Modernização – O Brasil conta atualmente com seis fabricantes de injetoras, Himaco, Jasot, Pavan Zanetti, Romi, Sandretto e Storck. Disputam o mercado ainda grande número de empresas estrangeiras, muitas delas estabelecidas no País, com sede própria, assistência técnica e show room. Pelos cálculos da Abimaq, existem 20 mil injetoras em operação no País, das quais mais de 50% têm acima de 15 anos de uso. “A renovação do parque já começou, porém não no ritmo esperado”, diz Pellizari.

Dessa opinião compartilha o chefe do setor de engenharia de marketing injetoras, da Romi, de Santa Bárbara d’Oeste SP, Antonio Dottori. Segundo ele, boa parte do parque instalado compõe-se de máquinas com alto consumo energético e sem conformidade com a norma nacional de segurança NR12. Cuca Jorge
Dottori: equipamentos novos eliminam até quatro atingos

De acordo com Dottori, assim como os demais ramos industriais brasileiros, a fabricação de máquinas injetoras cresceu em relação a 2003. “Os clientes buscam aumentar a produção, com menor gasto energético na transformação e maior produtividade, por isso investem em equipamentos mais modernos, rápidos e seguros.”

Para incentivar tais investimentos, entrou em vigor em agosto o Programa de Modernização do Parque Industrial Nacional (Modermaq), com orçamento de R$ 2,5 bilhões. O programa, encabeçado pela Abimaq, prevê a troca de equipamentos antigos por modelos mais modernos e oferece algumas facilidades na obtenção de crédito. Mesmo assim, tem recebido críticas em virtude da dificuldade de acesso das micro, pequenas e médias empresas. (Leia mais sobre o Modermaq no Anuário Brasileiro do Plástico, edição 2004/2005).

Segundo Dottori, a substituição deve ser incentivada e controlada, pois não permite apenas a modernização do parque mas contribui para a redução do consumo energético brasileiro, entre outros fatores. “Cada equipamento novo tem de eliminar de três a quatro antigos.” 

 A estratégia contribui para que o Brasil suporte o crescimento previsto e anunciado sem problemas, o que depende também da sustentação das bases de matérias primas, fornecimento de energia e logística para o escoamento dos produtos injetados. “Caso isso não ocorra, haverá limitação.” Cuca Jorge
Pellizari: demanda vai crecer pelo menos 30%

Na avaliação de Dottori, o mercado brasileiro de plástico está “patinando” no consumo per capita de 22 a 24 Kg/ano. “Em 2004, deverá crescer de 10 a 15%”. A injeção responde por algo em torno de 16%. A expectativa é que a elevação do consumo de resinas impulsione o mercado de máquinas. “A necessidade de transformar mais resinas vai gerar maior demanda de injetoras.” Dentre as perspectivas da Romi para 2005, Dottori cita a manutenção dos índices de crescimento da empresa, além da ampliação das linhas de injetoras elétricas, para ciclo rápido e de grande porte. Compõe a linha de máquinas, a série hidráulica Primax R, de 65 a 1.100 t de força de fechamento, de uso geral e equipada com painel Controlmaster 8.

A Primax R, com Painel Controlmaster 9, dividi-se em dois grupos, as menores (até 300 t) com plastificação hidráulica e as maiores híbridas (até 1.100 t), com plastificação elétrica. A série híbrida Velox H, possui plastificação elétrica, painel Controlmaster 9 e destina-se a ciclos ultra-rápidos, segundo o fabricante. A Romi fabrica ainda injetoras com duas placas, série DP, para a produção de peças de grande porte, 

“Tratam-se de injetoras híbridas com plastificação elétrica até 2.200 t de força de fechamento.” A totalmente elétrica, série Eletramax vai desde 100 até 220 t. Divulgação
Injetora híbrida com ciclos rápidos

Estreante – Tradicional fabricante de injetoras de borracha, a Storck, de Curitiba-PR, voltou-se para o mercado de termoplásticos há dois anos. 

 Cuca Jorge Desde então, apresentou duas séries de máquinas, a Classic e a Excel (para ciclos rápidos), com modelos desde 160 t até 350 toneladas de fechamento. “As injetoras de 450 t e 600 t estão em desenvolvimento”, afirma o gerente de vendas Venceslau B. Salmeron. 

A linha será composta por modelos até 1.000 t de força de fechamento, com lançamento previsto para 2006. 

 
Salmeron: modelo de 1.000 t será lançado em 2006

“Trata-se de um equipamento diferenciado para concorrer com a máquina importada”, avalia. Desenvolvidas com tecnologia nacional, as séries possuem fechamento hidráulico, controlador lógico programável (CLP) touch-screen, transdutores ultra-sônicos e servo bombas no lugar de bombas de vazão variável. “A máquina não necessita de lubrificação pois a placa móvel corre sobre guias lineares sem contato com as colunas.”

Contam ainda com acumulador no fechamento, na injeção e opcionalmente na dosagem elétrica. De acordo com Salmeron, o fechamento hidráulico possibilitou maior distância entre colunas. “Nos modelos até 350 t chega a 760 mm x 760 mm, na 450 t será de 920 mm x 920 mm.” Além do lançamento de novos modelos, faz parte ainda dos planos da empresa a ampliação da fábrica. Atualmente, a Storck tem capacidade para produzir 5 máquinas por mês, entre injetoras de plásticos e de borracha. “Devemos alcançar 10 unidades/mês até 2006.” 

 

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