após o curto prazo.
Nas faixas de menores forças, a Battenfeld apresentou os dois novos tamanhos da série HM, com 2,1 mil kN e 2,7 mil kN de fechamento. O modelo em exposição, com mesa rotatória servoacionada, produziu meias carcaças para chaves de fenda elétricas da Bosch, em moldes de dois componentes (uma préforma de poliamida com um componente em soft TPE).
Das dez injetoras Allrounder expostas nos 425 m2 do estande movimentadíssimo, quatro eram multicomponentes. De acordo com Susanne Wurst, do departamento de relações públicas, embora a injeção multicomponente não seja nova, há muitas novas aplicações devido à possibilidade de fabricação de peças com diferentes partes, ou que já saem prontas da injetora, em uma única máquina.
Para driblar a questão, a Arburg projetou uma máquina com sistemas de injeção dispostos em “L”, um operando pela placa fixa e o outro pelos canais resfriados.
A empresa também apresentou o novo modelo da linha Alldrive, a injetora 320 A. O princípio dessa linha, segundo Susanne, não é produzir injetoras exclusivamente elétricas, mas oferecer máquinas adequadas às necessidades dos clientes. As máquinas Alldrive podem ter seus eixos principais acionados eletricamente, e os auxiliares, hidraulicamente, mas também podem ser totalmente elétricas ou hidráulicas. A 320 A possui forças de fechamento entre 500 kN e 600 kN, e pode ser combinada a diâmetros de rosca de 25 mm, 30 mm e 35 mm. Mas a principal atração da empresa veio da área de tecnologia de comando, o novo Selogica Direct.
Elétricas renovadas – A Mir, da Itália, apostou na renovação da linha EPower de máquinas elétricas. Algumas injetoras dessa série podem ter até mais de seis motores para movimentos diferentes, mas os modelos mais simples operam com quatro motores em linha, controlando os movimentos de fechamento, extração, carga, injeção e descompressão. Mas, como declara Márcio Ribaldo, diretor da unidade brasileira, foi mantida uma unidade hidráulica opcional, pois muitos clientes ainda precisam de extrações hidráulicas.
O diretor ressaltou, no entanto, que o principal lançamento da empresa são as máquinas elétricas para a injeção de termofixos (baquelite e poliéster podem ser processados) e borracha natural ou sintética, as primeiras do mercado.
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