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Modernização – O Brasil conta atualmente com seis fabricantes de injetoras, Himaco, Jasot, Pavan Zanetti, Romi, Sandretto e Storck. Disputam o mercado ainda grande número de empresas estrangeiras, muitas delas estabelecidas no País, com sede própria, assistência técnica e show room. Pelos cálculos da Abimaq, existem 20 mil injetoras em operação no País, das quais mais de 50% têm acima de 15 anos de uso. “A renovação do parque já começou, porém não no ritmo esperado”, diz Pellizari.
De acordo com Dottori, assim como os demais ramos industriais brasileiros, a fabricação de máquinas injetoras cresceu em relação a 2003. “Os clientes buscam aumentar a produção, com menor gasto energético na transformação e maior produtividade, por isso investem em equipamentos mais modernos, rápidos e seguros.” Para incentivar tais investimentos, entrou em vigor em agosto o Programa de Modernização do Parque Industrial Nacional (Modermaq), com orçamento de R$ 2,5 bilhões. O programa, encabeçado pela Abimaq, prevê a troca de equipamentos antigos por modelos mais modernos e oferece algumas facilidades na obtenção de crédito. Mesmo assim, tem recebido críticas em virtude da dificuldade de acesso das micro, pequenas e médias empresas. (Leia mais sobre o Modermaq no Anuário Brasileiro do Plástico, edição 2004/2005). Segundo Dottori, a substituição deve ser incentivada e controlada, pois não permite apenas a modernização do parque mas contribui para a redução do consumo energético brasileiro, entre outros fatores. “Cada equipamento novo tem de eliminar de três a quatro antigos.”
Na avaliação de Dottori, o mercado brasileiro de plástico está “patinando” no consumo per capita de 22 a 24 Kg/ano. “Em 2004, deverá crescer de 10 a 15%”. A injeção responde por algo em torno de 16%. A expectativa é que a elevação do consumo de resinas impulsione o mercado de máquinas. “A necessidade de transformar mais resinas vai gerar maior demanda de injetoras.” Dentre as perspectivas da Romi para 2005, Dottori cita a manutenção dos índices de crescimento da empresa, além da ampliação das linhas de injetoras elétricas, para ciclo rápido e de grande porte. Compõe a linha de máquinas, a série hidráulica Primax R, de 65 a 1.100 t de força de fechamento, de uso geral e equipada com painel Controlmaster 8. A Primax R, com Painel Controlmaster 9, dividi-se em dois grupos, as menores (até 300 t) com plastificação hidráulica e as maiores híbridas (até 1.100 t), com plastificação elétrica. A série híbrida Velox H, possui plastificação elétrica, painel Controlmaster 9 e destina-se a ciclos ultra-rápidos, segundo o fabricante. A Romi fabrica ainda injetoras com duas placas, série DP, para a produção de peças de grande porte,
Estreante – Tradicional fabricante de injetoras de borracha, a Storck, de Curitiba-PR, voltou-se para o mercado de termoplásticos há dois anos.
“Trata-se de um equipamento diferenciado para concorrer com a máquina importada”, avalia. Desenvolvidas com tecnologia nacional, as séries possuem fechamento hidráulico, controlador lógico programável (CLP) touch-screen, transdutores ultra-sônicos e servo bombas no lugar de bombas de vazão variável. “A máquina não necessita de lubrificação pois a placa móvel corre sobre guias lineares sem contato com as colunas.” Contam ainda com acumulador no fechamento, na injeção e opcionalmente na dosagem elétrica. De acordo com Salmeron, o fechamento hidráulico possibilitou maior distância entre colunas. “Nos modelos até 350 t chega a 760 mm x 760 mm, na 450 t será de 920 mm x 920 mm.” Além do lançamento de novos modelos, faz parte ainda dos planos da empresa a ampliação da fábrica. Atualmente, a Storck tem capacidade para produzir 5 máquinas por mês, entre injetoras de plásticos e de borracha. “Devemos alcançar 10 unidades/mês até 2006.”
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