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Via paralela - Enquanto a indústria nacional de flexografia não incorpora os modelos sem engrenagem, os fabricantes buscam alternativas, como a nacionalização de peças hoje importadas e a fabricação de modelos de valor agregado intermediário. De momento, a aposta do setor volta-se para a consolidação, no mercado doméstico, do sistema de troca de camisa na própria máquina. “O sistema já deixou de ser opcional hoje em dia. Muitos fabricantes já possuem essa tecnologia que está sendo passada para os convertedores”, diz Mansueto Bacim Junior, da Divisão Flexíveis do Grupo Bobst, de Itatiba, SP. Para ele, esse movimento vai ao encontro da demanda nacional, porque o dispositivo reduz o tempo destinado às trocas de serviço, de forma bastante significativa. Com pedidos cada vez menores e diversificados, os convertedores exigem das máquinas essa rapidez. “Rápido set up não é mais um conceito, é uma necessidade atual”, completa Vita.
A entrada da norte-americana PCMC no País se deu, por causa da representatividade do setor. “Pesquisamos sete países e concluímos que o Brasil era o local mais indicado para absorver a produção das máquinas fora de nossa matriz”, explica Bicalho. Essa adequação se justifica. Para Giampietro, o mercado brasileiro é um dos maiores compradores de máquinas do mundo. Há dez anos, segundo ele, o País consumia de 160 a 180 impressoras flexográficas por ano. Esse índice hoje está reduzido. De acordo com estimativa de Giampietro, as vendas atingem a marca de cerca de 80 impressoras por ano. No entanto, nem por isso, o setor perdeu sua atratividade junto às multinacionais, a ponto de justificar, por exemplo, a instalação, em 2002, de planta de 8.600 m² da espanhola Comexi, em Montenegro, RS, e a própria entrada da PCMC no Brasil, apesar de ter sido via Feva.
A Windmöller & Hölscher também prova sua aposta na indústria brasileira. De acordo com perspectiva de Bosse, neste ano, o negócio voltado ao ramo flexográfico deve representar 15% do faturamento total da empresa. Em geral, esse índice é inferior a 10%. Para alcançar o convertedor brasileiro, uma das alternativas da empresa seria a nacionalização do seu modelo Primaflex, um dos mais recentes lançamentos da marca. De acordo com Oliver Cornelius, da Windmöller & Hölscher, a empresa cogita a possibilidade de fabricar máquina com 65% de índice de nacionalização.
Vendas em alta - Mais compatível com o poder de compra do industrial brasileiro, as máquinas nacionais alavancaram as vendas do fabricante local. “Estamos com uma carteira boa, com quase 180 dias de prazo de entrega de máquinas”, orgulha-se Vita. Ele atribui o desempenho à linha Beta, lançada há dois anos. “A Flexopower saiu na frente, com o produto de tecnologia de ponta, fomos favorecidos”, afirma. Para ele, uma das principais vantagens diz respeito à sua fabricação ser local. “Máquinas de alto valor agregado só existiam as de fora”, explica. Automatizada, a Beta trata-se de modelo dotado de sistema de troca rápida de serviço, camisa porta-clichê (troca na própria máquina), camisa anilox, fusos de esfera pré-carregados e guias lineares que garantem a precisão das unidades de impressão. Desde o lançamento, a linha Beta foi abastecida por incrementos. No ano passado, passou a contar com troca de entrada automática. Até então somente a troca de saída seguia essa característica. O aperfeiçoamento, conforme Vita explica, aumentou a produtividade da impressora, com a redução do tempo de parada da máquina. “O set up de impressora leva cerca de 30 minutos”, diz.
Há cinco anos, a Flexopower mantém média de fabricação anual de 12 máquinas. No entanto, o faturamento da empresa vai além dessa aparente estabilidade. “Crescemos em faturamento, pois a Beta é uma máquina de alta tecnologia”, comenta Vita. Na opinião dele, a aceitação do modelo reflete a tendência mundial de troca de camisas (porta-clichê e anilox) na própria máquina. “No mundo, 75% das impressoras fabricadas são feitas a partir dessa proposta”, estima. Em linha com essa característica do mercado mundial, a Beta será um dos trunfos da empresa rumo à exportação.
| A expectativa é de atender ao mercado externo com 30% da produção. Hoje, as exportações representam cerca de 10%. Outras mudanças positivas estão previstas pela Flexopower. De acordo com Vita, a empresa planeja, para 2005, alteração de endereço e expansão da planta. As expectativas dão conta de aumento de área, saltando dos atuais 2 mil m² para 5 mil m². |
Cuca Jorge |
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| Vita investe em impressoras em engrenagem |
Sofisticação – Durante a Drupa 2004, maior feira mundial do setor gráfico, realizada em Düsseldorf, Alemanha, no mês de maio, a Windmöller & Hölscher esbanjou tecnologia ao mostrar as impressoras, Novoflex e Primaflex, de tambor central e acionamento direto com tecnologia de camisas. A Novoflex CM foi um dos principais destaques. Na ocasião, a máquina imprimiu à velocidade de 600 metros por minuto, com filme de PP de 33 µm como substrato. Porém o mais impressionante se deu em relação ao tempo de máquina parada. “Sem reduzir a velocidade, fizemos a troca de cilindro porta-clichê e anilox, em dois segundos”, explica Cornelius. Segundo ele, o modelo, de dez cores, apresenta secagem de grande rendimento e estações de impressão computadorizadas.
| Desenvolvida para largura de trabalho de 1.300 mm, a máquina conta com mecanismo capaz de permitir a troca de motivo de impressão na própria máquina, sem interromper ou ao menos reduzir a velocidade de operação. O modelo com quatro grupos de impressão faz a troca de serviço em 12 minutos. “Esse tempo é recorde”, orgulha-se Cornelius. |
Cuca Jorge |
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| Cornelius: A toca de cilindro demanda apenas dois
segundos |
Já a Primaflex CS trata-se de máquina com sistema de camisa mais econômica, se comparada à Novoflex. Indicada para largura de impressão mais curta – de 820 mm, opera a 8 cores, com velocidade de 300 m/min. O sistema de secagem é uma vantagem, pois atua em dois circuitos e apresenta, de acordo com Corneluis, rendimentos de impressão com tintas base água e solvente.
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Outro recurso capaz de dar agilidade às máquinas da Windmöller refere-se ao easy-set. Trata-se de sistema automático de posicionamento do cilindro de formato e anilox para o ajuste individualizado de cada grupo de impressão. “Sem a intervenção do operador o set up se reduz praticamente à metade”, comenta Bosse. Além dessa vantagem, o mecanismo diminui a perda de material e aumenta a reprodutibilidade dos grupos de impressão.
A PCMC também reforça a linha de máquinas de alto valor agregado com a apresentação da Infiniti. Dotada de sistema sem engrenagem, a Infiniti é a sucessora da Avanti, modelo de entrada da PCMC no País. Impressora a dez cores, a máquina possui servomotores independentes para porta clichê e anilox, coordenado por um servomotor mestre.
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Cuca Jorge |
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| Bosse aposta na nacionalição de máquinas |
Entre os incrementos, o equipamento também apresenta sistema de camisas para porta clichê e anilox, memória de operações já realizadas, com ajuste automático na máquina, e modem para acertos dos programas à distância. Apto para atingir até 450 metros por minuto, o modelo conta com desbobinador e rebobinador com troca automática e sistema de secagem “eXtreme Dryer”. Patenteado pela marca, esse processo emprega ar comprimido ao invés de ar aspirado e opera com 20% do ar utilizado nos sistemas convencionais, explica Bicalho.
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