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FEIRA REFORÇA NEGÓCIOS NO SEGUNDO SEMESTRE
Expectativa dos expositores, em número superior a 300, é de que a feira gere acima de
R$ 120 milhões
Rose de Moraes
A 3ª edição da Interplast - Feira e Congresso Nacional de Integração da Tecnologia do Plástico - promete aquecer ainda mais os negócios no setor no segundo semestre do ano, revitalizando as vendas na região Sul e levando à mostra os avanços tecnológicos em máquinas, equipamentos e matérias-primas. Ponto de prestígio para as empresas de Santa Catarina, estado anfitrião, em especial empresários e lideranças de Joinville, onde a presença dos primeiros transformadores já se registrava há exatos 57 anos, a Interplast 2004 deverá reunir de 24 a 28 de agosto, no Expoville, grande número de empresas de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, entre outras provenientes de outros estados, que prestigiam a exposição de âmbito nacional e internacional.
Entusiasmado com a organização da Interplast, que promove a cada dois anos com o apoio do Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado de Santa Catarina (Simpesc) e da Sociedade Educacional de Santa Catarina (Sociesc), Luiz Roberto Lepeltier, diretor da Messe Brasil, em junho, dedicava-se aos preparativos finais da feira que já havia alcançado totalidade máxima de ocupação.
| Nos 8 mil m² comercializados, 207 estandes foram projetados para abrigar mais de 300 empresas e entidades, que se prepararam ao longo dos últimos meses para expor novidades a um público estimado de 25 mil visitantes.
"A Interplast tem presenças cada vez mais qualificadas de grandes empresas e profissionais que vêm prestigiar a feira para mostrar suas novidades", afirmou Lepeltier. Nesta edição, houve grande procura por espaços maiores e mais confortáveis, com várias empresas escolhendo estandes com dimensões superiores a 50 m².
Além dos expositores antigos presentes desde a primeira edição, como Battenfeld, Miotto, Bausano, Imacom, Seibt e Jasot, a feira também contará neste ano com estreantes de porte, como GE Silicones e Deb'Maq, reunindo diversos estandes representantes prestigiados por várias bandeiras de tradicionais fabricantes focados no setor da transformação. |
Divulgação |
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| Lepetier: cresceu a procura por estande mais espaçosos |
No que se refere às perspectivas de comercialização, Lepeltier também está otimista e espera poder repetir os resultados alcançados em 2002, estimando que a feira possa gerar negócios em torno de R$ 120 milhões.
No rol das novidades, a Interplast contará com rodada de negócios reunindo empresas fornecedoras e compradoras de ferramentas e serviços de usinagem, a ser realizada pelo Núcleo de Usinagem e Ferramentaria da Associação Comercial e Industrial de Joinville (Acij), presidido por Cristhian Dihlmann.
Com ocorrência simultânea desde a primeira edição da Interplast, as rodadas serão realizadas diariamente, das 14h às 21h, no andar térreo, ao lado do anfiteatro onde estará sendo promovido o Congresso Internacional de Novas Tecnologias (Cintec).
"As rodadas deste ano contarão com nova dinâmica, sendo organizadas em blocos de negociação onde as empresas compradoras apresentarão histórico de atividades, objetivos de compra, requisitos de fornecimento, quantidades consumidas no passado e previsão de consumo no futuro, indicando ainda quais produtos deverão ser orçados de imediato", informou Dihlmann.
A partir das apresentações das empresas compradoras, as vendedoras poderão avaliar até que ponto poderão atender aos pedidos, iniciando-se efetivamente a troca de informações entre os compradores e os fornecedores aptos ao fornecimento dos produtos e/ou serviços solicitados.
A expectativa, segundo Dihlmann, é poder facilitar as negociações e gerar negócios superiores a US$ 100 mil. O pólo de ferramentarias de Joinville abriga hoje perto de 180 empresas, 14 das quais integradas ao núcleo da Acij. Desse total, muitas se destacam na fabricação de ferramentas até 20 toneladas e moldes em multicamada (stack-molds), fornecidos para as indústrias automotivas de todo o País e exterior, fabricantes de tubos e conexões, e para ampla variedade de setores. Independentemente de estar associada ou não ao núcleo, o convite à participação nas rodadas estará aberto a todas as ferramentarias da região.
