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SOPRADORAS PET DÁ NOVO FÔLEGO AO MERCADO DE SOPRO Rose de Moraes A engenharia do sopro do PET propiciou negócios de vulto em todas as partes do planeta. Foi triunfante nas últimas décadas no mercado de refrigerantes e continua espalhando recursos avançados para a produção de embalagens de água mineral, sucos, óleos, temperos, cervejas, cosméticos, entre outros, inovando continuamente para vencer resistências, tendo por alvo não somente o vidro e a lata, mas também os cartonados. O exemplo mais recente vem do norte da Itália, onde desde o final de junho, a central leiteira Centrale del Latte di Brescia, sediada na cidade do mesmo nome, produz e envasa leite UHT em PET. “Trata-se da nossa primeira linha completa de sopro de PET para leite longa vida”, afirmou o diretor comercial da Krones do Brasil, Rogério Baldauf. A tecnologia de envase asséptico do leite em PET contou com projeto da Krones AG, da Alemanha, inicialmente prevendo prazo de 90 dias de conservação para o produto. Mas é possível, segundo Baldauf, estender esse período de validade para até seis meses. A linha PET-Asept da Krones representa a terceira geração de máquinas de sopro com sistema de envase asséptico. O conjunto é constituído por máquina de sopro e estiramento de pré-fôrmas da linha Contiform S, provida de sistema de envase, denominado Isolator. A capacidade de produção atinge 12 mil embalagens/hora, em volumes de 500 mL e 1 litro. Antes de introduzir o leite envasado em PET no mercado, vários ensaios comprovaram as propriedades de barreira do material e afastaram possíveis interações do leite com o PET. Ao final dos estudos, a central leiteira italiana decidiu embalar e decorar a garrafa até a tampa com sistema sleeve metalizado, confeccionado em filme de PET, o que resultou não só em maior proteção contra a luz e aumentou a barreira ao oxigênio, mas também ofereceu aparência colorida e bastante atrativa para as embalagens nos pontos de venda. A Krones também instalou em 2003 um sistema completo com equipamentos da linha Contiform S24 de sopro de pré-fôrmas e envase de cervejas em PET na Cervejaria Holsten, de Hamburgo, na Alemanha, com capacidade para produzir 36 mil garrafas de 500 mL/hora. O projeto da garrafa foi dimensionado com fundo petalóide, com oito pétalas, visando oferecer maior resistência interna à pressão. Contudo, não é preciso ir tão longe para encontrar projetos inovadores de sopro focados em cervejas. Aqui mesmo no Brasil, em Belém do Pará, a Krones adaptou recentemente uma linha de sopro de pré-fôrmas e envase de PEN (polietileno naftalato) para a Cervejaria Cerpa. Foi o primeiro projeto do continente americano de sopro de PEN para acondicionar cervejas em embalagens de 390 mL. Até o final deste ano, quatro novas linhas de sopro de PET da Krones também deverão estar concluídas em fábricas da Schinkariol para produzir refrigerantes, água mineral e sucos, em embalagens de 250 mL, 300 mL, 450 mL, 500 mL, 1 litro e 2 litros. Duas linhas entrarão em operação em Igrejinha–RS, e as duas outras, em Alagoinhas–BA, e no Recife–PE, cada qual com capacidade para produzir entre 10 mil até 20 mil garrafas/hora. Os equipamentos que mais chamam a atenção nessas linhas são as enchedoras volumétricas com medidores de vazão indutivos. “Bem mais eficientes em relação ao enchimento convencional gravimétrico por nível, essas enchedoras têm alta precisão, com l,5 mililitro de desvio padrão, e operam de acordo com preceitos de higiene, não havendo contato das peças móveis com o produto que está sendo envasado”, explicou Baldauf. Outro aspecto importante é que, com o uso das atuais tecnologias, será possível operar não só com PET, mas também com PP, bastando, para isso, proceder apenas alguns ajustes nas máquinas. Nesse e demais casos, os projetos contam com suporte do laboratório central, instalado na Alemanha, onde são desenvolvidos os desenhos das pré-fôrmas, considerando-se variáveis de pressão interna, produto a ser envasado, se carbonatado ou não, carga superior (top load) a ser suportada no empilhamento, e características geométricas. Além do apoio internacional, a Krones do Brasil deverá em 2005 receber maior apoio e autonomia para atuar como centro tecnológico responsável por todas as atividades implementadas pelo grupo na América do Sul, informou o diretor.
A linha de sopradoras Contiform inclui até o momento vários modelos pertencentes às séries S, H e SK. As séries S e H possuem desde 8 até cavidades, integrando no último caso sistemas para enchimentos a quente (hot filling), enquanto a SK, composta de máquinas com 30 e 40 cavidades, é capaz de produzir até 60 mil garrafas/hora, tomando-se por parâmetro embalagens de 750 mL.
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