Mais ftalatos - Categoria mais usual nas formulações de compostos de PVC, os tipos predominantes desses plastificantes resultam da obtenção a partir de álcoois de cadeia ramificada, desde o isopentanol até isononanol. Os tipos mais usados pelo mercado são o DOP, DINP (di-isononil ftalato) e o DIBP (di-isobutil ftalato). Segundo na relação dos mais apreciados pela indústria, o DINP, assim como o DOP, é um plastificante monomérico primário (não requer mistura com outros plastificantes). O DINP possui médio peso molecular, viscosidade moderada e baixa volatilidade. Esse plastificante confere aos compostos de PVC boa resistividade elétrica, ótima transparência e baixa exsudação (migração para a superfície). Suas características dielétricas superam o DOP, sendo, portanto, melhor opção na produção de compostos para revestimentos de condutores elétricos. As formulações de plastissóis, em particular, são beneficiadas pela baixa volatilidade do DINP, mantendo por maior tempo a viscosidade da pasta. O mercado nacional dispõe de DINP produzido na Elekeiroz e na Exxon. A Scandiflex descontinuou sua produção.

EFEITO DO TIPO E TEOR DE PLASTIFICANTE NA DUREZA DE UM COMPOSTO DE PVC

Fonte: Brasken, Centro Técnico de Serviço

Terceiro colocado na lista dos preferidos, o DIBP incorpora os ftalatos de alto poder de solvatação (capacidade do plastificante de ser absorvido pelo PVC). Quanto maior esse poder, maior é a capacidade de flexibilização do PVC. Apresenta propriedades semelhantes ao di-butil ftalato (DBP), mas o supera nas baixas temperaturas. É especialmente indicado na produção de pastas de pigmentos e de plastissóis. Também atende à indústria de calçados, solados, mangueiras e bolas, entre outros produtos.

EFEITO DO TIPO E TEOR DE PLASTIFICANTE NA DUREZA DE UM COMPOSTO DE PVC

Fonte: Titow, W.V ( 1984), pvc techonology.

Acolhido em menor proporção pela indústria, o di-isodecil ftalato (DIDP) reúne várias propriedades desejáveis num bom plastificante: baixa volatilidade, baixa migração e boa permanência. Alia, ainda, boa resistividade elétrica, resistência à tração, às intempéries e boa flexibilidade à baixa temperatura. Os revestimentos de fios e cabos elétricos produzidos com DIDP suportam por mais tempo temperaturas de 85ºC sem perda nas propriedades mecânicas e elétricas. O acréscimo de antioxidante melhora ainda mais o seu desempenho. Por suas propriedades, ainda atende com vantagens os mercados de filmes calandrados e extrudados, componentes de PVC para a indústria automobilística e revestimentos, entre outros. Tanto a Scandiflex como a Exxon produzem o DIDP. A Exxon ainda oferece o plastificante em grau alimentício.

Ainda no cardápio de ftalatos, a indústria brasileira conta com a oferta de DBP pelos três fabricantes, e um plastificante denominado SP-56, um butil ciclohexil ftalato, produzido pela Scandiflex. Plastificante monomérico primário, o DBP se caracteriza pelo excelente poder de solvatação, que melhora e reduz o tempo de fusão dos compostos de PVC usados na injeção, e ainda aprimora as características de processabilidade em baixas temperaturas.

Forte nos filmes - Mais conhecido e usado entre os adipatos, o di-octil adipato (DOA) fez história há longa data na fabricação de filmes esticáveis (stretch), com amplo uso para embalar carnes, graças à elevada taxa de transferência de oxigênio e boas propriedades a baixas temperaturas. Consiste num plastificante de alta qualidade, com elevado grau de pureza, especialmente indicado em aplicações que exigem ausência de odor e sabor. O uso do DOA confere elevada flexibilidade sob baixa temperatura e excelente resistência mecânica. Possui a qualidade de se misturar fácil, permitindo bom processamento e fluxo em compostos de PVC e borracha sintética. Entre as principais aplicações, se destacam filmes para alimentos, revestimentos para fios e cabos elétricos, entre outras que requerem resistência a altas e baixas temperaturas. Elekeiroz e Scandiflex atuam com o DOA.

Outro adipato de destaque é o di-isodecil. Conhecido como DIDA, é um plastificante monomérico de médio peso molecular, com baixa viscosidade e pouca volatilidade, recomendado para aplicações com exigência de alta resistência mecânica e flexibilidade a baixas temperaturas. Os compostos de PVC formulados com base nele apresentam grande alongamento e módulo de elasticidade superior ao DOA. Confere ao produto acabado toque seco e macio.

Por apresentar baixa viscosidade, e pelo fato de não aumentar a reologia da pasta, o DIDA proporciona particular benefício nas aplicações de plastissol, em especial nos espalmados e moldagem rotacional. "O uso do DOA e do DIDA baixam significativamente a viscosidade do composto de PVC, principalmente o DOA, preenchendo com mais facilidade as cavidades do molde", informa Mauro G. Carqueijo, diretor de vendas da Scandiflex. Também a Exxon fornece o DIDA.
Outro adipato disponível no mercado é o di-isononil, o DINA, ofertado pela Exxon. O plastificante também é indicado para compostos de PVC que requerem flexibilidade sob baixas temperaturas e apresenta menor volatilidade em relação ao DOA. Nos plastissóis, aumenta a estabilidade da viscosidade da pasta. Entre as principais aplicações, consta a produção de filmes esticáveis, plastissóis e revestimentos de fios e cabos.

 

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