Novos conceitos e tecnologias - Coordenado pela Sociesc, o Cintec 2004, deverá contar com presenças destacadas na cerimônia de abertura, como Carlos Mariani Bittencourt, presidente da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), e Merheg Cachum, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). A partir das 18h50 do dia 24, as duas lideranças farão palestras, apontando caminhos futuros para empresários e profissionais ao abordarem temas como "Perspectivas do Setor Petroquímico Global" e "Perspectivas da Indústria de Transformação no Setor Plástico".
Na programação dos dias 25, 26 e 27, vários temas prometem despertar grande interesse das platéias. Entre as palestras técnicas, destaca-se a conferência a ser proferida por Liliana Rubio, especialista em aditivos para a América Latina da Clariant, que fará a abordagem do tema "Estabilizantes e Absorvedores UV para Plásticos", focalizando o fenômeno da fotoxidação, ou seja, os resultados dos efeitos combinados de radiações de luz ultravioleta e oxigênio sobre os materiais poliméricos, que afetam suas propriedades mecânicas e ópticas. Ao acompanhar essa conferência, será possível conhecer desde os diferentes mecanismos de degradação que ocorrem em resinas poliolefínicas, poliestirênicas e de engenharia, até os diferentes tipos de aditivos que podem atuar no processo de inibição fotoxidativa, formados por estabilizantes, ou absorvedores de radiações da luz UV. Exemplos práticos de proteção também serão citados em filmes, fibras, tapetes e produtos injetados e extrudados.
Outra conferência imperdível e que deverá despertar o interesse de empresários e profissionais por abrir campo de aplicações mais nobres para o PET reciclado, proveniente de garrafas, será proferida pelo professor Elias Hage Junior. Na oportunidade, esse conceituado professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e diretor da Associação Brasileira de Polímeros (ABPol), irá enfatizar a necessidade de que, para se fabricar produtos de maior valor agregado, será preciso contar com novas condições de processo de fabricação e/ou modificação do material com blendas. Para ilustrar, ele destacará novos desenvolvimentos, como o de tubos em PET (TuboPET), realizado por ele em conjunto com a empresa EBR, e no qual as misturas de PET reciclado foram feitas com ABS e AES, proporcionando blendas com elevada tenacidade. Durante a conferência, ele também deverá revelar outras aplicações inéditas, envolvendo telhas moldadas por injeção e extrusão.
Da UFSCar, um dos maiores centros de pesquisa do País na área de polímeros, também o professor José Alexandrino de Sousa focalizará os novos desenvolvimentos alcançados com compósitos de polipropileno (PP), reforçados com fibras de vidro curtas, por intermédio do uso de compatibilizantes interfaciais de PP grafitizado com anidrido maléico. O estudo comprova que é possível conferir ao material desempenho mecânico superior.
Outro tema que deverá mobilizar a atenção da platéia será apresentado por Marcos Cardenal, gerente técnico da Battenfeld, especializado em processos de injeção. Em sua abordagem será evidenciada uma nova técnica de injeção que possibilita controlar o recalque por meio de sistema de fechamento do molde, ao invés de se fazer o controle pela rosca de injeção, conforme realizado nos processos convencionais.
O novo processo, batizado IMPmore, apresentado pela primeira vez na NPE, de Chicago, EUA, em junho de 2003, permite injetar peças de grandes dimensões, isentas de tensões. Nesse estudo, desenvolvido pela Battenfeld em parceria com a Exatec, joint venture formada pela Bayer AG e GE Plastics na área de matérias-primas, e a Summerer, no segmento de moldes, Cardenal mostrará como foi possível injetar policarbonato para a fabricação de janelas automotivas, obtendo-se resultados quanto à leveza do material ( cerca de 50% mais leve que o vidro), resistência mecânica (250 vezes superior à do vidro), liberdade de design, redução de ruídos, entre outros.
De acordo com o novo processo, vários sensores de carga, instalados na cavidade do molde, medirão a pressão interna, enviando os resultados para o comando da máquina, que atua imediatamente sobre os cilindros de pressão de fechamento, mantendo a força uniforme ao longo de toda a extensão do molde.
Segundo Cardenal, além de possibilitar controle de fechamento muito mais preciso em relação aos sistemas convencionais de tirantes fixos e permitir liberdade de atuação do robô, fácil montagem do molde, podendo-se ainda utilizar a técnica de injeção de multimateriais, o novo processo abrirá campo de novas aplicações não só na indústria automotiva, como também todos os setores da indústria de transformação de plásticos que fabricam peças de grandes dimensões. A seguir, nosso leitor está convidado a acompanhar algumas novidades que serão levadas pelos expositores à Interplast 2004.
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