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Segundo estimativa de Borges, no segmento de tubos,
chapas e perfis a demanda nacional neste ano se aproximou das 200 linhas,
o que representa ainda a retração do setor. Em função desse cenário,
Borges não foge à regra e busca sustentação no mercado externo. A
expectativa é destinar às exportações 35% da produção. Hoje esse
volume oscila entre 10% e 20%. Para tanto, porém, o fabricante nacional
tem de estar em sintonia com as tendências mundiais, o que, para Borges,
se traduz no avanço dos modelos co-rotantes. “A extrusora dupla-rosca
co-rotante vai dominar o mercado”, prevê. Ele explica que o modelo
apresenta a vantagem de operar com geometria de rosca desenhada de acordo
com as especificidades de cada material, e por isso, atende às atuais
necessidades do mercado, cada vez mais voltado para linhas destinadas aos
compostos especiais, como de PP com madeira, náilon com fibra de vidro,
plástico de engenharia aditivado e masterbatch. Os modelos
co-rotantes, ele aponta, também se sobressaem porque atingem altas
rotações por minuto. Em função de girarem no mesmo sentido, as roscas
chegam a cerca de 600 RPM.
Recorrer à terceirização também foi fundamental
para a Acmack, de Itupeva-SP, empresa dedicada à fabricação das
tradicionais extrusoras Ciola. Se há cinco anos, a empresa tinha três
divisões (prensas hidráulicas, máquinas para tubos e perfis e para
filmes de polipropileno), hoje a realidade é bem distinta. Cada vez mais
enxuta, a empresa se volta, com exclusividade, às máquinas para filmes
de PP e também reduziu o quadro de funcionários, por conta da
terceirização de boa parte da produção. “Quisemos uma empresa mais
moderna, para sermos mais competitivos”, explica o seu diretor Aldo
Ciola. Essas estratégias têm um porquê definido. O fabricante de
máquinas precisava buscar caminhos para reduzir os custos e sobreviver à
apatia do setor. Neste ano, porém, já pôde tomar fôlego: as vendas
aumentaram na ordem de 15% sobre 2003. Apesar do ano de referência ser
pouco representativo, a empresa diz ter recuperado a queda sofrida no ano
passado.
| O mercado externo também garantiu saldos positivos, pois, no
momento, exporta 55% da produção. Para a Acmack, sustentar altos
índices de exportação é palavra de ordem, pois só a demanda nacional
seria insuficiente para a empresa sobreviver. “Trabalhamos com pouca
variedade de produtos. Daí temos de investir no mercado externo”,
esclarece. |
Cuca Jorge |
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| Ciola enxuga operações e reduz custos |
O foco da empresa se volta para duas linhas: a tubular
e a plana cast film. A tubular conta com cinco modelos de máquinas
desenvolvidas para a produção de filmes de PP de alta transparência e
brilho intenso. Considerada a mais tradicional da empresa, a linha recebeu
incrementos de duas novas máquinas. Uma delas, a Master 1200, processa
até 120 quilos/hora, filmes de largura de 650 mm a 1200 mm. A outra, a
Mega 1000 Advanced, fabrica produtos com largura entre 600 mm e 1000 mm e
opera à velocidade de 90 quilos/hora. Essa versão da linha Mega 1000
representou o fabricante nacional na feira K.
| A divisão de extrusoras de
filmes planos, por sua vez, possui a Horizon como carro-chefe. Fabricado
nas versões 1000, 1200 e 1500, o modelo pode produzir filmes
co-extrudados para até duas camadas e de espessura de 20 µ a 100 µ à
velocidade de até 400 quilos/hora. A produção de filmes tubulares em PP
se distingue por conta da extrusão ser de cima para baixo.
Na avaliação de Ciola, a linha tubular se destaca
porque atende a 70% das necessidades do consumidor. Entende-se nas
entrelinhas, custo mais baixo, em relação à linha plana. As máquinas
tubulares têm preços entre R$ 150 mil e R$ 500 mil, enquanto nas planas,
o valor pode variar entre R$ 1,8 milhão a R$ 3 milhões. Até mesmo por
conta dessa diferença, a produção média da Acmack chega a quatro
máquinas tubulares, ao mês, e três por ano, da linha plana.
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Cuca Jorge |
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| Acmack apresenta novidades na linha tubular |
Mas, faturamento à parte, Ciola propõe um outro olhar
à crise do setor. De acordo com ele, em função da apatia do mercado,
nesses últimos anos, a substituição de máquinas torna-se ainda mais
urgente. Ele estima a necessidade de troca de cerca de 40% do parque
industrial, o que dá vazão a um futuro promissor ao fabricante nacional.
“O mercado não comporta mais máquinas obsoletas. Com o tempo, elas
darão lugar para as novas”, afirma.
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Produção
nacional agita o mercado
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Com tecnologia nacional, a Ax-Plásticos, de Diadema–SP,
acaba de lançar a primeira extrusora para produzir multifilamentos em
escala laboratorial. Em duas versões, com relação LD igual a 26 ou 30 e
rosca com diâmetro de 25 mm, o equipamento alcança produção horária
até 10 kg, e deverá trazer grande utilidade para o desenvolvimento de masterbatches
e cores em aplicações envolvendo ráfias, carpetes e não-tecidos.
À exceção da bomba de engrenagem importada da
Suíça, todos os demais componentes do sistema foram desenvolvidos no
País, fato que posiciona esse tipo de equipamento em condições bastante
atrativas de custo em relação aos importados.
| O responsável pelo desenvolvimento da
extrusora, o
engenheiro Domingos Gouveia Paiva, constatou há algum tempo uma demanda
reprimida por esse tipo de equipamento no mercado nacional, com compras em
muitos casos postergadas em razão dos custos dos equipamentos importados,
avaliados por ele, em torno de 150 mil até 200 mil euros. |
Cuca Jorge |
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| Paiva: procura por equipamento deve crescer |
Para facilitar as operações, o equipamento conta com
painel digital construído em diagrama, sendo provido de motor Weg, com
3,7 kW de potência, redutor concêntrico Cestari, sendo equipado com
matriz comportando 120 micro-furos, cada qual com 0,6 mm de diâmetro.
| Outro ponto positivo do sistema é permitir a
concepção de diferentes geometrias, de acordo com o tipo de
multifilamento a ser produzido, em formatos redondo, trilobal e em Y.
As extrusoras dessa categoria também saem de fábrica
com quatro cilindros puxadores, acionados por inversor de freqüência de
0,75 kW. Dois deles são providos de controle de temperatura por meio de
resistência interna. |
Cuca Jorge |
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| Sistema conta com tecnologia nacional |
O terceiro cilindro oferece a opção a vácuo de
funcionamento por compressor radial, visando propiciar a confecção de
filamentos lisos ou texturizados, enquanto o quarto cilindro finaliza a
operação.
O equipamento ainda comporta unidade de bobinamento dos
filamentos em tubetes de 75 mm, com diâmetro externo de 150 mm e largura
de 230 mm, os quais podem ser dimensionados em outros tamanhos, a depender
das necessidades dos usuários. É ainda equipado com controle de
temperatura (pirometria) Gefran, além de controlador de potência, os
quais vêm montados nas laterais.
Rose de Moraes
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