A Macroplast endossa o interesse dos fabricantes de concentrados na região. A empresa não possui a tradição de atender ao mercado externo - o volume exportado gira em torno de 5% da produção -, mas a parceria com a Basf proporcionará o impulso necessário para fortalecer a atuação fora do País. "Vamos incrementar a participação, sobretudo na América Latina", comenta Nicolosi. Essa meta, no entanto, só se torna possível por conta da aquisição do negócio de masterbatches sólidos da Basf. 

Cuca Jorge Com essa incorporação, realizada em abril deste ano, a Macroplast solidificou sua presença no mercado de especialidades, a ponto de prever novos rumos à companhia. Mesmo em fase de maturação do negócio Basf, a Macroplast prevê fechar o ano com crescimento acima do esperado para o setor. Enquanto Nicolosi projeta para todo o mercado aumento de vendas de 8% sobre 2003, espera que a Macroplast alcance a marca dos dois dígitos. 
Nicolosi: mercado externo é um dos focos da Macroplast

Nova fábrica - Outro importante investimento na indústria brasileira de masterbatch aconteceu no final do ano passado, com a abertura de nova unidade da Ampacet, em Camaçari-BA, a partir da aquisição da fábrica que pertencia à Corland. A Ampacet entrou no mercado de masterbatches em 1937, nos Estados Unidos, e, 50 anos depois, se instalou na Europa. Desde então, não parou. Em 1998, passou a atuar na América do Sul e em 2000, na Ásia. Ao todo, hoje soma 16 plantas pelo mundo. Ainda em 1998, o grupo firmou joint venture com a empresa Biblos Color, estabelecendo-se na Argentina. No mesmo ano adquiriu planta no Chile e instalou escritório de vendas em São Paulo. Com vocação para ultrapassar fronteiras, no ano seguinte, o grupo comprou a empresa argentina Repexim, localizada em Tortuguitas, onde hoje mantém sua sede central. O grupo ainda teve fôlego para, no final de 2003, avançar no território brasileiro com a compra da fábrica de master da Corland. 

No País, a Ampacet dispõe de capacidade para 7 mil t/ano, 5 mil correspondentes à produção baiana e o restante da unidade de São Paulo. A aquisição do negócio foi estratégica para o grupo. "Com a compra da Corland passamos a produzir no Brasil as commodities que importávamos da Argentina', comentou o gerente de negócios Jean-Marc Bouget. O interesse no País vai além. Por conta das atuais exigências da indústria brasileira, o grupo planeja investir em Camaçari, de forma a também fabricar produtos de alto valor agregado, diminuindo assim, os índices de importação. "As especialidades, por enquanto, são fabricadas na Argentina, Europa e Estados Unidos. Pretendemos produzir essas linhas localmente", antecipa. De acordo com Bourget, o grupo também tem projetos de expansão para a fábrica baiana. A intenção é triplicar a produção da unidade. "Em quanto tempo faremos isso não dá para dizer, pois depende do mercado", explica. 

Empresa líder no mercado brasileiro de concentrados de cor, a Cromex, em certa medida, faz o caminho inverso. 

O grupo avança para fora do País, com presença, sobretudo na América do Sul, Europa e Ásia. De acordo com o gerente comercial Edgard Perez Jr., a empresa tem como uma das prioridades aumentar os índices de exportação. Hoje, 20% do volume produzido destina-se ao mercado externo, no entanto, ele prevê incrementar essa porcentagem para 30% ainda neste ano. Cuca Jorge
Perez: Cromex quer ser inovadora até na imagem

Esse crescimento traduz, na opinião de Perez, a alta qualidade da matéria-prima nacional. "O concentrado brasileiro é competitivo e muito bem aceito internacionalmente", afirma. Para dar vazão a esse esperado aumento de demanda, a Cromex dobrou a capacidade produtiva neste ano, elevada para 8 mil t mensais. Para tanto, modernizou as fábricas e expandiu a unidade baiana, localizada em Simões Filho. Para Perez, o momento agora é de consolidação dos investimentos.

A renovação se reflete também na identidade corporativa. A empresa deixa para trás o nome Cromex Brancolor e passa a atender somente como Cromex. A mudança vai além de simples nomenclatura, pois abarca alterações em todo o planejamento visual da marca. "Queremos ser inovadores até na imagem", comenta Perez. Para abastecer as negociações, o grupo possui escritório nos Estados Unidos e mais três fábricas no País. Duas delas ficam em São Paulo e respondem pela produção de masters coloridos e pretos; e a terceira, na Bahia, atende aos concentrados brancos e os de aditivos.

      

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