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Mais ftalatos - Categoria mais usual nas formulações de compostos de PVC, os tipos predominantes desses plastificantes resultam da obtenção a partir de álcoois de cadeia ramificada, desde o isopentanol até isononanol. Os tipos mais usados pelo mercado são o DOP, DINP (di-isononil ftalato) e o DIBP (di-isobutil ftalato). Segundo na relação dos mais apreciados pela indústria, o DINP, assim como o DOP, é um plastificante monomérico primário (não requer mistura com outros plastificantes). O DINP possui médio peso molecular, viscosidade moderada e baixa volatilidade. Esse plastificante confere aos compostos de PVC boa resistividade elétrica, ótima transparência e baixa exsudação (migração para a superfície). Suas características dielétricas superam o DOP, sendo, portanto, melhor opção na produção de compostos para revestimentos de condutores elétricos. As formulações de plastissóis, em particular, são beneficiadas pela baixa volatilidade do DINP, mantendo por maior tempo a viscosidade da pasta. O mercado nacional dispõe de DINP produzido na Elekeiroz e na Exxon. A Scandiflex descontinuou sua produção.
Terceiro colocado na lista dos preferidos, o DIBP incorpora os ftalatos de alto poder de solvatação (capacidade do plastificante de ser absorvido pelo PVC). Quanto maior esse poder, maior é a capacidade de flexibilização do PVC. Apresenta propriedades semelhantes ao di-butil ftalato (DBP), mas o supera nas baixas temperaturas. É especialmente indicado na produção de pastas de pigmentos e de plastissóis. Também atende à indústria de calçados, solados, mangueiras e bolas, entre outros produtos.
Acolhido em menor proporção pela indústria, o di-isodecil ftalato (DIDP) reúne várias propriedades desejáveis num bom plastificante: baixa volatilidade, baixa migração e boa permanência. Alia, ainda, boa resistividade elétrica, resistência à tração, às intempéries e boa flexibilidade à baixa temperatura. Os revestimentos de fios e cabos elétricos produzidos com DIDP suportam por mais tempo temperaturas de 85ºC sem perda nas propriedades mecânicas e elétricas. O acréscimo de antioxidante melhora ainda mais o seu desempenho. Por suas propriedades, ainda atende com vantagens os mercados de filmes calandrados e extrudados, componentes de PVC para a indústria automobilística e revestimentos, entre outros. Tanto a Scandiflex como a Exxon produzem o DIDP. A Exxon ainda oferece o plastificante em grau alimentício. Forte nos filmes - Mais conhecido e usado entre os adipatos, o di-octil adipato (DOA) fez história há longa data na fabricação de filmes esticáveis (stretch), com amplo uso para embalar carnes, graças à elevada taxa de transferência de oxigênio e boas propriedades a baixas temperaturas. Consiste num plastificante de alta qualidade, com elevado grau de pureza, especialmente indicado em aplicações que exigem ausência de odor e sabor. O uso do DOA confere elevada flexibilidade sob baixa temperatura e excelente resistência mecânica. Possui a qualidade de se misturar fácil, permitindo bom processamento e fluxo em compostos de PVC e borracha sintética. Entre as principais aplicações, se destacam filmes para alimentos, revestimentos para fios e cabos elétricos, entre outras que requerem resistência a altas e baixas temperaturas. Elekeiroz e Scandiflex atuam com o DOA.
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