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POLO INAUGURA NOVA FÁBRICA DE BOPP
Com investimento de R$ 40 milhões, começa a operar em novembro a nova unidade industrial da Polo, de Montenegro-RS, fabricante de polipropileno biorientado (BOPP). Inaugurada em 2001, para processar 18 mil toneladas/ano, a fábrica poderá processar 48 mil toneladas/ano a partir da ampliação. Hoje a Polo conta com capacidade nominal de 30 mil toneladas/ano, incluindo sua unidade de Varginha, em Minas Gerais. O novo empreendimento permitirá aumentar o volume total para 60 mil toneladas anuais e criará 130 novos empregos diretos. Com isso, a Polo passará a contar com um quadro de pessoal de 350 funcionários, levando em conta as unidades nos dois estados e as áreas de assistência técnica e distribuição, em São Paulo.
O presidente da Polo Jorge Vargas Cardoso acredita no crescimento expressivo do consumo de plástico no Brasil, até quatro vezes o valor do PIB nos próximos dez anos, e antecipou a intenção da empresa em alçar vôos cada vez mais ousados também no mercado externo. Atualmente, a firma exporta 30% do BOPP processado, mas, quando a nova capacidade produtiva atingir o pico, pretende aumentar para 40%, passando de 9 mil para 24 mil toneladas anuais, para mais de 20 países, entre os quais EUA, Holanda, Rússia, África do Sul e Omã.
Na unidade de Minas Gerais a Polo produz filmes para embalagens de cigarro e para caixas de bombons. Mas aos poucos o BOPP vai entrando em outras áreas antes dominadas pela resina de poliéster e o polietileno, como as embalagens de papel higiênico e sacos para a erva-mate vendida no varejo. Hoje o BOPP reina absoluto em indústrias de alimentos cujas embalagens exigem alta qualidade de impressão, caso das batatas fritas do tipo chips, rações para cachorros e sorvetes. O BOPP é também empregado na confecção de fitas adesivas e responde ainda por 100% do mercado de biscoitos recheados.
A nova fábrica não é a única novidade na Polo em Montenegro. Um prédio novo foi construído e inaugurado recentemente para centralizar toda a operação administrativa e financeira da Polo. Além disso, o local ganhou uma área de pesquisa, o Centro Polo de Tecnologia e Inovação, outro investimento de mais R$ 1,5 milhão para a compra de equipamentos com tecnologia de ponta entre os quais se destacam o OTR, capaz de identificar a barreira do filme ao oxigênio, e o WTR, para medir a resistência do BOPP ao vapor de água.
No centro de desenvolvimento tecnológico a Polo desenvolve produtos de alto valor agregado na área de especialidades, como o filme biodegradável e o filme antifog, este último com capacidade de absorver a umidade dos alimentos prontos em supermercados, tornando a visualização dos alimentos transparente. "São produtos já consolidados", enfatiza Cardoso. Conforme ele, o aperfeiçoamento dos filmes responde a uma exigência do mercado, pois o consumidor quer alimentos com embalagens cada vez mais seguras, capazes de garantir higiene e conservação dentro dos mais altos padrões estabelecidos pela legislação de saúde. Para o próximo ano, a Polo promete dez novos produtos direcionados a seus mercados compradores.
Também na área de desenvolvimento tecnológico, a Polo mantém parcerias com diversas instituições voltadas às pesquisas e ensaios com polímeros como a Unidade Descentralizada de Ensino de Sapucaia do Sul (CEFET-UNED), o Centro de Pesquisa em Polímeros da Universidade Luterana Brasileira (Ceped-Ulbra) e com o Instituto de Tecnologia de Alimentos de São Paulo, o Ital. Outro ponto de apoio da Polo, quando o tema é desenvolvimento e testes de produto, é o Grupo Braskem, detentor do principal centro tecnológico da indústria de polímeros na América Latina, localizado quase ao lado da planta da Polo.
O presidente da empresa destacou ainda que a busca de atualização tecnológica e a conquista de novos produtos ocorrem também pela participação da Polo em eventos como a International Business Conference of BOPP, na Alemanha, a Fispal, em São Paulo, e na maior feira de embalagens flexíveis do mundo - a Packexpo, em Chicago, EUA. "A Polo também desenvolve uma consistente política de pessoal, apostando forte no contínuo aperfeiçoamento profissional de seus colaboradores, bem como de integração com a comunidade de Montenegro com o fornecimento de cestas básicas, doação de brindes e brinquedos para creches e orfanatos, entre vários projetos e eventos comunitários", salientou o presidente.
Cardoso fez uma avaliação sobre a decisão da Polo em consolidar seu parque fabril em Montenegro, cidade vizinha a Triunfo, onde se localiza o Pólo Petroquímico de primeira e segunda geração do Rio Grande do Sul. Ele considera satisfatória a experiência por ter encontrado na região oferta suficiente de polipropileno, mão-de-obra qualificada e logística privilegiada para atingir os países do Mercosul, pois o Estado é o centro mais próximo do principal comprador dentro do bloco econômico, a Argentina.
A Polo Indústria e Comércio pertence ao Grupo Unigel, sediado em São Paulo (SP), com capital 100% nacional, formado por empresas com negócios diversificados na petroquímica, transformação de plásticos e outros, registrando um faturamento anual da ordem de R$ 1 bilhão. O faturamento da Polo em 2003, de R$ 175,0 milhões, superou em 20% o de 2002, devendo atingir R$ 350 milhões em 2005. Conforme o último balanço anual da empresa, em 2003, a receita bruta com exportações bateu os US$ 10 milhões, crescendo 10% em relação aos anos anteriores.
Fernando de Castro
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