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Made in Brazil – A Dal Maschio nasceu na Itália em 1939, época em que a automação da indústria ainda era algo impensável. A sua produção de robôs começou em 1973, quando as empresas européias fabricantes de peças de plástico injetadas já se preocupavam com a automação de suas unidades. A DM chegou ao Brasil no início dos anos 90, a partir de um contrato de representação comercial feito com a Semeraro, à época, uma das principais produtoras nacionais de injetoras.
Esse fato é apresentado pelo executivo como importante diferencial competitivo. Em sua opinião, uma das principais vantagens que a produção local confere à empresa encontra-se no fato dos clientes pagarem as máquinas em reais.
A DM soma hoje mais de 500 robôs instalados no Brasil. Entre os seus modelos, o 3E 2400K, dotado com três eixos servo-controlados, é apontado como top de linha. “Desde que implantamos a fábrica por aqui, as vendas têm crescido 50% ao ano. Em 2004 queremos manter essa média, vendendo 48 robôs, contra os 34 robôs comercializados no ano passado”, informa Gomes. No primeiro semestre comercializou 23 unidades. O executivo reclama que uma falha na fiscalização feita pelo governo no processo de importação de robôs pelas concorrentes impede que esse desempenho seja ainda melhor. “Algumas empresas declaram que os robôs que estão importando são para outras finalidades e não têm similares nacionais. Como as declarações não são conferidas, conseguem isenções fiscais indevidas”, acusa. Importadoras – A Star Seiki nasceu no Japão em 1964. De olho no mercado da Coréia do Sul, firmou, em 1990, uma parceria com a Yudo Star, empresa coreana relacionada entre os grandes nomes mundiais na fabricação de câmaras quentes para moldes de injeção. Com o acordo, os robôs Star Seiki passaram a ser fabricados nos dois países. O Japão se especializou na produção dos modelos mais sofisticados e a Coréia nas linhas mais simples. “No Brasil, a Star Seiki entrou no início dos anos 90, a partir de um acordo com a Romi, que se transformou em seu representante exclusivo”, conta Kang. Em 1997, a empresa resolveu abrir um escritório de vendas próprio. “A partir de 2001 passamos por muitas dificuldades, mas nos últimos meses as vendas estão reagindo”, diz Lang.
A história da Wittmann começa a ser contada em 1975, na Áustria, quando o engenheiro Werner Wittmann, com larga experiência em indústria plástica, inicia a produção de reguladores de fluxo. A partir de 1985, a empresa fabrica os primeiros robôs da série CNC. Três anos depois, compra a fábrica de robôs da alemã Colortronic. Instalada no Brasil desde maio de 2000, oferece, além de robôs, sistemas de alimentação, rotâmetros, controladores de temperatura, desumidificadores, moinhos e uma série de outros equipamentos. Quando o assunto é a venda de robôs, a Wittmann também passa por momentos semelhantes aos das concorrentes.
O modelo mais recente da empresa é o W720, lançado no mercado brasileiro em abril deste ano e já teve suas primeiras unidades vendidas para a BSH Continental. A fabricante de eletrodomésticos de linha branca adquiriu duas unidades para a sua fábrica localizada em Hortolândia-SP. O modelo pode ser acoplado em injetoras de até 400 toneladas de força de fechamento e possui sistema de acionamento misto, sendo pneumático nos eixos longitudinal e vertical, e elétrico no eixo transversal.
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