Made in Brazil – A Dal Maschio nasceu na Itália em 1939, época em que a automação da indústria ainda era algo impensável. A sua produção de robôs começou em 1973, quando as empresas européias fabricantes de peças de plástico injetadas já se preocupavam com a automação de suas unidades.

A DM chegou ao Brasil no início dos anos 90, a partir de um contrato de representação comercial feito com a Semeraro, à época, uma das principais produtoras nacionais de injetoras. 

A crise econômica da década de 90 levou a Semeraro a abandonar a fabricação de injetoras e a DM, então, resolveu investir na implantação de uma fábrica de robôs por aqui. “Hoje, quase todos os componentes de nossas máquinas são nacionais, somente o comando numérico é importado da Itália”, diz Gomes.

Cuca Jorge
Gomes: preços da Dal Maschio são reais

Esse fato é apresentado pelo executivo como importante diferencial competitivo. Em sua opinião, uma das principais vantagens que a produção local confere à empresa encontra-se no fato dos clientes pagarem as máquinas em reais. 

“Nossos preços não estão sujeitos à oscilação do dólar”, argumenta. A possibilidade de prestar assistência técnica dentro de prazos reduzidos é outro quesito apontado como muito importante. Além disso, a empresa produz no Brasil com maior agilidade as garras utilizadas para a manipulação das peças injetadas. Divulgação
Wittman comemora vendas

A DM soma hoje mais de 500 robôs instalados no Brasil. Entre os seus modelos, o 3E 2400K, dotado com três eixos servo-controlados, é apontado como top de linha. “Desde que implantamos a fábrica por aqui, as vendas têm crescido 50% ao ano. Em 2004 queremos manter essa média, vendendo 48 robôs, contra os 34 robôs comercializados no ano passado”, informa Gomes. No primeiro semestre comercializou 23 unidades. O executivo reclama que uma falha na fiscalização feita pelo governo no processo de importação de robôs pelas concorrentes impede que esse desempenho seja ainda melhor. “Algumas empresas declaram que os robôs que estão importando são para outras finalidades e não têm similares nacionais. Como as declarações não são conferidas, conseguem isenções fiscais indevidas”, acusa.

Importadoras – A Star Seiki nasceu no Japão em 1964. De olho no mercado da Coréia do Sul, firmou, em 1990, uma parceria com a Yudo Star, empresa coreana relacionada entre os grandes nomes mundiais na fabricação de câmaras quentes para moldes de injeção. Com o acordo, os robôs Star Seiki passaram a ser fabricados nos dois países. O Japão se especializou na produção dos modelos mais sofisticados e a Coréia nas linhas mais simples.

“No Brasil, a Star Seiki entrou no início dos anos 90, a partir de um acordo com a Romi, que se transformou em seu representante exclusivo”, conta Kang. Em 1997, a empresa resolveu abrir um escritório de vendas próprio. “A partir de 2001 passamos por muitas dificuldades, mas nos últimos meses as vendas estão reagindo”, diz Lang.

Ele acredita que o futuro do negócio é bastante promissor, se a economia nacional registrar índices de crescimento razoáveis. O potencial de negócios é enorme, assegura. “No Japão, 85% das injetoras estão acopladas a robôs. Na Coréia, 75%. No Brasil, acho que ainda não chegamos a 5%”, informa. O modelo mais recente da empresa é o Smus V, dotado com servo-motores para acionar seus eixos, que começa a ser mostrado para os clientes brasileiros. Cuca Jorge
Kang: depois de dificuldades, boas vendas

A história da Wittmann começa a ser contada em 1975, na Áustria, quando o engenheiro Werner Wittmann, com larga experiência em indústria plástica, inicia a produção de reguladores de fluxo. A partir de 1985, a empresa fabrica os primeiros robôs da série CNC. Três anos depois, compra a fábrica de robôs da alemã Colortronic. Instalada no Brasil desde maio de 2000, oferece, além de robôs, sistemas de alimentação, rotâmetros, controladores de temperatura, desumidificadores, moinhos e uma série de outros equipamentos.

Quando o assunto é a venda de robôs, a Wittmann também passa por momentos semelhantes aos das concorrentes. 

“Dependemos muito do desempenho da economia, em especial da indústria automobilística, e fomos diretamente afetados pelas crises que se sucederam a partir do ano 2000. 

Nos últimos seis meses, no entanto, estamos encontrando muitos sinais positivos, as empresas estão mais encorajadas a fazer investimentos”, conta Milito. A empresa fechou o primeiro semestre com 20 unidades vendidas, um número recorde no mercado nacional. Hoje, conta perto de 100 máquinas instaladas no País. “Nosso sonho é que o mercado continue a crescer e no futuro possamos vir a investir em uma fábrica no Brasil, voltada para abastecer todo o mercado da América do Sul”, acrescenta o dirigente.

Cuca Jorge
Milito: sonho de construir fábrica nacional no futuro

O modelo mais recente da empresa é o W720, lançado no mercado brasileiro em abril deste ano e já teve suas primeiras unidades vendidas para a BSH Continental. A fabricante de eletrodomésticos de linha branca adquiriu duas unidades para a sua fábrica localizada em Hortolândia-SP. O modelo pode ser acoplado em injetoras de até 400 toneladas de força de fechamento e possui sistema de acionamento misto, sendo pneumático nos eixos longitudinal e vertical, e elétrico no eixo transversal. 

 

<<< Anterior

Próxima >>>