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A Macroplast endossa o interesse dos fabricantes de concentrados na região. A empresa não possui a tradição de atender ao mercado externo - o volume exportado gira em torno de 5% da produção -, mas a parceria com a Basf proporcionará o impulso necessário para fortalecer a atuação fora do País. "Vamos incrementar a participação, sobretudo na América Latina", comenta Nicolosi. Essa meta, no entanto, só se torna possível por conta da aquisição do negócio de masterbatches sólidos da Basf.
Nova fábrica - Outro importante investimento na indústria brasileira de masterbatch aconteceu no final do ano passado, com a abertura de nova unidade da Ampacet, em Camaçari-BA, a partir da aquisição da fábrica que pertencia à Corland. A Ampacet entrou no mercado de masterbatches em 1937, nos Estados Unidos, e, 50 anos depois, se instalou na Europa. Desde então, não parou. Em 1998, passou a atuar na América do Sul e em 2000, na Ásia. Ao todo, hoje soma 16 plantas pelo mundo. Ainda em 1998, o grupo firmou joint venture com a empresa Biblos Color, estabelecendo-se na Argentina. No mesmo ano adquiriu planta no Chile e instalou escritório de vendas em São Paulo. Com vocação para ultrapassar fronteiras, no ano seguinte, o grupo comprou a empresa argentina Repexim, localizada em Tortuguitas, onde hoje mantém sua sede central. O grupo ainda teve fôlego para, no final de 2003, avançar no território brasileiro com a compra da fábrica de master da Corland. No País, a Ampacet dispõe de capacidade para 7 mil t/ano, 5 mil correspondentes à produção baiana e o restante da unidade de São Paulo. A aquisição do negócio foi estratégica para o grupo. "Com a compra da Corland passamos a produzir no Brasil as commodities que importávamos da Argentina', comentou o gerente de negócios Jean-Marc Bouget. O interesse no País vai além. Por conta das atuais exigências da indústria brasileira, o grupo planeja investir em Camaçari, de forma a também fabricar produtos de alto valor agregado, diminuindo assim, os índices de importação. "As especialidades, por enquanto, são fabricadas na Argentina, Europa e Estados Unidos. Pretendemos produzir essas linhas localmente", antecipa. De acordo com Bourget, o grupo também tem projetos de expansão para a fábrica baiana. A intenção é triplicar a produção da unidade. "Em quanto tempo faremos isso não dá para dizer, pois depende do mercado", explica. Empresa líder no mercado brasileiro de concentrados de cor, a Cromex, em certa medida, faz o caminho inverso.
Esse crescimento traduz, na opinião de Perez, a alta qualidade da matéria-prima nacional. "O concentrado brasileiro é competitivo e muito bem aceito internacionalmente", afirma. Para dar vazão a esse esperado aumento de demanda, a Cromex dobrou a capacidade produtiva neste ano, elevada para 8 mil t mensais. Para tanto, modernizou as fábricas e expandiu a unidade baiana, localizada em Simões Filho. Para Perez, o momento agora é de consolidação dos investimentos. A renovação se reflete também na identidade corporativa. A empresa deixa para trás o nome Cromex Brancolor e passa a atender somente como Cromex. A mudança vai além de simples nomenclatura, pois abarca alterações em todo o planejamento visual da marca. "Queremos ser inovadores até na imagem", comenta Perez. Para abastecer as negociações, o grupo possui escritório nos Estados Unidos e mais três fábricas no País. Duas delas ficam em São Paulo e respondem pela produção de masters coloridos e pretos; e a terceira, na Bahia, atende aos concentrados brancos e os de aditivos.
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