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Segredo é simplificar – Tradicional fabricante japonesa de máquinas de estágio único, a Aoki concentra esforços no desenvolvimento de modelos que propiciem custos unitários das embalagens compatíveis com os custos das pré-fôrmas. “Nosso lema é produzir máquinas de injeção-estiramento-sopro com mecanismos avançados, mas cada vez mais simples, não só capazes de produzir embalagens para pequenas doses, cujos gargalos não ultrapassem diâmetros de 5 mm, mas também especificadas para grandes volumes e com bocas largas, livrando os clientes da dependência da compra de pré-fôrmas ofertadas no mercado”, considerou o engenheiro Luciano Garutti, gerente comercial da subsidiária brasileira da Aoki. Providas da tecnologia Direct Heatcon, as máquinas da Aoki contam com sistema exclusivo de condicionamento direto de temperatura, que dispensa o reaquecimento das pré-fôrmas antes do sopro, fazendo com que saiam da estação de injeção e sigam diretamente para a estação de sopro, propiciando num único estágio a operação de três estações (injeção, estiramento e sopro). Esse sistema, segundo Garutti, além de facilitar e oferecer maior precisão às moldagens em ciclos rápidos, possibilita a fabricação de embalagens com paredes finas, permitindo produções não só em PET, como também em policarbonato, polietileno naftalato (PEN), polietersulfona (PES), polipropileno, poliamida e poliestireno de alto impacto. Em comparação com os sistemas convencionais mais antigos, providos de quatro estações, as máquinas de três estações chegam a operar com ciclos no mínimo 30% mais rápidos. Com máquinas dessa geração também é possível formar parte do gargalo por sopro, com reduções de peso na faixa de 3 gramas, e reduções de ciclo, entre 3 e 5 segundos. Tornam-se ainda viáveis as moldagens de gargalos descentralizados, tendência observada em embalagens para óleos lubrificantes para motores, e de frascos ovais, atualmente requisitados para xampús, sabonetes líquidos, molhos e detergentes. “Nossas máquinas propiciam amplo leque de oportunidades para o transformador, que poderá buscar negócios em diferentes mercados e pretenda trabalhar numa faixa de produção de 4 milhões de embalagens/mês”, considerou Garutti. O modelo mais consagrado da Aoki no mercado brasileiro, e que inclusive esteve em exposição na última K, é o SB3-250LL-50S. Com capacidade de injeção de 250 cm³ de resina por ciclo e 50 toneladas de força de fechamento, esse sistema sopra PET, PP e PC.
Noutra aplicação, desta vez sem alterações no peso, foi possível moldar um frasco de 510 mL, correspondente a 35 gramas, obtendo-se reduções no ciclo de produção de 16,5 segundos para 9 segundos, ou seja, quase dobrando a produtividade na linha de embalagens. O sopro de PET já alcançou altos níveis de velocidade e produtividade, mas quando a competição aumenta é natural que os fabricantes se preocupem também em oferecer serviços de assistência técnica com maior eficiência para o mercado. A Husky, por exemplo, coloca ao acesso dos clientes serviços de prototipagem de pré-fôrmas e garrafas, avaliação de resinas e aditivos e desenvolvimento de embalagens, abrangendo desde o conceito até o protótipo, levando em conta reduções de peso e tempos de ciclo para aperfeiçoar os projetos. Com um diferencial de atendimento realizado por meio de equipe de 25 profissionais, a empresa assume o compromisso de reposição de peças no prazo máximo de 24 horas.
Segundo ele, três aspectos devem pesar na decisão de compra de um sistema de sopro: repetibilidade, desempenho e suporte técnico especializado, pois, do contrário, compra-se um problema e não uma solução, principalmente levando em conta o grande número de máquinas e componentes importados. “No Brasil, as peças para reposição poderiam chegar em 24 horas, mas encontram na alfândega brasileira um dos trâmites mais morosos do mundo. É um grande contra-senso o governo permitir a importação de máquinas, mas não facilitar a importação de componentes”, considerou Souza. Com prazo de garantia de 37 meses, as linhas de sopro da Husky são gigantescas, contando até com 144 cavidades, mas passaram a também incluir mais recentemente sistemas voltados para mais baixas produções. “Nossos desenvolvimentos mais recentes surgiram por termos observado uma mudança de atitude no mercado, com os fabricantes querendo produzir pré-fôrmas, injetar e soprar, para acondicionar seus produtos e, em função desse comportamento, originaram-se o sistemas da série IndexSB”, afirmou Souza. Caracterizadas por um único estágio de produção de garrafas de 25 mL até 5 litros, as máquinas do sistema IndexSB são concebidas com sistema rotativo de indexação do molde, podendo-se injetar ampla variedade de pré-fôrmas, alternar as produções apenas com a troca dos moldes, obtendo-se embalagens em PET com diferentes acabamentos e diâmetros nos gargalos. No sistema IndexSB, enquanto a matriz de injeção pode ser dimensionada com 4 até 24 cavidades, as cavidades de sopro vão de duas até doze. Nesse sistema, as pré-fôrmas são produzidas em máquina Index dupla face, com o uso de duas placas macho montadas em placa rotativa. Após a moldagem, as placas giram a 180°C, e aguardam o próximo ciclo. Na seqüência de produção, as pré-fôrmas permanecem nos machos, onde irão receber resfriamento prolongado, reduzindo o tempo de ciclo no molde e aumentando a qualidade da pré-fôrma, sendo extraídas ao final por placa de extração que, encaixada em robô existente na entrada superior da máquina, irá transferir a pré-fôrma para a mesa giratória no módulo de moldagem por sopro.
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